Mascarado, Call of Duty: Ghosts é confirmado (com novo motor)

Call of Duty: Ghosts

Não, eu não duvidava. E você? Todos nós que acompanhamos a indústria de jogos eletrônicos tínhamos a certeza de que veríamos um novo Call of Duty este ano. E a Activison confirmou os rumores: sim, teremos um novo COD em 2013. Ele já tem um nome, mas pouco se sabe a respeito do que se encontra por trás de sua máscara. Quase nada é sabido a respeito do shooter, mas já se sabe que Call of Duty: Ghosts será lançado em 05 de Novembro de 2013, para PC, Xbox 360, Playstation 3 e plataformas da próxima geração.

Fico sempre com receio de publicar a respeito deste tipo de assunto de maneira ácida. Quero deixar bem claro que não tenho nada contra franquias que contam com lançamentos anuais, muito menos contra a franquia Call of Duty. Já me diverti bastante com vários CODs, falando nisso, e gostei muito do primeiro Call of Duty: Black Ops. Já Black Ops II, infelizmente, não conseguiu me prender e foi encostado (ainda pretendo finalizar sua campanha, porém).

O “não ter nada contra”, aqui, é mais uma opinião a respeito da frequência de lançamentos do que qualquer outra coisa. Seria muito bom se tivéssemos franquias cujos títulos anuais fossem espetaculares. Também não gosto muito da maneira como este tipo de lançamento e anúncio é tratado, algumas vezes, quando websites, editores e jogadores acabam falando mal de algo que, muitas vezes, nem sequer jogaram, e levam em conta, muitas vezes, a opinião dos outros, sem nem sequer terem se dado ao trabalho de jogar o título em questão ou pelo menos assistir a alguns vídeos de gameplay (ok, a falta de versões demonstrativas contribui bastante para este tipo de situação, também).

Mas o mesmo cansaço que muitos enxergam na série COD é também refletido, de certa forma, na maneira como agem seus jogadores e/ou fãs. Jogadores que muitas vezes reclamam, reclamam, reclamam e… compram o novo COD, a cada ano. Muitas vezes durante a pré-venda e meio que temendo que terá em mãos o mesmo doce do ano anterior embalado em um papel mais bonitinho. Afinal, muitos estão também cansados de experimentar algo novo e, para não sair das tais zonas de conforto, acabam optando pela mesmice. Muita gente pode até argumentar que só gosta de jogar online e que não tem paciência ou até mesmo interesse em aprender novas mecânicas, novos sistemas, novos controles, um novo jogo, etc.

É, eu também joguei Black Ops II, apesar de não ter finalizado sua campanha (não toquei em seu multiplayer, entretanto). Aliás, a série em questão foi outrora, senão grandiosa, pelo menos muito boa. O primeiro Modern Warfare e Call of Duty: World at War, por exemplo. Já em relação à questão da frequência de lançamentos, trata-se de algo bastante complicado. Uma questão delicada, digamos. Duvido muito que o pessoal que gasta centenas de horas em seu multiplayer reclame (eles não reclamam nem dos DLCs muitas vezes abusivos que são lançados).

Ninguém reclama também, por exemplo (eu pelo menos nunca vi algo do tipo), quando uma fabricante de eletrônicos lança novos modelos de TVs a cada ano (muitas vezes com pouquíssimas alterações), nem quando uma desenvolvedora de softwares atualiza seus produtos ao final de cada ano e sugere que seus clientes realizem o upgrade, pagando por tal atualização. Obviamente, trata-se de situações diferentes e produtos diferentes, mas se simplificarmos a coisa toda até chegarmos a este nível, veremos que tudo o que temos são produtos.

Produtos desenvolvidos para satisfazer uma demanda, e se tal demanda existe, porque iriam as empresas deixar de trabalhar em prol da satisfação de seus consumidores? Agora, quando falamos a respeito de boicotes e coisas similares, aí sim tudo muda de figura, pois entramos em um campo onde existem “ferramentas”. O uso de tais ferramentas, entretanto, bem como sua eficácia ou não, depende de uma série de fatores: vontade dos jogadores, por exemplo, e parece que a maioria gosta de COD e quer que os lançamentos anuais continuem, não é?

Todos temos o direito de gostar ou não destes produtos, é claro, e em nossas mãos está o poder. Nós decidimos se vamos comprá-los ou não. Infelizmente, nestes casos, podemos nos decepcionar bastante, também. A decepção pode chegar a um ponto em que o fã se sente tão atingido e tão afrontado que simplesmente deixa o novo título de lado. Talvez este texto pareça um pouco estranho, mas é assim mesmo que eu me sinto em relação ao jogo recém anunciado pela Activision. Pode ser que venha aí a tal inovação que muitos pedem. Pode ser que Call of Duty: Ghosts seja um ótimo jogo. Pode ser também que ele seja mais do mesmo. Quem pode dizer?

