Finalizei Section 8, da Timegate Studios, em cerca de 4 horas e meia. Já havia escrito algo a seu respeito anteriormente, e posso dizer que ao final da experiência, toda e qualquer “prevenção” contra o título já estava totalmente morta dentro de mim. Trata-se realmente de um FPS futurista que pode possuir, dependendo do ponto de vista, similaridades com uma série de outros jogos; mas ele é muito divertido. É um jogo descompromissado. Para você se divertir sem pensar muito e sem se preocupar com detalhes infindáveis.

As missões são fáceis mas cativam o jogador, mantendo-o preso ao jogo através de uma série de itens que funcionam muito bem. Desativação de sistemas de segurança, religação de sistemas os mais diversos, “hackear” terminais, combates com jetpacks, armamento muito bacana e bonito, gráficos também bonitos, cenários interessantes e até mesmo a possibilidade de comandar um “veículo” muito especial.

Ressalto novamente a questão da vegetação. É claro que não é nada tão assombrosamente belo quanto aquilo que vemos em Battlefield: Bad Company 2, é claro. Mas a vegetação em Section 8 possui sua beleza, o que realmente só aumenta o valor do game. O sistema SpeedTree foi utilizado no desenvolvimento, vale lembrar.

Todos os soldados, inimigos ou não, contam com armaduras muito imponentes, e o game conta com algumas cutscenes bem bacanas. A última, aliás, quando a derradeira morte é provocada pelo próprio Alex Corde, é fantástica. Uma série de movimentos extremamente rápidos, precisos e letais: é isto o que vemos em tela. E o tal do… (ops, sem spoilers), vai para o “beleléu”.

É possível alterar a configuração de seu personagem durante diversos momentos no jogo, o que permite que você, assim, troque suas armas. Estão à disposição rifles, pistolas, granadas, lança-foguetes, e mais uma série de outras armas muito úteis. Isto permite, de certa forma, uma abordagem diferente a cada situação, desde que, é claro, um “Deployable suply depot” seja encontrado e utilizado.

Fazer com que o protagonista alcance aquela velocidade absurda é muito divertido e útil, em diversos momentos do gameplay, e este fator, aliado ao tamanho dos cenários, torna tudo mais interessante. É claro que se você trombar com algo enquanto está correndo loucamente, além da lógica fazer com que você pare de correr, você sofrerá alguns danos.

Após jogar um pouco mais de Section 8, pude prestar mais atenção em sua trilha sonora, e percebi que ela se “encaixa” perfeitamente com o estilo do jogo. Os sons dos tiros também são bem feitos, e a comunicação entre você, seus companheiros e o comando das missões sempre fornece informações úteis. Entretanto, em determinados momentos, devido ao frenesi da batalha, é muito provável que você não consiga ler diálogo algum.

Trata-se de um game bonito. Section 8, por US$ 9,99 no Steam, representa uma pechincha. Muitos outros games ruins custam mais do que isto. O gameplay é intenso, frenético. A jogabilidade é bacana, os comandos respondem bem, etc. Você não consegue ficar 2 ou 3 minutos sem disparar um tiro. O próprio design dos níveis provoca tal fato, sempre conduzindo, direta ou indiretamente, os personagens para locais repletos de inimigos. Este é mais um game que joguei depois de tê-lo deixado encostado por motivos fúteis. Deveria tê-lo jogado antes.

Mas sua sequência, Section 8: Prejudice, já está aí. E é sempre muito bom começar um novo game com os fatos do antecessor ainda frescos na memória. Que venha Prejudice. 🙂

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