Mass Effect 4 e a prestação de serviço aos jogadores

Mass Effect

Quem precisa de um Mass Effect 4? No entanto, quer queiramos ou não, ele já se encontra em desenvolvimento, pela BioWare Montreal. A única dúvida existente por enquanto (infelizmente) é se teremos um “capítulo anterior” ou uma “sequência”. Claro, temos também a infeliz pergunta de Casey Hudson, na qual o produtor tenta jogar a bola para os “fãs”: queremos um novo Mass Effect cuja história aconteça antes dos eventos da trilogia, ou queremos uma sequência? Ou será tudo jogada de marketing?

Só o que sei é que tudo isto me desgosta profundamente. Mass Effect 3, apesar de ter sido um ótimo jogo, já me causou muitas tristezas, e parece que daqui em diante terei muitos problemas com a franquia. Bem que eu disse que aquele precedente aberto devido à pressão dos “fãs” era perigoso.

Temos de separar as coisas, claro. A existência de petições online por parte de “fãs” choramingando devido ao final daquele título que aguardavam com enorme ansiedade não ter sido como eles desejavam é uma coisa. Já um desenvolvedor ceder aos caprichos dos jogadores desta forma é algo que fornece as coordenadas para uma estrada perigosa que pode levar a um futuro bem nebuloso em relação aos jogos eletrônicos. Uma estrada que leva a um futuro onde estes se transformarão, quem sabe, em uma mera prestação de serviços. Iremos de agora em diante pagar por experiências sob medida? Ditaremos as regras do jogo? Até que ponto?

Existirão jogos, no futuro, para os quais DLCs com finais diferentes serão lançados? Diversos finais, para que “jogadores exigentes” tenham suas vontades saciadas? Não estou aqui dizendo que o final de Mass Effect 3 foi ótimo. Não estou aqui dizendo, também, que ele encerrou a trilogia com chave de ouro. Muito pelo contrário: não gostei do final, e sempre deixei isto bem claro.

Mas creio que os criadores devem ter total liberdade para errar, para acertar, para ousar e até mesmo para ter medo. Indo mais além e já sabendo dos riscos envolvidos, creio que eles também “podem”, por livre e espontânea pressão, sofrer influência das publishers com as quais trabalham e, assim, terem de ajustar o processo criativo ao ritmo da dança milionária que motiva grande parte destas grandes empresas.

Mas para tudo existem limites, e Casey Hudson foi infeliz ao perguntar se desejamos um Mass Effect 4 ambientado antes da trilogia ou uma sequência de Mass Effect 3. Ele não só foi infeliz, ele mostrou o quão fracas podem se tornar algumas empresas (mesmo as grandes) nesta nada homogênea (felizmente e por enquanto) indústria de jogos eletrônicos.

Ora, se um artista (afinal, não se discute tanto hoje em dia a respeito de games serem arte?) decide por deixar nas mãos dos futuros e hipotéticos apreciadores de sua obra decisões a respeito de detalhes importantes que envolvem a criação da mesma, ele se transforma em um simples prestador de serviço. Por que não, então, oferecer seus serviços sob demanda?

Você quer um Mass Effect 4 diferente? Uma sequência na qual descobriremos que, mais uma vez, Shepard foi reconstruído (creio que desta vez isto será bem mais difícil, mas tudo bem)? Ok: assine uma petição ou vote. Em seguida pague e o produto será entregue em sua casa.

Quer um ME4 ambientado antes de ME1 e com um Shepard indoctrinated, desde o início? Quer um “Mass Effect 4 prequel” com um Shepard bandido promovendo arruaça e destruição pela galáxia na companhia de alguns Krogans? Ok: assine o cheque. Ou melhor: vote e saque seu cartão de crédito. Na pior das hipóteses, pode até mesmo chegar o dia em que nem seja preciso votar ou assinar petições.

