Baixei a demo de Kingdoms of Amalur: Reckoning para PC, e confesso que o jogo me impressionou positivamente. O RPG será lançado em 07 de fevereiro de 2012, para PC, Xbox 360 e Playstation 3, e foi desenvolvido pela 38 Studios em conjunto com a Big Huge Games. O jogo conta com uma equipe de “estrelas” por trás de seu desenvolvimento, como por exemplo o desenhista Todd McFarlane, Ken Rolston, designer que já trabalhou em diversos jogos, incluindo The Elder Scrolls III: Morrowind, e o escritor R. A. Salvatore, autor de livros de fantasia.

Isto sem contar com o fato de que o dono da 38 Studios é Curt Schilling, um ex jogador de baseball e apreciador de MMOs. A demo de Kingdoms of Amalur: Reckoning dura 45 minutos, mas quando você está navegando pelo inventário ou conversando com algum NPC o timer é pausado. A demo permite que você crie seu personagem e escolha uma das quatro raças disponíveis no título: Ljosalfar, Dokkalfar, Varani e Almain. O processo é muito simples, aliás.

A interligação da animação de introdução com o gameplay e a criação do personagen é muito bacana e natural, e o mundo de Amalur é colorido e muito bonito. Em alguns momentos, ele lembra um pouco World of Warcraft, mas aqui as cores são mais vibrantes, por exemplo, e as criaturas que habitam as florestas por onde passei são bem diferentes das do MMORPG da Blizzard.

Conforme você caminha por Amalur, percebe que a demo também possui limitações no tocante a onde você pode ir. Diversos caminhos estão bloqueados, e você é avisado de que o acesso aos mesmos é possível somente no jogo completo. De qualquer forma, deu para ter uma boa ideia do RPG de ação que será lançado daqui a 05 dias. O mundo de Amalur conta com 10.000 anos de história, e a interação do jogador com os NPCs é bem interessante.

Durante os diálogos, é possível escolhermos diversas opções, de maneira muito similar a Mass Effect. Só não consegui entender ainda qual serão os efeitos das escolhas realizadas no jogo. O protagonista sofreu uma espécie de processo de renascimento. É possível, na demo, vê-lo sendo carregado, aparentemente morto, e logo depois acordando em uma pilha de cadáveres. O game insere o jogador em um mundo hostil no qual diversos inimigos, como os Tuatha Deohn, por exemplo, farão de tudo para destruí-lo.

É bem interessante, aliás, o fato de que “novas criaturas” não são bem vindas em Amalur. Aqueles que foram trazidos à vida através de algum processo mágico ou alquímico, como o que trouxe o protagonista, por exemplo, são exterminados tão logo sejam avistados pelos Tuatha. Claro, é possível lutar e sobreviver, mas o jogo conta com esta interessante peculiaridade.

O sistema de evolução do jogo é bem interessante, também, e tem a ver com o destino de seu personagem. Um dos NPCs na demo, aliás, menciona coisas bem estranhas a respeito do destino do protagonista. O destino que o jogador escolhe para o personagem, aliás, influencia em suas habilidades de combate, e o jogo também permite que você ative o modo stealth para matar inimigos de forma sorrateira.

Escudos e armas primárias e secundárias podem ser utilizados, bem como magias as mais diversas. Um medidor de “fate”, quando cheio, permite que você lance um ataque devastador, e os combates em Kingdoms of Amalur: Reckoning são extremamente movimentados, e dão até a impressão de que estamos jogando um hack ‘n slash. Não vejo isto como um problema, entretanto. O título da 38 Studios parece contar com grande profundidade, e talvez uma ou outra falha no sistema de combate seja obscurecida por tal elemento.

Mas é bem interessante lutar, em Kingdoms of Amalur: Reckoning. Armado com espadas, adagas, escudo e magia, você é capaz de se defender, se esquivar, desferir golpes arrasadores e correr. Tudo isto é tão fluido e natural que você acaba gostando do jogo como um todo, e os combates frenéticos, muitas vezes, acabam sendo digeridos normalmente (pelo menos, creio eu, por grande parte dos jogadores).

O protagonista é capaz de finalizar inimigos com grande estilo, e tais finalizações, além de empolgantes, são muito bonitas. Tudo isto, aliás, pode ser visto no vídeo de gameplay que gravei e que segue abaixo.

Situações engraçadas também ocorrem, no jogo. Uma delas é protagonizada por um tal de Ainmhi: um cara muito estranho que diz ser um urso transformado em humano e intercala suas frases com grunhidos. Ele reclama constantemente de seu novo corpo, com apenas duas pernas, e chegava até a solicitar a ajuda do protagonista, para voltar à sua antiga forma.

A floresta por onde perambulei por alguns momentos conta com árvores enormes e oferece um espetáculo visual muito interessante, com raios de sol quebrando vez ou outra a escuridão parcial de determinados locais e criaturas bem estranhas oferecendo chances para combates rápidos.

Acredito que Kingdoms of Amalur: Reckoning será um ótimo RPG. Assista abaixo ao trailer de lançamento do game, e também ao vídeo de gameplay que gravei:

Vídeo de gameplay:

Link para o vídeo em 720p:

http://www.youtube.com/watch?v=H8gmHam4krE&hd=1

Trailer de lançamento:

Link para o vídeo em 720p:

http://www.youtube.com/watch?v=LyJ6WJkap_s&hd=1

Poderá gostar também

Pin It on Pinterest