(Jogando) Hitman: Absolution e o conteúdo gerado pelo jogador

Hitman: Absolution me fisgou direitinho. Desde ontem, aliás, estou me divertindo muito mais, pois já tive de lidar com a polícia em meu encalço, ou melhor, no encalço do Agente 47. Muita ação stealth (como eu adoro), gráficos belíssimos, uma trilha sonora muito boa, ótima jogabilidade e um enredo interessante: estes são alguns dos ingredientes que ajudam a transformar este novo trabalho da IO Interactive em algo imperdível.

Outro elemento fantástico em Hitman: Absolution é o modo “Contracts“. Um modo de jogo online, pelo menos em partes. Aqui você cria seu próprio contrato de assassinato. Você determina os alvos, as armas que devem ser utilizadas, se o 47 deverá ou não utilizar algum disfarce (e qual, se for o caso), e por onde ele deverá sair, encerrando, assim, a missão.

Ontem ao entrar no jogo topei com uma mensagem da Square Enix mencionando que já existiam mais de 50.000 contratos criados pela comunidade de jogadores. Ou seja, novos níveis, de certa forma. Contratos criados por pessoas do mundo inteiro, com alvos, objetivos, pré-requisitos e cenários diferentes.

Contratos que tornam a experiência proporcionada por Hitman: Absolution ainda melhor. Fico sempre entusiasmado quando tomo conhecimento de algum jogo que possui um editor de níveis ou algo similar. Conteúdo gerado pelo jogador é algo quase sempre muito bacana. Isto, como se sabe, pode aumentar incrivelmente o fator replay do título, o que acaba sendo benéfico para produtoras e jogadores.

Hitman: Absolution

A Square Enix também menciona que já pôde observar “centenas de milhares” de pessoas jogando o novo Hitman, ao mesmo tempo. Mais contratos continuam sendo criados, ainda segundo a empresa, e eu mesmo já criei alguns. É muito divertido, principalmente porque o processo de criação é muito dinâmico.

Você cria, na verdade, enquanto joga. Você joga, marca os alvos, os elimina, as condições necessárias são determinadas automaticamente conforme suas ações, e no final você compartilha sua obra com o mundo inteiro, podendo até mesmo desafiar seus amigos.

Por exemplo, se você deseja criar um contrato no qual os futuros jogadores serão bonificados caso não errem nenhum tiro, basta também não errar. É, na verdade, muito simples. E talvez justamente devido a isto este modo de jogo está se tornando bastante popular.

Hitman: Absolution é um jogo incrível. O Agente 47 se vê, aliás, frente a frente com um grande problema. Um problema na verdade resultante daquele tal tiro certeiro, em determinado momento do jogo. Algo que logo depois é encarado como um erro, talvez. Uma garota deve por ele ser salva, e infelizmente ela não deixa de fazer parte dos eventos que conduziram o 47 ao problema acima mencionado.

Seis anos depois de Hitman: Blood Money, o frio Agente retorna com força total, e em uma determinada fase é até engraçado ouvir um dos personagens chamando-o de “fantasma”. É difícil não se empolgar com este jogo. É difícil, até, não se empolgar e jogar uma mesma missão mais de uma vez, tentando atingir objetivos ainda não alcançados.

Hitman: Absolution

É até mesmo difícil largar o modo “Contracts”. Ontem criei um novo contrato, chamado “Hammer, Lights and Scissors“. Nele, o jogador não deve utilizar armas de fogo para dar cabo dos alvos, e há um pequeno detalhe, também: uma das mortes deve parecer um acidente.

Uma dica em relação à execução deste alvo em específico está no próprio nome do contrato, aliás. Obviamente, tanto na campanha do jogo quanto neste contrato e em outros, é possível fazer com que as mortes pareçam acidentes de várias maneiras (empurrando alguém no poço de um elevador, por exemplo, sem que ninguém veja você).

Como eu disse na descrição do contrato:

Remember: follow the instructions. Do not use firearms and do not use disguises“.

Para dificultar um pouco as coisas, o jogador deve encerrar a missão sem utilizar nenhum disfarce, ou seja, envergando o terno do próprio 47. Gravei também um vídeo de gameplay no qual jogo este contrato. No final do vídeo, acabei “saindo um pouco da linha” para mostrar como funciona o point shooting. Também usei um guarda como escudo e, claro, não me saí muito bem no final de tudo. Mas foi bacana, até mesmo para mostrar estes aspectos tão interessantes do jogo.

Nem tudo são flores, entretanto. A Square Enix também enviou uma mensagem in-game alertando a respeito de cheaters. Pontuações altíssimas em alguns contratos já foram detectadas, e tudo leva a crer que trata-se de trapaças. A empresa menciona que lidará com estes casos: pontuações altas obtidas através do uso de cheats serão zeradas. E que bom.

Fique com mais este vídeo de gameplay de Hitman: Absolution, no qual jogo o contrato que criei, conforme acima (“Hammer, Lights and Scissors”). Se alguém estiver jogando o título, desejar dar uma conferida nele e não o estiver encontrando (versão PC), basta deixar um comentário e eu então enviarei o desafio:

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4 Comments

  1. Caraca, não sabia que tinha esse modo. Muito bacana! É legal pra ficar desafiando os amigos hehe

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    • @Erick Mendonça,

      Tem, e consegue ser tão atrativo quanto a campanha. Muito bacana. Bati o score dos caras que tinham me batido após eu bater o deles (confusão…hehehe) no meu próprio contrato, aliás, durante a gravação do último vídeo de gameplay…rsrs

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  2. Nessas horas que eu me dou conta do quão troglodita eu sou, apesar de admirar esse gênero, não teria a frieza nem a paciência necessária para finalizar o jogo com louvor.
    Espero que consigam solucionar os problemas com as trapaças rapidamente, esse tipo de gente merecia ser banida, se bem que zerar a pontuação pareça mais eficiente nesse caso.

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    • @Hideki T,

      Olha, Hideki, eu gosto desse tipo de jogo. E, por incrível que pareça, pra relaxar. Sabe, posso ficar um tempão escondido, observando, pra tentar analisar tudo, posições dos inimigos, etc, e traçar, ou pelo menos tentar, o plano perfeito. Você até pode ver que um dos vídeos de gameplay que gravei tem uns bons 15 minutos…rs É muito atrativo pra mim. 🙂

      Sobre as trapaças, acho que melhor que banir, realmente, é zerar os caras. Quer castigo pior que esse? huahuahua Vão se lascar justamente, quem sabe, no local onde mais vai doer.

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