Tristes tempos, estes, em que alguns estúdios e alguns jogos podem ser estragados com a ajuda justamente daqueles que deveriam apenas experimentá-los. Se eu não gostei de um jogo, tudo bem. Se gostei, tudo bem também. Se gostei de tudo, menos do final, tudo bem. É um jogo, algo criado por uma equipe que possui profissionais os mais variados, artistas com diferentes inspirações e dos mais diferentes calibres.

Como já disse por aqui, “não acredito em qualquer justificativa para que algo assim aconteça“. Temos o direito de amar, de odiar, de gostar de apenas algumas coisas, de criticar algumas outras, etc. Afinal, antes da distribuição digital, éramos obrigados a comprar um DVD (ainda sou da época dos discos de vinil e das fitas cassete) inteiro (salvo naqueles casos pertencentes ao lado negro da força), muitas vezes apenas por causa de uma ou duas faixas.

Reclamávamos com as gravadoras? Claro que não (obviamente a prática de pegar o disco do amigo emprestado e gravar em uma fita cassete apenas as faixas desejadas reduzia bastante este problema)! Mas você percebeu onde quero chegar? Que direito possuem os jogadores de opinarem no processo criativo de um jogo eletrônico?

E por que cargas d’água um cara como Casey Hudson (e a própria BioWare, é claro, além da EA) sentem esta necessidade toda de agradar? Deixando de lado as óbvias questões financeiras também envolvidas, tudo isto, ainda assim, é realmente lamentável, porque pode nos levar a um cenário totalmente insosso e triste, no qual os games nos fornecerão experiências previsíveis demais.

Conhecer o final de um jogo apenas lendo a descrição do DLC relacionado? Me desculpe, mas não é isto o que eu desejo. Aliás, repito a pergunta: quem precisa de um Mass Effect 4? Tenho a impressão de que já basta. Mas veja bem, eu disse “tenho a impressão”: nada me impede de gostar deste hipotético (prefiro tratar desta forma) novo capítulo desta maravilhosa (até agora) ópera espacial que tanto adoro.

Só não gostaria de ver o comprador decidindo como o bolo é feito, escolhendo quanto tempo ele deve permanecer no forno, em qual cozinha ele deve ser preparado, etc. O Mass Effect 3: Extended Cut foi uma das piores coisas que a indústria de games lançou até hoje. Desconsiderando aqui suas possíveis, previsíveis e prováveis qualidades e falhas técnicas (e também o quanto ele pode ter melhorado ou piorado a “experiência Mass Effect 3” para os jogadores), ele foi algo péssimo simplesmente por abrir um precedente perigoso. Por introduzir em um meio gente que dele não deveria fazer parte.

Por mostrar que os jogos eletrônicos, pelo menos no tocante aos títulos AAA, à grande indústria, se transformaram em cargas, digamos, instáveis. Neste caso em especial, em um serviço exposto em catálogos (muitos deles virtuais). Um serviço cujos parâmetros podem ser definidos pelo cliente. Escolha a cor da tinta. Escolha a duração do jogo. Escolha se o protagonista chega ou não vivo ao final do jogo (isto me lembra daquelas lojas virtuais nas quais montamos e compramos computadores escolhendo cada um de seus componentes).

Não, não quero algo assim. Nem sabendo que este tal Mass Effect 4 será “powered by EA’s Frostbite engine“. Quero iniciar um jogo com a mente aberta e sabendo que poderei apreciar a experiência ou não. Que poderei odiá-lo e jamais instalá-lo novamente. Ou que poderei dele gostar imensamente. Mas não quero “tailored development“. Não quero jogar algo cujos detalhes importantes, quem sabe, me serão revelados de antemão, em uma loja onde terei à minha disposição pacotes de expansão criados para adaptar diversos elementos do gameplay às minhas “necessidades”.

Como fã da franquia, como alguém que já se divertiu e se emocionou com Mass Effect, não pude deixar de escrever este desabafo. Não, pelo menos por enquanto, e desta forma, não quero um Mass Effect 4.

