Mass Effect 2: primeiras impressões sobre um game muito imersivo

Gostaria de avisar que, devido à natureza deste artigo, ele pode conter alguns “possíveis” spoilers. Portanto, se você ainda não jogou, tem intenção de jogar, ou ainda está no comecinho de Mass Effect 2, se desejar, pode parar de ler por aqui. Mas, como eu sempre digo, a casa é sua: pode continuar lendo, se desejar. Sua presença é sempre muito bem vinda. 🙂

Mass Effect 2 – Um game extremamente imersivo

Como pode um game causar tanto espanto? Como pode um “simples” jogo fazer com que esqueçamos do tempo, e “percamos” horas e horas em frente à TV, sempre querendo saber mais, explorar mais, melhorar mais enquanto no game? É isto tudo, e muito mais, o que está acontecendo comigo atualmente, quando coloco o disco 1 do maravilhoso “Mass Effect 2” na bandeja de meu Xbox 360.

Não é algo relacionado somente com os gráficos, os quais, diga-se de passagem, são belíssimos, esteja a opção “Film Grain” ativa ou não. É muito mais do que isto. É a experiência que o jogo proporciona, que faz o gamer não largar esta obra prima da BioWare. É a sensação de liberdade, de poder tomar decisões que afetarão seu desempenho no game negativa ou positivamente, dependendo de quais forem elas. É o enredo do jogo que é muito bem estruturado. E, aliás, Mass Effect 2 é muito mais, digamos, complexo do que seu antecessor.

Um game com uma enorme carga dramática

Desde quando joguei Mass Effect 1 isto foi algo que me impressionou. Existe uma enorme dose de drama no game. Os personagens não são se comportam simplesmente como meros “bonecos” sem vida modelados no computador. A interatividade equipe-comandante (você), equipe-inimigos e você/equipe-inimigos é muito grande. Existem momentos em que suas ordens chegam a ser questionadas, e você realmente pára pra pensar se está realmente tomando a decisão correta.

Meu Deus, ter de tomar uma decisão que resultou na sobreviência de um membro de sua equipe e na morte de outro em Virmire (sendo que a escolha entre um e outro era sua), no primeiro Mass Effect, foi algo extremamente “pesado”.  E em Mass Effect 2 já estou percebendo que as coisas irão muito mais além.

Um game mais complexo e pesado

Já escrevi a respeito do fato de Mass Effect 2, desde antes de seu lançamento, ser considerado, até mesmo pela própria BioWare, um game mais “escuro”. O termo aqui está relacionado com o fato do “peso” que você, como o comandante Shepard, sente. A pressão que você também sofre, tendo em sua equipe um membro que está ali para reportar tudo o que acontece à organização Cerberus.

Um game mais escuro, pois desde o início você já é colocado em situações de perigo extremo. Acorda em meio a um enorme caos e descobre que a traição está à espreita. Um game mais “pesado”, pois dentre outros fatores, você recrutará pessoas/seres que não podem ser consideradas “gente boa”.

Um game mais complexo, pois agora, por exemplo, até se preocupar com o gasto de combustível da nova Normandy (ops, desculpem pelo Spoiler) é necessário.

Aliás, o “Galaxy Map” agora ficou sensacional. Ao acessar o mesmo, você dirige realmente a nave, e pode inclusive “entrar” em qualquer Mass Relay que estiver à vista, usando assim “com seus próprios dedos” a fantástica tecnologia dos antigos Protheans. Confesso que me surpreendi com o novo “Galaxy Map”.

Jogabilidade

A jogabilidade continua a mesma, com alguns “extras”. Quem jogou o primeiro, não terá dificudade alguma. Quem não jogou (mas você não vai jogar Mass Effect 2 sem antes jogar seu antecessor, não é? 🙂 ), terá, talvez, um pouco de dificuldade, mas isso passa com o tempo.

O D-Pad continua servindo para, digamos, dar ordens à sua equipe enquanto em missões. Ordens relacionadas ao posicionamento dos mesmos (avançar, retaguarda, etc). No mais, jogue e veja como ficou legal. 🙂

Um game que proporciona uma experiência inesquecível

Confesso que ainda estou no início de Mass Effect 2. Estou com 16 horas de jogo, e gosto de “fuçar” em tudo. Perco muito tempo, em qualquer game assim, explorando, descobrindo, procurando. E, já vou avisando: ME2 tem muita coisa para ser explorada.

A imersão é enorme, como já disse acima. Você se envolve de tal maneira com o universo do jogo, com a história, que durante os diálogos e as tomadas de decisões, pensa bastante antes de fazer qualquer coisa (eu, pelo menos, sou assim). Existe um certo cara da equipe que, em uma certa missão, me deu vontade de matá-lo. Sinceramente.

E existe um outro personagem que é muito intrigante. Trata-se da tal da “Subject Zero” que, realmente, é um caso à parte. Uma criatura, digamos, grossa, arrogante, violenta, perigosa, desconfiada, poderosa e misteriosa. Existem personagens que são o oposto, também. A belíssima Miranda que, apesar de ser a “olheira” da organização Cerberus, é também a responsável por algo muito importante. 🙂

Isto sem falar no Illusive Man, e na incógnita (pelo menos até o ponto onde estou) que é a organização Cerberus, que parece ser odiada por muitos e muitos seres, das mais diferentes raças.

Finalizando

Enfim, Mass Effect 2 é um game recomendadíssimo. Linda trilha sonora, gráficos fantásticos, imersão elevada às alturas, enredo riquíssimo e personagens extremamente cativantes (existem alguns odiosos e/ou chatos, também). Chego a ficar com medo de jogar Mass Effect 2: medo de jogar e acabar logo. Pois é um game que fascina. Totalmente.

E estas são só as primeiras impressões de um gamer que começou a jogar um dos melhores games da atualidade. Acho que irei postar mais a respeito do mesmo, conforme vou jogando. 🙂

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