Parece que a Electronic Arts realmente tem a intenção de reforçar o multiplayer de Mass Effect 3, primeiro título da franquia a contar com este “extra”. A empresa anunciou o DLCMass Effect 3: Resurgence Pack“, o qual será lançado em 10 de Abril de 2012, na PSN, na Xbox Live e no Origin. O DLC, aliás, poderá ser baixado gratuitamente até 12 de Abril de 2014. Da mesma forma que o DLC que adicionará algumas animações para explicar melhor o final do jogo.

Bem, creio que o fato de “Mass Effect 3: Resurgence Pack” ser um DLC focado no multiplayer diz muita coisa a respeito das intenções, senão da BioWare, pelo menos da EA, em relação à franquia e aos tipos de DLCs que serão lançados para ME3. Infelizmente, pessimista que sou, já perdi a esperança de ver algo do mesmo porte de um “Lair of the Shadow Broker” ou de um “Overlord”, por exemplo. Talvez até mesmo aquela ideia de um “Mass Effect MMO” não seja de todo descabida. O próprio sistema “Galaxy at War“, aliás, apesar de ser muito bacana, pode ser uma espécie de teste e/ou uma “preparação de terreno” para isto.

Mass Effect 3: Resurgence Pack

Bem, “Mass Effect 3: Resurgence Pack” terá o seguinte conteúdo:

  • Dois novos mapas: “Firebase Condor”, ambientado em um posto avançado em uma das luas de Palaven, e “Firebase Hydra”, ambientado em uma velha e abandonada colônia Quarian;
  • Seis personagens desbloqueáveis: “Asari Justicar Adept”, “Krogan Battlemaster Vanguard”, “Batarian Soldier”, “Batarian Sentinel”, “Geth Engineer” e “Geth Infiltrator” (estes dois últimos devem ser bem curiosos);
  • Novas armas: “Striker Assault Rifle”, “Kishock Harpoon Gun” e “Geth Plasma SMG”;
Agora acaba a “parte boa” e começa a parte ruim. A partir daí, existirá a possibilidade de comprarmos itens cosméticos (ou nem tanto?) através de uma loja in-game. Inicialmente os seguintes itens estarão disponíveis:
  • “Strength Enhancer”: aumenta o nível dos danos provocados por ataques melee, para uma missão;
  • “Targeting VI”: aplica um bônus de danos para headshots, para uma missão;
  • “Stabilization Module”: estabilizador para as armas, útil durante movimentação e disparos. Também vale para uma missão;
  • “Shield Power Cells”: reduz o tempo de recarga dos escudos. Claro, também válido para uma missão;

OBS: não ficou bem claro para mim este “para uma missão”, entretanto. Novas missões exigiriam a compra do mesmo item novamente? Também fiquei em dúvida a respeito das armas e personagens acima mencionados. Estarão eles inclusos no DLC ou serão itens presentes na loja que já foram anunciados? O press release é um tanto quanto vago neste sentido.

A Electronic Arts chama estes novos itens “consumíveis” de “reinforcement packs“. Obviamente o lançamento de “Mass Effect 3: Resurgence Pack” tem por único objetivo, em minha opinião, apresentar a loja de itens ao mundo. Se já passamos pelas fases do “se” e do “quando”, em relação ao lançamento de DLCs insossos para Mass Effect 3, agora estamos na fase do “quanto”. Bem, também estamos vivendo a fase do “quando virão os próximos”.

A EA se aproveitou de toda a propaganda e também de todo o apreço dos jogadores pelo sistema “Galaxy at War”, o qual oferece vantagens à campanha através do multiplayer, para abrir sua “lojinha” de itens inúteis e, com certeza, caros. O próprio DLC “Mass Effect 3: Extended Cut” não pode deixar de ser mencionado aqui, uma vez que através dele e com o aval dos “fãs”, a porta foi aberta para que a franquia receba, quem sabe, uma enorme quantidade de DLCs caça-níqueis.

Todos sabemos que estes “reinforcement packs” serão lançados com uma frequência enorme. Até mesmo uma frase da EA a respeito dos mapas de “Mass Effect 3: Resurgence Pack” me soa de maneira estranha: “Each map represents a crucial asset in the overall fight against the Reapers.” Ora, a luta contra os Reapers se tornou mais importante no multiplayer do que na campanha? Tudo será futuramente ampliado para um MMO? Quem sabe? Depois que anunciaram um DLC não jogável para tentar “clarear o final”, não duvido de mais nada.

É bem triste perceber que uma franquia fabulosa como esta está nas mãos de uma publisher como a EA. O que mais será vendido na tal lojinha? Roupas temáticas (Halloween, Natal, Páscoa, etc?), acessórios, veículos, quem sabe? Não contente com o sucesso da série e desejando, talvez, extrair dela o máximo, a EA com certeza fará com que conteúdo sempre esteja disponível, à distância de poucos cliques, para a alegria (ou não) de muitos daqueles que brigaram pela mudança no final do jogo (mudança esta que não vai acontecer). E também para a alegria (ou não) de muita gente que não desejava mudança alguma.

A situação acabou sendo revertida, após o trabalho da comunidade de “fãs”, em favor da Electronic Arts. O pessoal ajudou a derrubar os muros e agora ondas de DLCs sem história, sem conteúdo de verdade, invadirão o jogo. Bem, temos também de convir que tudo isto poderia ter acontecido sem o tal empurrãozinho da comunidade. Mas a ajuda até que foi boa (para a EA), não? Comprará quem quiser, é claro. Mas o estrago já está feito e não duvido nada que cheguemos ao ponto de não mais reconhecermos a franquia, daqui a um tempo. Quem sabe não vejamos algo como um “Mass of Duty: Modern Effect”?

Mas tudo bem. Fico com a campanha do jogo e com uma ou outra partida cooperativa, sem visita alguma à tal lojinha.

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