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18 Comments

  1. Nossa, os problemas com ME3 te chatearam mesmo hein Marcos? Não gostou mesmo do Extended cut? Ele melhorou bastante os finais pra mim.

    Não vejo a indagação do Casey de maneira tão ofensiva assim. A Biooware já deixou bem claro que haverá uma continuação de ME e que não seria com o Sheppard. Acho que os fãs não vão mais fazer mimimi com isso, já que após o DLC o arco se fechou de maneira legal. Se ele realmente estiver perguntando que direção tomar e não for uma jogada de marketing como vc cogitou pode ser apenas um forma de sentir o que o público quer numa nova história. Issa idéia de adequação ao cliente não vem dos jogos e tem se tornado uma necessidade dado o custo astronômico que um título como esse demanda. Seu ponto de vista como jogador é interessante e justo, mas para o desenvolvedor fazer um jogo “as cegas” é cada vez mais arriscado.
    O problema de ME 3 foi bem específico porque o jogo realmente tinha um final claramente feito as pressas provavelmente por pressão para o lançamento. Creio que a Bioware não vai dar outro vacilo assim depois de tudo que aconteceu.

    Quanto a continuações desnecessárias e partes importantes da história em DLCs, bem é a EA, isso é inevitável, cabe ao jogador se manifestar NÃO comprando o que lhe desagrada.

    O fato é que ME tem um universo muito rico a se explorar, ainda dá pra criar histórias muito legais em jogos da série.

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    • @JC,

      Na verdade, JC, não é que não gostei do Extended Cut. Não gostei é dele ter saído. Tudo bem até, em relação a uma possível continuação, mesmo que eu ache algo desnecessário e talvez não compre/jogue. Ok, como eu disse, posso até gostar. Mas, o fato é que tudo isso parece ridículo, pra mim. Sabe, os caras ficarem pedindo opinião dos jogadores, a empresa cedendo e, claro, se aproveitando da situação.

      De agora em diante, ainda mais com a EA na parada, tenho certeza de que teremos novos Mass Effect, e que em um ou outro próximo título da série, haverá multiplayer competitivo. Não duvido nem do Mass Effect MMO. Acho que poderiam sentir o que os jogadores queriam de uma outra maneira. Você fala em fazer um jogo “às cegas”, em riscos, etc. Eu concordo. Mas, se formos por esse lado, então, qualquer empreitada do tipo, hoje em dia, seria perigosa, e daí pra desenvolvedores e publishers desistirem do “modelo tradicional” de desenvolvimento e venda é um pulo. Talvez por isso tanto falem que “a salvação está nos desenvolvedores indie”.

      Discordo bastante de muita coisa a este respeito, e até acho que atualmente usa-se o termo “indie game” também como uma estratégia de marketing. Mas, de certa forma, talvez os pequenos ainda tenham muito a ensinar aos grandes. Acho que Mass Effect deveria acabar por aí, mesmo. Bom, opinião de fã, também, né. 🙂

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  2. Acredito que essa confusão envolvendo a mudança no final de Mass Effect 3 é uma coisa trivial em outras artes, só não percebemos, ou vocês acham que a Monalisa era bela como está retradada no quadro do Leonardo?

    Músicos criam temas para novelas/filmes/jogos/comerciais, diretores renomados dirigem comerciais, pintores e escultores criam obras sob encomenda, escritores famosos escrevem roteiros para jogos e filmes…

    E todos esses “artistas”, em algum momento da vida, redefiniram sua arte para torná-la mais “comercial”, afinal, todos tem contas para pagar.

    A verdade é que o poder sobre o que deve seguir em frente ou não, está na mão do consumidor, não precisava nem o Casey Hudson perguntar no Twitter, mas a ação dele mostrou que a maioria se adaptou aos novos tempos.

