A desenvolvedora sueca Fatshark já criou jogos muito interessantes, além de estar trabalhando em War of the Roses, o qual será publicado pela Paradox Interactive. Podemos citar, por exemplo, o shooter no Velho Oeste Lead and Gold: Gangs of the Wild West (também publicado pela Paradox) e Hamilton’s Great Adventure. E amanhã, 12 de Junho de 2012, também de forma independente, a Fatshark lançará um jogo muito interessante: Krater.

Krater é um RPG. Um RPG, em minha opinião, sensacional. Nele, temos a oportunidade de perambular por uma Suécia pós-apocalíptica (muito curiosa a escolha da terra natal do próprio estúdio como cenário para o game) e controlarmos simultaneamente uma equipe de 3 personagens de classes diferentes, os quais podem evoluir de forma totalmente independente.

Durante o período beta do título, entretanto, temos acesso a cerca de 25% de seu conteúdo total. Porém, já temos em mãos algo muito bacana. A partir de amanhã tudo isto mudará, é claro, e poderemos começar, segundo a empresa, a nos embrenharmos cada vez mais na grande cratera e no abismo que existe no centro dela.

No jogo, o qual é uma espécie de mistura entre RTS e RPG de ação, existe uma gigantesca cratera que “nasceu” após o “velho mundo” morrer, de acordo com a história. Uma grande explosão (ou várias?) originou a cratera e forneceu a premissa para as estranhas situações que vivenciaremos neste “novo mundo”. Diversas cavernas que podem ser exploradas pelo jogador também fazem parte do jogo, aliás, e a vegetação com a qual já me deparei no RPG é realmente belíssima.

Por falar nisto, os diversos povoados e ambientes pelos quais passamos são, além de bem coloridos, bonitos e repletos de personagens estranhos que utilizam máscaras, monstros e outros tipos de criaturas. Vargs já são uma “praga” no início da aventura, vale lembrar.

Ao redor da cratera existem diversas cavernas. Cavernas, aliás, que contam com diversos níveis. Grandes e pequenas cidades foram construídas em torno da tal cratera, e existe ali, inclusive, uma verdadeira e movimentada economia da qual o jogador pode participar.

Existem agências que oferecem trabalhos/quests, NPCs que vendem unidades que podem ser incorporadas à sua equipe, personagens que vendem armas e outos tipos de equipamentos extremamente valiosos e até mesmo NPCs que fornecem quests secundárias. Podemos até mesmo realizar substituições em nossa equipe, o que é algo muito interessante.

A Fatshark menciona que Krater será um jogo repleto de possibilidades e realmente vasto. Um jogo de mundo aberto. Um título muito apropriado para os amantes de exploração. Quests serão geradas aleatoriamente, e aventuras e lutas poderão ocorrer em pequenos povoados ou em grandes cidades.

Cada membro de um esquadrão possui poderes, habilidades e dificuldades, digamos, diferentes. Todos podem ser evoluídos e personalizados, além de utilizarem armamento e equipamentos diferentes. Os Medikus são indispensáveis em qualquer aventura, vale lembrar, devido às suas capacidades curativas.

Krater também contará com um sistema de crafting muito complexo, e existirão também diversos modos de chegarmos à cratera, sendo que inclusive veículos poderão ser utilizados, após o término do período beta (amanhã). Krater também contará com suporte a co-op, após seu lançamento oficial, e os jogadores poderão tanto jogarem a campanha principal quanto explorarem a cratera e seus arredores livremente, por exemplo, em busca de quests, ouro e itens os mais diversos.

Trata-se de um projeto muito, muito bacana, em minha opinião, e a Fatshark promete lançar conteúdo gratuito, além disso, a fim de aumentar as já grandes possibilidades oferecidas pelo jogo, no qual podemos inclusive conversar com os NPCs. Aliás, o início da aventura começa com um diálogo, com o “jogador” sendo acordado por um estranho personagem e tendo de conversar com ele enquanto ouve o vento uivando loucamente.

Existem até mesmo NPCs, em alguns vilarejos, especializados na arte de criar itens (crafters). Você pode levar até eles os itens coletados e solicitar sua ajuda. É muito interessante acompanhar um trabalho assim, participando de sua fase beta. Hoje tive a grata surpresa de conferir uma animação inicial que não não existia até a última vez em que joguei Krater. Em diversos momentos os gráficos do jogo são surpreendentes: rios, pontes, vegetação, construções e cavernas espantosas são alguns dos elementos que nos impelem a finalizar cada quest e a sempre tentar avançar o máximo possível.

Mal posso esperar pelo lançamento oficial deste jogo. Já tive experiências muito bacanas nesta Suécia pós-apocalíptica, mesmo durante a fase beta do título. Assista abaixo a alguns trailers de Krater:

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