TopConstantemente vemos por aí listas e mais listas contendo jogos ditos “top”. Jogos AAA. “Os melhores do ano”. “Os melhores de todos os tempos”. O Major Nelson publica um relatório semanal contendo a atividade na Live durante a semana, onde ele lista os jogos retail, arcade, originals e community (agora Indie) mais jogados.

Mas o que seria um jogo AAA? Que características deve possuir um jogo para ficar no topo por tanto tempo? Tomemos o Halo 3 por exemplo, o qual apesar de ter sido lançado em 2007 ainda continua sendo um dos mais jogados na Live, e marca sempre presença ou no primeiro lugar ou próximo dele, como “o mais jogado da semana”.

O que define o sucesso ou o fracasso de um game? Estaria este fato atrelado a fatores secundários tais como preço, localização, “base de fãs” existente e/ou algum outro fator?

Um jogo é muito mais do que um DVD e uma caixa com manuais. Ele permite imersão, aprendizado, diversão, e pode muitas vezes colocar o jogador em situações muito semelhantes às da vida real. Se olharmos com atenção para a lista do Major Nelson, na seção dedicada aos “Xbox 360 Top LIVE Titles”, temos ali o Halo 3 em primeiro lugar, seguido do Call of Duty 4 e do Call of Duty WaW, ou seja, todos jogos de “tiro”, shooters. Jogos que vêem de encontro aos anseios dos gamers por ação, tiros, violência e ação frenéticas. Não estou aqui dizendo que os gamers são violentos, muito pelo contrário.

A violência presente em tais jogos serve mais como um catalisador do que outra coisa, e ajuda, apesar de alguns dizerem que não, a nos livrarmos do stress do dia a dia, liberando energias que (apesar de em um universo virtual), de outra forma, não teríamos como liberar. As únicas duas excessões no último relatório do Major Nelson são “1 vs 100” e “FIFA 09”.

De qualquer forma, e voltando ao assunto principal do artigo, o que mantém um jogo sempre no topo? O hype não basta para “segurar a onda”, pois um dia ele acaba e se o título não for de qualidade, resta-lhe pouco tempo. Acredito que o que mantém um jogo sempre no topo das listas, sempre jogado por milhares e milhares de pessoas, é aquilo que se constrói em cima dele. Addons, livros, uma história envolvente e repleta de mistérios que consequentemente podem (e devem) ser desvendados em futuros lançamentos são todos elementos que ajudam a prolongar a vida útil de um título.

Vejam só o Halo e seu “Halo Waypont“, algo como um “repositório Halo”, com diversos tipos de materiais a respeito do universo que serve como pano de fundo para o game. O lançamento de DLC’s de qualidade também é uma excelente maneira de manter um jogo sempre “na moda”. A inovação em futuros lançamentos das franquias também é um ponto a ser levado em consideração, pois ninguém mais aguenta “o lançamento da parte 2 do game x que é apenas um caça-níqueis”.

A Microsoft mencionou esta semana seu foco em serviços antes de pensar no lançamento de um novo console. Concordo totalmente com eles, principalmente porque ninguém está preparado ainda para a chegada de uma nova geração de consoles. Aliás, rezo para que isto realmente não ocorra antes de 2012 ou 2013, como dizem alguns por aí.

De qualquer forma, o oferecimento de um serviço adequado antes e durante a vida útil de um game é um ponto a ser levado em consideração. Ponto este da mais profunda importância, principalmente por que um game original, hoje em dia, não custa uma bagatela (muito pelo contrário). Trata-se de um investimento que deve ser aproveitado ao máximo, e aqui chegamos ao ponto crucial: um bom game, com uma boa base de usuários e com excelentes serviços de apoio, fatalmente se manterá no topo por um bom tempo, pois o consumidor entende quando querem lhe passar a perna (pelo menos, uma certa parcela), e entende também (e aprecia) quando lhe dão o tratamento merecido.

Preço e localização são fatores importantes, mas de nada adiantam se os fatores que mencionei anteriormente não estiverem presentes.

Poderá gostar também

Pin It on Pinterest