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    • @Hideki T,

      Olha, Hideki, não sei não cara. 🙂

      Tudo bem, até certo ponto. Mas no caso de um quadro, por exemplo, onde o pintor é contratado para, digamos, retratar alguém. Creio que seja natural que quem pague pelo serviço dê lá seus pitacos, etc. Obras sob encomenda, tudo bem. Mas, pelo menos pra mim, um game é algo bem diferente. Não acho, também, que um filme teria de ser refeito, vai (o que não ocorre, é claro), caso a crítica o odeie. Então, por que só com os jogos eletrônicos estão fazendo isso?

      Por que só com os games os caras acham que podem transformar o processo todo em um “diz o que você quer, paga e eu te entrego dentro das medidas”? Poxa, não falam tanto em arte nos games? Sei lá, acho que uma mídia que já superou o cinema em diversos aspectos, e cujo faturamento (de vários títulos) chega a rivalizar ou ultrapassar o de grandes produções do cinema, deveria ser mais respeitada, tanto por quem cria quanto por quem aprecia, apenas.

      Vejo essas atitudes como se os caras estivessem se vendendo. É bem triste.

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  3. Fala Marcos e JC!

    Caras, em minha opinião o que desvirtuou a Bioware foi a mão da EA. A começar pelo Multiplayer. Não acho ele ruim, mas não acho necessário. Por mim, não teria ele.

    Não me irritei com o primeiro final (exceto aquele suspiro, para dar um possível gancho).

    Agora fico imaginando daqui uns 10 anos, se um cara pega um Xbox 360 em disco e resolve jogar ME3, numa dessas primeiras versões em disco lançadas, imaginem que a Xbox Live do 360 morra assim como ocorreu com a do primeiro Xbox, o cara não poderá ver o final extendido, digo isso pensando nele como final canônico. Isso é horrível!

    Sei da grandiosidade de MASS Effecf e seu universo, sou fã da franquia. Mas também não estou nem um pouco ansioso. Se lançarem um ME4 que seja continuação e com Shepard, eu boicoto assim como estou fazendo com Halo 4! Alias em ME3 o lance dos Protheans já foi uma afronta!

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    • @FrankCastle,

      Olá Diego!

      Olha, também tenho essa impressão. A EA é como um Rei Midas ao contrário. Acho que seria, no tocante ao multiplayer, pior se fosse mp competitivo. Mas não se preocupe, ele virá, uma hora ou outra, infelizmente. 🙁

      Eu não gostei do final, cara, mas, sei lá. Deveriam ter deixado como estava, e nem terem lançado aquele DLC tapa-buraco. Essa situação com o 360 que você mencionou não é difícil de acontecer não, viu. Sei lá. Hoje em dia duvido e acredito em tudo…hehehehe

      Eu não gostaria, como você, de ver um ME4 sequência e ainda mais com o Shepard. Do jeito que a EA é, aliás, não duvido disso. O Shepard já foi “ressuscitado” uma vez, né? Eles devem ter lá seus meios de inventar uma história porca pra trazer o cara de volta, mais uma vez. E mais uma. E mais uma. Sabe-se lá. É triste. Mas infelizmente a EA está aí pra isso mesmo. Quem dera fosse a EA na mesma situação da THQ.

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  4. @Hideki eu concordo, mas discordo com você 🙂

    Nesses casos que você citou, são os “produtores” que dão aval, ou pitaco no que está sendo feito. São pessoas que estão injetando dinheiro para o negócio acontecer, ou seja: antes de estar pronto. Fazem projeções, calculam riscos, eles não tem 100% de garantia se vão agradar de fato o consumidor final.

    Com os jogadores, acho que só poderíamos colocarmos no mesmo patamar se estivermos falando de doações pomposas de jogadores ajudando a financiar um projeto num Kickstarter, ainda assim, ele não está interferindo na criação diretamente, pois ele já aceitou a ideia do vídeo da prévia que foi dada pelo desenvolvedor. Então, o máximo que ele pode exigir é que se cumpra o que foi prometido e que o jogo seja entregue. Algo como um cidadão que vota em um político e o cobra, fiscalizando depois.

