É aquela velha história: nos acostumamos com algo, e pequenas mudanças, por mínimas que sejam, quase causam verdadeiras desgraças, algumas vezes. Há dias venho labutando em Assassin’s Creed: Brotherhood com um sentimento de “quase desespero” no peito. O motivo? Ainda na terceira sequência, nada mais havia para fazer no jogo (aparentemente). Abria o mapa, e o que via lá? Localização de tesouros, ferreiros, médicos, o esconderijo do Ezio, e outras coisas mais. Mas nada que pudesse me fazer progredir na história, no jogo. Nenhum início de memória, nenhum contrato de assassinato disponível, etc. Nada. Aparentemente, o game havia “me ferrado”. Pensei em mil coisas, uma pior que a outra. Cheguei até a pensar em problemas no arquivo de save, e quase o deletei do HD de meu Xbox 360.

Já devo ter comentado por aqui que finalizei Assassin’s Creed II duas vezes devido a uma “semi-besteira” (ou melhor, falta de atenção) que cometi e que, finda a segunda finalização, descobri que não teria sido necessário tanto trabalho, não é? Pois bem, isto estava quase ocorrendo em Brotherhood: sorte que eu ainda estava na terceira memória. O que ocorre é que, sei lá porque, o mapa em Assassin’s Creed: Brotherhood lida com os diversos elementos acessíveis e inacessíveis de maneira diferente de AC II, por exemplo. Aliás, a Ubisoft que me perdoe, mas acho isto uma grande falha. O mapa muitas vezes mostra áreas ou itens acessíveis como parte de áreas ainda não liberadas.

Eu via, em meio ao meu desespero, que existiam diversos viewpoints, diversas torres dos Borgia, etc. Tudo estava ali, constando no mapa, mas em áreas (supostamente) inacessíveis, nas quais, caso eu entrasse, perderia automaticamente a sincronização. Havia inclusive um ponto de exclamação em determinado ponto dessas supostas áreas inacessíveis, ou seja, um início de memória. O problema é que, em Brotherhood, nem sempre o que o mapa mostra condiz com a  realidade. Acabei descobrindo que seria possível encontrar atalhos em meio às áreas mais escuras (áreas fora de alcance, digamos) a fim de se chegar aos objetivos. Algo um tanto quanto estranho, não? Não sei se isto é intencional por parte da Ubisoft, visando inserir um desafio a mais no jogo, ou não. O caso é que isto me causou enorme dor de cabeça, e quase me fez reiniciar o jogo.

Descoberta esta “pegadinha”, pude então “driblar” os aparentes impedimentos e acessar o início de memória que estava ali, me chamando. Notei que isto acontece também muito frequentemente com viewpoints, portanto, é sempre bom chegar perto, observar cuidadosamente o local, conferir se existe alguma área aberta entre as linhas brancas que delimitam as áreas acessíveis das ainda não acessíveis, etc E, o mais importante: realize sincronizações com todos os viewpoints que puder. Para ajudá-lo, visite o Leonardo Da Vinci e obtenha diversas melhorias que ele poderá lhe “oferecer”. Pobre Leonardo, também: o artista também sofre sob a influência nefasta dos Borgia.

Mas, em suma, Assassin’s Creed: Brotherhood é um grande game. Ainda na quarta memória, já voei, utilizei algumas máquinas de guerra e experimentei o prazer de verdadeiras “missões stealth”. Adoro andar nas sombras, matar os guardas na surdina e utilizar a besta para atingí-los à distância. Este game está me causando enorme prazer, e sinto que ele começa a me prender da mesma forma que seu antecessor.

A falha que mencionei acima, se é que se trata mesmo de uma, é apenas um detalhe, frente à grandiosidade do mais recente capítulo da história de Ezio e da Irmandade dos Assassinos. Aliás, fica aqui uma dica: jogue ACB e você terá uma grata surpresa em relação a algumas memórias que são revividas por Ezio Auditore. Memórias de um passado não muito distante na vida do protagonista.

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