Comecei a jogar o primeiro Dead Space há alguns dias atrás. Finalizei o jogo ontem à noite, após uma “maratona” de mais ou menos 5 dias. Ou melhor, 5 noites. 5 noites durante as quais joguei por cerca de 1 a 2 horas. 5 noites muito bem aproveitadas e repletas de momentos que me impressionaram. Dead Space me causou uma excelente impressão, e ontem fui dormir com “o game na cabeça”. Isto acontece comigo quase sempre, quando finalizo um game.

Imagens do jogo passavam pela minha cabeça. Eu relembrava trechos de diálogos e/ou determinados momentos e descobertas marcantes. Dead Space me proporcionou uma experiência e tanto. Durante estes dias em que perambulei pela USG Ishimura e pela USM Valor, com seus respectivos momentos de vácuo e/ou gravidade zero, posso, ao final de tudo, dizer que valeu a pena. O jogo é muito imersivo, e você muitas vezes vai de um savepoint a outro de forma quase frenética.

É impossível pelo menos não tentar imaginar o que vem pela frente. O jogo instiga o jogador a buscar por mais medo. Mais ação. Mais informações. Mais horrores. Apesar de assustadores, os momentos de “encontro” com os mais variados tipos de Necromorphs que povoam o “mundo de Dead Space” são muito úteis para descarregarmos nossa raiva contida, principalmente após toparmos com algumas obras e aparições do Dr. Challus Mercer, bem como ouvirmos seu muitas vezes constante (e irritante) falatório.

É incrível como um game de “terror espacial” consegue ser tão imersivo, ao ponto de possuir em sua trama elementos como traição, suspense e altas doses de “influência externa”, se é que me entendem. Aliás, influência esta que conta com o Clarke em suas intenções, vale ressaltar. Antes que eu cometa o erro de lançar algum spoiler aqui, vale somente ressaltar que o Isaac convive com pessoas e coisas, durante a trama de Dead Space, que, aos poucos, vão sendo modificados, digamos. Não que os personagens e coisas mudem, mas… bom, sem spoilers. 🙂 Muitas vezes você pensa que algo está certo quando na verdade não está, e vice-versa. Apesar do pouco número de personagens com os quais nos deparamos no decorrer do gameplay, há espaço para enorme mistério. O enredo é muito rico.

Algo está errado. O artefato conhecido como “The Marker”, aliás, é meio que o centro das atenções de grupos distintos que, infelizmente, colocaram o pobre engenheiro no meio de perigosos caminhos. Os Necromorphs, a religião conhecida como Unitologia, seus seguidores e tudo o que se passa a bordo da Ishimura, principalmente, conseguem provocar uma enorme sensação de desconforto no jogador, desconforto este elevado ao cubo quando as horrendas criaturas inimigas aparecem em cena. Há tempos eu não jogava um “game de horror com tiros” que me oferecesse tamanha dose de sustos.

Vale ressaltar a evolução que os Necromorphs sofrem, no decorrer do jogo. Chegando ao final, muitas foram as vezes em que tive de faser uso da Stasis, para que eles cessassem então qualquer movimento e eu pudesse atirar com calma nos pontos certos de seus corpos putrefatos. Aliás, que elemento/idéia sensacional é a própria Stasis em si. Ela faz com que o objeto alvo sofra um certo atraso temporário. É como se o tempo parasse, por alguns momentos e somente em relação ao alvo. A Stasis representa uma fantástica presença em um game como Dead Space, pois lembra, de certa forma, algo mágico, e sabemos que estamos em um game ambientado no futuro.

É muito interessante também o fato de que o Isaac é constantemente enviado de um canto a outro para resolver os mais diversos problemas, problemas que, muitas vezes, fogem da área de atuação de um engenheiro. É claro que toda esta movimentação tem certamente sua razão de ser, porém, nem sempre em Dead Space os caminhos mais iluminados são os corretos. No final de tudo, o Isaac sofre, digamos, um certo “desconforto” (para não dizer outra palavra).

Aliás, coitado do Isaac Clarke. O cara não tem um minuto de sossego durante o game inteiro, e a batalha final (sim, existe uma) é, apesar de fácil de ser vencida, grandiosa. O inimigo é enorme e bonito (feioso, é claro, mas surpreendente, o que o torna, de certa forma, em minha opinião, bonito), o som é ensurdecedor, um pouco antes da luta começar você recebe uma “gratificação”, digamos, por parte do próprio inimigo (eu adorei), e durante a batalha, não pense que os Necromorphs ficam de fora. Longe disso: eles aparecem até aí para te perturbar.

Finda a derradeira luta, o Isaac consegue alcançar uma nave e fugir daquele “manicômio espacial”. E mesmo em sua nave, com o capacete removido deixando-nos ver seu rosto sofrido, ele ainda recebe um último “presente”. É, adorei Dead Space, e hoje cedo já deixei o EA Download Manager baixando Dead Space 2, para continuar a jogatina hoje à noite. Espero me surpreender ainda mais.

Desta vez vou jogar no PC, ao invés do Xbox 360. Vamos ver quais as diferenças. 🙂

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