Se a própria Electronic Arts parece estar em busca de melhorias, quando fala a respeito de Battlefield 4, prometendo inclusive melhorias para sua campanha, porque não podemos esperar o mesmo da Activision? Mesmo que nossa espera seja em vão? Claro, esperar, desejar, torcer ou não, também é uma decisão de cada jogador. Call of Duty: Ghosts se encontra em desenvolvimento pela Infinity Ward. Sai a Treyarch, mais uma vez, e entra em cena a empresa responsável por Call of Duty e pela sub-série Call of Duty: Modern Warfare.

O novo FPS também fará uso de uma nova engine, e terá uma nova história e novos personagens. Ele também oferecerá aos jogadores, segundo a Activision, uma “fascinante e inédita experiência de jogo“. Mais informações a respeito do título serão fornecidas no próximo dia 21 de Maio, através do Xbox: The New Generation Revealed. Uma ótima ocasião, não é? E as promessas e elogios são grandes.

A Infinity Ward definiu um padrão dourado para a ação em primeira pessoa por uma geração, e eles vão fazer isso de novo com Call of Duty: Ghosts. Ghosts oferece uma história totalmente nova, novos personagens e um mundo novo, tudo isto sendo possível graças à nova engine de Call of Duty, a qual representa um passo adiante para a franquia“, disse Eric Hirshberg, CEO da Activision Publishing, Inc.

É, não é bem assim, né. Padrão dourado? Err… Bem, continuemos.

Todos esperavam que criássemos um Modern Warfare 4, o que teria sido a coisa mais segura a se fazer. Mas não vamos descansar sobre nossas glórias. Vimos a transição dos consoles [para a próxima geração] como a oportunidade perfeita para iniciar um novo capítulo em Call of Duty. Então, estamos criando uma nova sub-marca, uma nova engine e um monte de novas ideias e experiências para nossos jogadores. Mal podemos esperar para compartilhar tudo isto com nossa comunidade“, disse Mark Rubin, produtor executivo da Infinity Ward.

Ok, ainda estamos lidando com promessas, falatório e coisas do tipo. Mas talvez nem tudo esteja perdido. Talvez a indústria esteja começando a aprender, e talvez cheguemos a um ponto em que trailers, screenshots e informações divulgados antes do lançamento de um jogo não sejam tão mentirosos. Afinal, a Sega e a Gearbox agora talvez estejam passando por maus bocados devido ao infeliz Aliens: Colonial Marines (ainda tenho comigo que o tal processo pode ser bem prejudicial para indústria de games, dependendo do resultado – isto é assunto para um outro dia, porém).

Tudo bem, os indies estão aí, fazendo bonito. Muito bonito, por sinal, e deixando muitas empresas mainstream comendo poeira no que diz respeito a criatividade e diversão, só para mencionar alguns elementos. Mas isto também não quer dizer que a indústria toda acabará, daqui em diante, e que os indies dominarão. Além disso, em muitas áreas a generalização pode ser perigosa. Não duvido também que uma “unanimidade indie” possa se tornar, dentro de algum tempo, odiada por gente que hoje “ama indie games e odeia a grande indústria”.

Mark Rubin fala que teria sido muito mais fácil continuar com Modern Warfare, e fala também no início de um novo capítulo. Quem sabe? Quem sabe uma página seja virada e o novo “capítulo-shooter-militar-que pertencente-àquela-serie-que-muitos-amam-odiar” seja diferente? Bacana? Inovador? Claro, não temos ainda maiores detalhes para comentar a respeito. Talvez depois do dia 21 de Maio.

A Activision também anuncia que Call of Duty: Ghosts já se encontra em pré-venda (notável!). A empresa também divulgou um pequeno teaser trailer do jogo. Ele não mostra muita coisa. O trailer mostra guerreiros com máscaras, e fala que existem os que as utilizam para se esconder, e os que as utilizam para que saibamos o que eles são, o que eles representam.

Máscaras para inspiração. Máscaras para unir (e por que não, também, para amedrontar?). Máscaras para levar o medo ao coração dos inimigos. Ah, o trailer também fala naqueles que usam máscaras para proteger a todos nós. Espero, aliás, que algumas máscaras sejam removidas dos materiais que serão divulgados de agora em diante.

E vamos torcer para que Call of Duty: Ghosts seja pelo menos um lançamento anual que não fique parado na fila dos jogadores. Pelo menos dos que gostam de uma boa história:

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6 Comments

  1. Compra certa, adoro os CoD produzidos pela Infinity Ward, e saber que trata-se de uma história nova, com novos personagens aumenta minha ansiedade, afinal o Soap e Captain Price merecem descansar em paz.

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    • @Hideki T,

      Eu também, se bem que a Treyarch tem surpreendido (mesmo eu tendo cansado rápido do BO II). Mas quem sabe, né? Eu torço pra que lancem algo bacana. Ah, nem fala. Coitado do Soap, aliás…hehehe Falar nisso, Hideki, lembro que você ainda não tinha finalizado a campanha do MW3. Chegou a finalizar? 🙂

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  2. @Marcos A.T. Silva, eu finalizei o MW3 sim, verdade que demorei um pouco mais que o normal, mas eu estava muito ocupado com o multiplayer.

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  3. O melhor de tudo foi a montagem que vi por aí com o filme Ghost uahuahauha

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