Quero terminar o jogo Assassin’s Creed: Brotherhood antes que Assassin’s Creed: Revelations seja lançado, e confesso que o único fator que não me deixou terminá-lo ainda foi o tempo. Durante a semana passada, entretanto, consegui novamente “entrar na pele” do Ezio, em Brotherhood, e viver alguns momentos bem marcantes. Novamente.

Tais momentos têm a ver com sua família e certas ações de Cesare Borgia.  Aliás, quando fiquei sabendo que o que Borgia fêz em Monteriggioni foi por simples, digamos, vingança, e que tais ações, é claro, ajudaram a aumentar a ira de Ezio (quem jogou sabe mais ou menos do que estou falando), percebi o quão burro é o cara que muitas vezes parece ser mais perigoso que o próprio Rodrigo Borgia. Aliás, também me lembrei do quão burro foi o Ezio no final de AC 2. Bom, deixa pra lá.

O fato é que a franquia Assassin’s Creed consegue prender o jogador de diversas maneiras. Os belos gráficos são apenas uma parte do enorme “aparato” que a série possui para nos manter sempre interessados. A trama é cheia de detalhes. Tanto detalhes relativos à história do próprio game em si quanto detalhes históricos, realmente, os quais muitas vezes se confundem, se mesclam e transformam a experiência em algo verdadeiramente ímpar.

O enredo de todos os jogos da série, até agora, não me decepcionou. Assassin’s Creed: Brotherhood, aliás, está se mostrando uma grande “sequência” para Assassin’s Creed II, jogo que “me obrigou” a finalizá-lo duas vezes. O profundo enredo de Brotherhood conta com a mesma qualidade do de AC2. É claro que, em determinados momentos, parece que estamos jogando o mesmo jogo, devido ao pouco envelhecimento do personagem principal, às diversas semelhanças que podemos encontrar em algumas localidades de Roma com alguns dos locais que Ezio visitou no título anterior, etc.

Entretanto, existem muitas novidades interessantes, e uma delas é o fato de Ezio poder recrutar pessoas comuns e treiná-las, para que se tornem assassinos. O treinamento é muito interessante, e meio que pode até sugerir levemente a forma de evolução de um personagem em um RPG. O fato de podermos enviar os assassinos em missões também é outro elemento muito interessante em Assassin’s Creed: Brotherhood, principalmente porque estes vão ganhando pontos de experiência a cada missão bem sucedida, e você pode, assim, torná-los mais fortes e enviá-los em missões mais perigosas.

Poder contar com a ajuda de sua equipe de assassinos quando bem desejar (desde que eles não estejam em missões) também é muito gratificante, e de repente pode permitir que você utilize estratégias diferentes para abordar diferentes situações. Os assassinos podem simplesmente matar o alvo quanto servirem de distração, para que você “execute o trabalho”. Contar também com a “chuva de setas” é fantástico, e poupa muito trabalho, dependendo da situação.

A Ubisoft conseguiu introduzir uma série de aparentemente pequenas melhorias na franquia que, quando observadas em conjunto, nos dão a clara impressão de que Brotherhood é maior, em termos de “funcionalides”, em relação a Assassin’s Creed II. Espero que o mesmo ocorra em relação a Brotherhood e Assassin’s Creed: Revelations. Pode parecer pouca coisa, mas só consegui assassinar determinado “elemento” semana passada em Brotherhood com a ajuda dos outros assassinos. O alvo, que se encontrava dentro de uma espécie de viela com duas saídas protegidas por guardas armados, era alvo inatingível para um homem só, pois eu devia executá-lo sem ser detectado. Aí, então, fiz uso de minha “equipe” e de algumas bombas de fumaça, e tudo foi resolvido.

Encaro Assassin’s Creed: Brotherhood como o “ápice de Ezio”. Tudo aquilo que ele aprendeu em AC II está sendo utilizado, re-utilizado e refinado. À partir da metade do jogo, Machiavelli “concede” algo a Ezio que, sem sombra de dúvidas, o tornará ainda mais forte, física e moralmente, apesar do enorme peso que este “presente” representa. É uma pena, realmente, este ser o último Assassin’s Creed tendo Ezio como protagonista.

Este “algo”, aliás, dá a Ezio a oportunidade de recompensar uma determinada pessoa que sempre esteve à sombra de tudo desde quando o pai de Ezio ainda vivia. Tal recompensa, é claro, também trás consigo perigos e preocupações. Entretanto, até agora, ainda não contemplei nenhum resultado advindo de tal recompensa (se é que isto acontecerá).

Brotherhood é extremamente imersivo, assim como o foi AC II. O jogo conta com momentos de calmaria intercalados por momentos de drama, ação e suspense, e muitas vezes o drama em AC: B chega a possuir mais carga emocional do que os momentos de luta. A Ubisoft por enquanto está dando mostras de grande apreço pelos fãs da série, esquecida aqui, é claro, a questão do DRM. Revelations vem aí e eu mal posso esperar para conferir qual será o destino do Ezio, principalmente porque, no ponto onde estou em Brotherhood, suas ações causam extremo impacto principalmente a Cesare Borgia.

Aliás, Assassin’s Creed:  Brotherhood requer do jogador muito mais silêncio. Muito mais ação na surdina. A própria infiltração nas torres dos Borgia representavam momentos muito divertidos para quem gosta de ação “stealth”, e isto, em um jogo onde se usa basicamente armas brancas, é fantástico. Diversos modos de assassinato estão “à disposição”, digamos, e o jogador pode até improvisar e muitas vezes chegar a se perder em meio a tantos soldados inimigos, armas disponíveis e modos e caminhos diferentes para chegar até o objetivo.

Fico tentando imaginar onde tudo isto irá parar. Se e quando haverá um Assassin’s Creed: III, e como ele será. O próprio Desmond luta contra os templários nos dias atuais, e se a organização conseguiu chegar tão longe, isto mostra que ainda há muita coisa para ser vista e jogada dentro desta estupenda franquia. Revelations, como eu já disse, está chegando. Mas que Ezio Auditore da Firenze fará falta, isto fará.

Machiavelli

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