The Saboteur é um jogo desenvolvido pela Pandemic Studios e lançado em 2009, para PC, Xbox 360 e Playstation 3. Infelizmente, trata-se do último trabalho da Pandemic, pois o estúdio foi fechado pela Electronic Arts, a publisher do game (que havia adquirido o estúdio), logo após a finalização do mesmo. A Pandemic Studios também foi responsável por alguns outros jogos bem interessantes, tais como, por exemplo, Star Wars: Battlefront. Realmente, é uma pena.

Comprei The Saboteur em uma promoção na EA Store. O preço normal do game é R$ 29,90, e consegui pagar R$ 14,95. Um preço fantástico para um game que é, também, interessantíssimo, possui belos gráficos e oferece um gameplay muito intenso e diferenciado. Não posso negar que sempre fui meio que fissurado em games ambientados nas duas grandes guerras, e a história de The Saboteur acontece durante a Segunda Guerra Mundial. Mais precisamente, na França sob ocupação nazista.

O protagonista se chama Sean Devlin. Ele é um irlandês que, logo no início do game, enquanto afogava as mágoas em um bar, se encontra com um cara chamado Luc, o qual parece ser chefe da resistência francesa. Ele expõe seu ódio pelos nazistas e o quão horrível parece a ele a presença dos alemães em sua bela Paris de forma bem forte, mesmo, e isto ocorre até mesmo durante a ação. Sean, a princípio, fica meio que assustado, mas logo logo ele “embarca” em sua primeira missão juntamente com Luc.

Algo muito interessante em The Saboteur é seu lado “open world”. Você pode, literalmente (pelo menos até onde joguei), ir a qualquer lugar e, inclusive, subir em prédios e casas. Alguns games e franquias me vieram à cabeça quando comecei a jogar o último título da finada Pandemic Studios: Assassin’s Creed e Mafia II. É possível dirigir veículos de forma muito similar à que vimos em Mafia II, e estes momentos são realmente empolgantes.

Você pode até mesmo atropelar alguns pedestres durante o percurso, o que pode ou não resultar em perigo ao protagonista. Tudo depende do fato de você estar ou não sob as vistas dos nazistas. O sistema de combate em The Saboteur é muito interessante, apesar de tudo transcorrer de forma um tanto quanto lenta. Você deve ativar o modo de luta, e manter o respectivo botão pressionado enquanto desfere os golpes. Isto faz com que o Sean se mantenha em posição de luta.

A visão é em terceira pessoa, o que torna tudo mais interessante ainda, principalmente pelas habilidades especiais do protagonista. Os gráficos do game  são muito bonitos, e confesso que fiquei impressionado. Paris, à noite, é um verdadeiro show. Tudo assume um “ar preto e branco”, e apenas alguns pequenos detalhes permanecem coloridos, como a iluminação, por exemplo. Mas os efeitos de iluminação e sombras são tão bem feitos, que a impressão causada é fantástica. Parece que a escuridão representada pelo nazismo e pela invasão causou também este “efeito nos gráficos”, mas não se preocupe: é lindíssimo de se olhar.

E quando você vai para outro local, em meio a uma área montanhosa na Itália (uma espécie de flashback jogável), a mudança na parte gráfica é drástica e também provoca assombro. É muito bonito, também. Dirigir um caminhão pesado pelas montanhas é uma experiência e tanto, lembrando que o Sean é um ex-mecânico que se tornou piloto de corridas. Trata-se de um game charmoso ao extremo, em minha opinião.

A própria transição entre uma fase e outra é realizada com muito estilo, para meio que mascarar os loadings (os quais não são longos). A movimentação dos personagens é bem feita, e em relação à população de Paris, vale ressaltar que eles podem te ver realizando qualquer ação contra os nazistas e nada farão. Permanecerão mudos, significando que, de certa forma, aprovam o que você está fazendo.

A parte sonora também é muito bem feita. Trilha sonora composta de músicas da época, e personagens que falam em inglês com sotaque, dependendo de onde vieram, além de sons de tiros e explosões muito convincentes. Existem alguns personagens marcantes, no game. Vale ressaltar, entretanto, que a série ou coluna, não sei bem ainda, “Jogando e comentando“, é diferente de meus reviews. Aqui, escrevo a respeito dos games enquanto jogo, portanto, tenho informações relativas até tais pontos. Voltando aos personagens marcantes, um deles é um cara chamado Kurt Dierker (OBS: a versão de The Saboteur que estou jogando é para PC).

Trata-se de um coronel alemão muito arrogante e que consegue provocar uma briga com o Sean e seus amigos, enquanto na itália. Aliás, diga-se de passagem: o protagonista é bem esquentadinho. Voltando ao gameplay, Sean parece contar com diversas habilidades e recursos que, creio eu, o transformarão realmente em um sabotador extremamente valioso à resistência. Por exemplo: plantar bombas de dinamite em uma espécie de base nazista enquanto seu companheiro explode um caminhão para que você passe despercebido, parece ser apenas um dos inúmeros e diversos momentos gratificantes com os quais a Pandemic nos brindou.

O mapa contém informações precisas a respeito dos caminhos a serem percorridos, e informações precisas sempre são exibidas em tela. É impossível se perder neste game, diferentemente de um outro muito desafiador e interessante, cujo review postarei em breve. The Saboteur é uma verdadeira jóia rara em meio a tantos games focados na segunda guerra mundial, e seus gráficos devem ser realmente elogiados.

São diferentes daqueles que podemos observar no XBLA Limbo, por exemplo. Diferentemente do título da PlayDead, em The Saboteur temos luz em meio ao escuro, de certa forma, pois trata-se apenas de um filtro aplicado, o qual deixa tudo em preto e branco.

O game também oferece uma opção que irá agradar a muita gente, creio eu. Você pode, nas configurações do mesmo, ativar ou desativar a exibição de nudez. Sendo assim, você já pode meio que antever o que será capaz de observar em uma cidade como Paris, mesmo com a ocupação nazista. Claro: este não é o objetivo do jogo. Em minha opinião, trata-se de um pequeno mimo. Uma brincadeira. Um extra oferecido que pode, dependendo do jogador, agradar ou não.

E, se você ficou interessado em The Saboteur, o título está em promoção na EA Store (único lugar onde consegui encontrá-lo digitalmente). Ele está custando apenas R$ 20,93. Não me deixo levar por notas em reviews ou coisas do tipo, mas para quem gosta destes dados, vale ressaltar que The Saboteur recebeu nota 73 no Metacritic.

Se você gosta de ação, elementos stealth, games de mundo aberto, temática baseada na segunda guerra mundial e perspectiva em terceira pessoa, além de gráficos diferentes e únicos, vale a pena dar uma conferida neste sensacional jogo.

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