    Em minha humilde opinião, acho que o jogador deve buscar uma identificação com os desenvolvedores que se identifica, que tem uma certa afinidade. Um Kojima um Cliff B., alguém que você apoia e sabe qual é a pegada dos jogos deles, sabe da visão deles. Se todos os desenvolvedores, sem exceção, começarem a querer agradar todo mundo, acho que vão acabar virando umas “putas pagas” e será declarada a morte da criatividade e originalidade nos games 🙁

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  5. @FrankCastle, obrigado por expor sua opinião com tanta clareza e educação, algo corriqueiro nos comentários que acompanho no Xbox Plus, mas raro em outros blogs, onde cada um defende sua opinião com ofensas e ataques pessoais, sendo que o ofendido, em geral, estava apenas externando a versão dele sobre o assunto em pauta.

    Nos casos que citei, o que eu quis dizer foi que o CONTRATADO, entregou ao CONTRATANTE um bem ou serviço conforme as especificações do CONTRATANTE, ou seja, deixou-se de lado a espontaneidade que deveria guiar o artista para satisfazer quem paga.

    A polêmica gira em torno de uma experiência que a Bioware prometeu e não entregou, e os consumidores exigiram a retratação, o que acabou acontecendo em forma de DLC, que é o caso das cobranças e fiscalizações que você citou.

    Se esse fato vai fazer com que a indústria de jogos venda vários DLCs com finais diferentes para satisfazer seus consumidores, não vejo problemas, cada um que compre o final que desejar e seja feliz com a experiência que escolheu.

    Eu, por exemplo, detestei a adaptação que fizeram do Justiceiro para o cinema, se tivesse tido opção, teria escolhido uma versão muito mais sombria do filme e teria ficado satisfeito, que é o que importa, a satisfação do consumidor.

    Não acredito que a criatividade vá desaparecer por conta desse episódio, ela pode ser reprimida pelas empresas enquanto o modelo atual estiver funcionando, mas os pequenos estúdios estão por aí, para não deixar os grandes se acomodarem.

    Quem sabe esse episódio não seja benéfico no futuro, quando o consumidor estiver farto de pagar por finais diferentes de um mesmo jogo em forma de DLC?

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  6. @Hideki Disponha 🙂 e me desculpem pelo “putas pagas”, foi forca de expressão. Tenho muito respeito pelo Xbox Plus e seus leitores que até fico com receio de escrever palavras de baixo calão aqui.

    Não vejo problema em contratar para fazer uma obra, a exemplo do Batman Arkham Asylum, se trata de um personagem conhecido, era para ser adaptação de um filme e felizmente adiaram e resolveram fazer algo diferente. Ou seja, não vejo problema em fazerem obras que sejam adaptações. Até o Bioshock que é um jogo bem original e bem cotado, teve seu enredo inspirado no livro “A Revolta de Atlas”, nele temos mais de um final. Esses finais dependem das ações e decisões do jogador, mas é algo que já veio na versão 1.0 do jogo (até onde eu sei).

    Sobre DLCs de finais pagos, vale lembrar que o Extend Cut foi gratuito.

    “Quem sabe esse episódio não seja benéfico no futuro, quando o consumidor estiver farto de pagar por finais diferentes de um mesmo jogo em forma de DLC?”

    Sinceramente, não entendi onde você quis chegar com tal afirmação, sendo que o cenário de DLCs de finais pagos não existe ainda e, sinceramente eu boicotaria isso. Pode parecer coisa de fanboy birrento, acho difícil boicotar uma distribuidora, mas acho super valido não comprar continuações de franquia que você acha desnecessárias ou coisas do tipo. Acho que é hora do gamer começar a dizer não para as coisas que ele não concorda. Eu, pelo menos, estou começando a fazer isso. Sou mega fã da franquia Modern Warfare mas, para mim, terminou no 3. Se fizerem MW4, não compro.

