The Elder Scrolls V: Skyrim é um jogo magnífico. Ninguém tem mais dúvidas, creio eu. Este fato é até mesmo refletido em números de forma muito bacana, e o jogo continua sendo o mais jogado no Steam, até hoje. Skyrim nos apresenta um mundo repleto de possibilidades, onde podemos muitas vezes sermos quem quisermos e até mesmo ignorarmos as quests principais por muito tempo, tão interessantes podem ser muitas das missões secundárias.

Se a Bethesda tinha em mente criar um game altamente viciante, ela conseguiu. Skyrim consegue, creio eu, atrair até mesmo os “não adeptos” de RPGs. Até mesmo pessoas que possuíam algum tipo de preconceito e/ou medo em relação a este gênero de jogo, devido ao fato de ser possível jogá-lo em nosso próprio ritmo sem dificuldade alguma. Este, é claro, é apenas um dos inúmeros atributos do RPG. Trata-se de um jogo que eu não tenho pressa alguma em finalizar: muito pelo contrário. Quanto mais side quests eu puder completar, melhor. Quanto mais eu puder explorar o universo do jogo, melhor.

Tanta liberdade, é claro, também pode dar início a algumas situações e comportamentos bem inusitados. Este é um caso de um certo jogador que construiu uma casa repleta de corpos e cabeças de mulheres. O indivíduo chegou até mesmo a organizar as cabeças decapitadas em sua estante. Em seu canal no Youtube, o jogador publicou um vídeo no qual nos é apresentado o seu refúgio um tanto quanto insano. Confesso que prefiro mil vezes encarar um dragão.

Brincadeiras à parte, creio que esta seja mais uma mostra do quão amplo é Skyrim. Do quão grandes são as possibilidades fornecidas pelo game. Aliás, por outros jogos também, como Fallout 3 e até mesmo os títulos anteriores da série The Elder Scrolls. Creio que estamos em uma época, porém, onde este tipo de coisa se torna conhecida de forma muito mais rápida. E se podemos, por exemplo, matar cidadãos honestos em uma cidade pacata (ou galinhas), dentro do jogo, mesmo sabendo que a “recompensa” virá, é óbvio que a hipótese de alguém se transformar em um matador em série também dentro do jogo não poderia ser eliminada. De certa forma, mesmo que dantesco, horripilante, etc, trata-se de algo inerente à própria proposta e característica do jogo.

Espero, entretanto, que a mídia não “caia matando” sobre o “pobre jogador”, tentando provar que, somente pelo fato do mesmo ter um gosto bem esquisito (para não dizer horrível) dentro do jogo, ele poderia agir da mesma forma no “mundo real”. Creio que devemos separar bem as coisas, pois em caso contrário, um possível “downgrade mental” seria possível aqui, e poderiam acusar Modern Warfare 3 (dentre tantos outros) de ser uma apologia à guerra e à violência. Bom, esta discussão a respeito de violência nos games já é velha, absurda e chata, não é?

E isto sem falar em diversos jogos de horror que poderiam sofrer acusações bem mais grotescas. É claro que tal separação entre jogos e mundo real, por exemplo, não está em nossas mãos e, afinal de contas, “downgrades” como estes não são nada inéditos, temos também de lembrar. Não vou nem falar em GTA.

Confesso, entretanto, que o vídeo é bem tétrico, e o corpo feminino queimando pela metade, na lareira, causa espanto logo aos 0:11 do vídeo. Que dizer então dos corpos sem cabeça em uma mesa? Os “troféus”, aliás, são o “ponto alto” do vídeo. Dê uma olhada (seja rápido, vai que removem o vídeo – nunca se sabe):

Link para o vídeo em 720p:

http://www.youtube.com/watch?v=JHvx0l_tVEw&hd=11

(Via: Botchweed)

 

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