Kodu Game Lab

Confesso que fiquei muito animado com o lançamento do Kodu, há algumas semanas atrás. A idéia foi fantástica, e escrevi alguns artigos a respeito neste meio tempo. Desenvolvido com o XNA, da própria Microsoft, o game chegou com promessas revolucionárias, e espero mesmo que essa revolução aconteça, mas para isso, modificações e mudanças no modo de negócios devem ser realizadas. Comprei o jogo poucos dias após o lançamento, seu preço é muito bom, baratíssimo para algo de tamanha complexidade (400 Microsoft Points, ou US$ 5,00) e a ferramenta empolga, realmente, a princípio.

É possível criar seu próprio mundo, definir posição de objetos, definir quais e quantos objetos farão parte do seu jogo, cada um deles com um comportamento distinto, se você desejar, etc. É possível também programar seus personagens e uma infinidade de outras coisas. A quantidade de materiais disponíveis é enorme, apenas o número de personagens é ainda pequeno (os desenvolvedores prometem novos personagens, em DLC’s a serem lançados futuramente).

O que me frustrou nos últimos dias no Kodu é a limitação que ele possui na quantidade de personagens disponíveis, por exemplo. Não se pode tentar criar um jogo de plataforma estilo Mário, por exemplo, pelo menos não da forma que deveria ser. Você só tem à disposição robôs, discos voadores, naves e outros “figurantes” semelhantes. São cerca de 20 personagens, todos eles semelhantes no tocante à movimentação e à programação, apesar de existir uma opção mediante a qual você pode inserir os personagens já pré-programados para executarem determinadas tarefas.

Já ouvi falar também que o “termômetro” do game “enche” muito rápido, o que limita a quantidade de objetos que você pode inserir em seu mundo, mas ainda não cheguei a constatar tal fato, devido a meus mundos e a quantidade de objetos nestes serem ainda pequenos/poucos.

Tela do Kodu

Este termômetro (muito incômodo segundo alguns) é um regulador, algo que limita a quantidade de coisas que você pode inserir em seu jogo, ou seja, uma limitação e tanto, não? É claro que o jogo está ainda em seu primeiro release, mas acredito que ele poderia ter sido mais polido. O próprio fato da Microsoft ter dado pouca atenção a ele é um fato negativo, em minha opinião. E apesar de tudo, ele está no topo dos Community Games mais jogados na semana de 6 de julho, conforme se pode ver no site do Major Nelson.

Kodu - TelaÉ claro que tudo isto pode vir da curiosidade, e da expectativa criada antes do lançamento do game, de que ele fosse um LittleBigPlanet para o Xbox 360. Eu tenho cá minhas dúvidas, e acredito que ele não o seja. Mais robusto? Pode até ser, mas muito limitado em termos de recursos, uma vez que os cenários no LittleBigPlanet, por exemplo, são muito mais polidos e belos, talvez até mesmo pelo fato destes não serem construídos pelo jogador.

Mas talvez se um pouco mais de cuidado, investimento e polimento tivesse sido dado ao Kodu, um jogo melhor teria caído em nossas mãos. Eu, por exemplo, achei que ele iria ser lançado como um jogo full, retail, e não como um Community Game às escondidas, como foi. Talvez tenha faltado um pouco mais de esmero no desenvolvimento e na maneira como ele foi lançado.

De minha parte, vou tentar recuperar o entusiasmo inicial, e tentar criar algo que seja pelo menos “jogável”. É possível, eu sei, e vídeos como este do Joystiq deixam isso bem claro:

Link direto:

http://www.joystiq.com/2009/07/02/video-tour-kodu-microsofts-diy-game-builder/

No Youtube é possível encontrar ótimos exemplos de games criados com o Kodu, games estes que, por enquanto, só podem ser compartilhados com sua lista de amigos, diferentemente do que ocorre com o LittleBigPlanet. Veja este, por exemplo (aviso, abaixe o volume do som):

Link direto:

http://www.youtube.com/watch?v=55Nlbbb5Ew4

Muito interessante, não? Devo postar mais exemplos de games criados com o Kodu por aqui, nos próximos dias, e quem sabe, um dia, um game de minha autoria. 🙂

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