    * desculpem possíveis erros de digitação, estou comentando a partir do celular, dentro de um ônibus cheio de solavancos XD

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  7. “Quem sabe esse episódio não seja benéfico no futuro, quando o consumidor estiver farto de pagar por finais diferentes de um mesmo jogo em forma de DLC?”

    @FrankCastle, nesse ponto eu filosofei, falei hipoteticamente, como se os finais diferentes vendidos por DLC fossem comuns e o usuário estivesse ficando cansado da situação, a ponto de boicotar qualquer produtora que adotasse essa estratégia de venda, nem que para isso precisasse se privar de jogar por um tempo, pelo bem geral.

    @Marcos A.T.Silva, mas para um filme ser refeito, seria gasto um valor igual ou maior do que foi gasto no primeiro, além disso, em alguns casos, é preciso esperar um ano para que determinadas condições climáticas fossem favoráveis, o que tornaria inviável um projeto desses, seria mais barato se os finais diferentes fossem produzidos simultaneamente, assim como fazem em novelas. No caso de filme ruim não tem conserto, precisaria ser refeito.

    Entendo e respeito a opinião de ambos, e de todos que pensam dessa forma, mas acredito que se essa exceção virasse regra, bastaria o consumidor boicotar o produto para que as empresas repensassem seu modelo de negócio. Infelizmente, nesse caso, não é o bom senso quem dita as regras, mas a paixão.

    Quando a Bioware refez o final do Mass Effect 3, atendendo ao apelo dos fãs, abriu sim um perigoso precedente, mas eu ainda acredito que ela o fez pois era essa experiência que ela queria entregar desde o princípio, como afirmei há um tempo atrás aqui mesmo no Xbox Plus, e só não o fez antes, por pressão da EA, que queria o jogo terminado em determinada data para apresentar o resultado das vendas aos acionistas.

    Se isso vai ser benéfico ou maléfico para a indústria, só o tempo dirá, eu continuo acreditando que podemos alterar o curso da história, fazer a diferença, mas é preciso que nos mobilizemos, façamos a nossa parte, como o FrankCastle que irá boicotar o MW4 ou os que boicotam a Origin, como eu.

    Não estou afirmando que gosto dessa idéia de final por DLC, ou mesmo que compraria, nem o ME3 eu comprei, mas acho válida a iniciativa da Bioware em resposta aos seus consumidores.

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    • @Hideki T,

      Então, Hideki, mas aí é que está. É muito difícil boicotar algo assim, pelo menos para uma grande parte dos jogadores. Eu, pelo menos, ainda tento separar, mesmo com a EA, a desenvolvedora da publisher, mesmo quando a desenvolvedora é de propriedade da publisher. É a paixão, mesmo, como você disse, que dita as regras. Aliás, games sem isso não teria muita graça, né? 🙂

      Claro, a BioWare não é mais a mesma. Tenho até medo desses futuros Mass Effect. Mesmo tendo feito aquele final porco do ME3 por pressão da EA, por pressa, etc, acho que o caso teria que ter acabado ali. De que adiantou, afinal? Pra mim, a experiência do jogo inteiro foi ótima. Só o final me causou desgosto. Mas, mesmo assim, se colocar na balança, a negatividade do final não conseguiu superar a ótima experiência de jogo, até aquele momento.

      Acho que atender aos pedidos dos jogadores é uma boa ideia, com certeza. Eu mesmo já elogiei isso por diversas vezes. Olha só o caso da Flying Wild Hog, que melhorou várias coisas no Hard Reset, a pedido dos jogadores. Mas as melhorias tiveram a ver com mecânicas de jogo. Não com mudanças na história, nem com novos finais, ou cutscenes pra explicar melhor o que não foi explicado, ou pra tapar algum buraco.

      Sei lá. Claro, também respeito a opinião de todos. Aliás, obrigado por vocês sempre serem assim tão bacanas. É sempre um enorme prazer discutir sobre jogos por aqui. 🙂

      Mas, acho que o Extended Cut foi algo muito ruim. Talvez não tivesse sido se a ideia tivesse partido de outras mãos, e não da EA. Como um camarada disse hoje no Twitter, a EA é a “prostituta dos games”…rsrs

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  8. Bom dia Marcos.
    A quanto tempo XD.
    eu concordo com voce com relação a este precedente, mas como sabemos que a EA e sua ganancia draconiana é infinita, eu ja imaginava algo assim, lembra do armored horse dlc do oblivion? foi a coisa mais inútil, não que o extend cut foi algo ruim, no meu game play ficou simplesmente sem nexo o final, e com ele preencheu todas as lacunas, isso só me faz lembrar que prefiro um jogo atrase seu lançamento do que passar por isso de novo, eu fico do lado do produtor do gta que disse que poderia lançar um por ano, mas não ia sair como uma experiencia nova e envolvente para os jogadores.
    boa noite e aguardo com expectativa e receio esse me4, mas de todo jeito assim como gta é gta, mass effect é mass effect e prefiro jogar até o final pra saber se é bom mesmo.

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    • @matheus,

      Bom dia Matheus! 🙂

      Complicado, né? Esse não era um DLC com uma “armadura pra cavalo”? hehehe Caramba, é mesmo! Nem só a EA é mercenária…rs

      Sobre o Extended Cut, o que eu acho é que o DLC em si até que não tem problema. O perigo está, digamos, “na ideia” que ele pode dar a outros, no precedente, etc. Concordo totalmente com você: acho ótimo quando adiam um lançamento para que o jogo seja polido. Assim, evita-se, por exemplo, que patches e mais patches tenham de ser lançados depois, e isso depois, muitas vezes, que um monte de gente já sofreu. Basta a gente se lembrar do Arkham City e aqueles problemas com o Dx11. Foi um saco, não? 🙁

      Bom, não sei se aguardo o ME4 com tanta expectativa, meu caro. Sei lá. Bom, como eu disse antes, posso até gostar. Mas, se tiver o Shepard no meio, etc, aí a coisa pode mudar de figura. E falando em um jogo por ano, chegou a ver o ACIII? Comecei a jogar e, até agora, estou gostando muito. Talvez até mesmo esse elemento da periodicidade não seja um problema. Talvez o buraco seja bem mais embaixo, e tenha a ver com medo, comodismo, etc.

      @Haevnatt,

      Olá amigo! 🙂

      Realmente. Concordo com você. Em uma franquia na qual nossas escolhas devem (ou deveriam) fazer toda a diferença, esse final foi um banho de água fria, e não tem Extended Cut no mundo que mude isso, infelizmente.

      Olha, você mencionou a Liara. Bom, não vou dar spoilers aqui. Mas sendo sutil aqui, digamos que quando você mencionou o nome dela deu uma pontada no meu coração. 😉

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  9. Acredito que o maior problema do ME3 nao foi o final estranho,o que mais me desapontou foi perceber que todas as decisoes tomadas nos games anteriores nao serviram de nada no final.

    Eu nao esperava passar dias e horas criando personagens com perfis diferentes pra no fim ganhar apenas algumas linhas de diálogo diferente :/

    E o final poderia ter sido bem pior, eles podiam ter matado a Liara =´(

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  10. galera foi só eu ou alguém mais reparou que o planeta do velho que está contando a história pra criança é o mesmo planeta que a normandy caiu????

    Reply
    • @matheus,

      Nossa, Matheus, confesso que nem prestei atenção nisso. Vou tentar reparar melhor, nem que seja através de algum vídeo no Youtube, agora.

      Reply
  11. a imagem onde aparece o joker mostra dois planetas(ou luas) quase totalmente sobrepostos, mas na imagem do velho eles estão um pouco mais separados

    Reply
    • @matheus,

      Puxa, preciso prestar mais atenção, então…rs 🙂

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