Quando a Electronic Arts lançou seu reboot da franquia Medal of Honor, em 2010, o mercado de jogos eletrônicos meio que se dividiu em relação ao game. Reações positivas e negativas foram ouvidas tanto por parte de fãs antigos da franquia quanto por quem nunca havia jogado nenhum título da mesma. Bom, isto geralmente é bem comum quando se trata de franquias renomadas, principalmente quando estas tomam uma nova direção.

Sequência de Medal of Honor: Airborne, de 2007, o Medal of Honor de 2010 trouxe a série para os dias atuais. Da Segunda Guerra Mundial para conflitos no Afeganistão, contando com Talibãs, Rangers e membros do grupo Tier 1 como protagonistas. Uma “guerra moderna”, digamos.

O jogo teve diversos problemas, é claro, e chegamos inclusive a observar uma desnecessária e triste alteração no mesmo. A gigante EA acabou cedendo a inúmeras pressões e substituiu os Talibãs, no jogo, por “Opposing Forces”. Uma mera alteração de nomes. Uma alteração infeliz, porém, que em nada afetou a experiência proporcionada pelo jogo: apenas serviu para demonstrar o quão longe ainda estamos do dia em que os jogos eletrônicos serão vistos com maturidade e considerados como uma forma de entretenimento como qualquer outra. Uma arte, digamos, muito mais forte em termos de imersão (dentre inúmeros outros quesitos) que o próprio cinema.

Medal of Honor não é um jogo ruim, apesar disto. Desenvolvido com a engine Frostbite, da DICE, o game força o jogador a ser mais cauteloso, e o “rambo mode” nem sempre é a melhor solução. Seus gráficos, apesar de não surpreenderem, são bonitos. Um de seus grandes problemas, entretanto, é a falta de vínculos entre os personagens. Eu esperava que algo assim ocorresse, principalmente após todo o trabalho de marketing realizado focando principalmente nos Tier 1.

Diferenças entre o modo de agir de um e outro grupo (você atua como diversos deles) podem ser sentidas de maneira muito forte pelo jogador. Os Tier 1 são sempre cuidadosos e unidos, enquanto os Rangers, por exemplo, seguem um pouco a “linha rambo”. Não podemos dizer que este título representou algo ruim dentro da franquia, também.

E agora a EA tem outro Medal of Honor em seus “fornos”. Trata-se de Medal of Honor Warfighter, o qual será lançado em 23 de Outubro de 2012, para PC, Xbox 360 e Playstation 3. Também em desenvolvimento pela Danger Close Games, Medal of Honor Warfighter será também um jogo ambientado nos dias atuais. A ação ocorrerá nas Filipinas e na Somália, por exemplo, e terroristas mais uma vez serão os inimigos. A EA menciona que as missões da campanha são inspiradas em eventos atuais, e que a criação do enredo contou com a participação de membros do Tier 1.

Mais uma vez teremos um jogo com estes combatentes extremamente precisos, corajosos e disciplinados como protagonistas, além de muita ação, segundo a criadora do Origin. O novo título contará a história de um membro dos Tier 1 conhecido como Preacher. O soldado volta para casa e encontra sua família em ruínas, devido aos problemas causados pelo seu trabalho e pelos inúmeros anos em combate, os quais, é claro, o obrigaram a se ausentar com muita frequência.

Preacher tenta salvar seu casamento, porém, mais uma vez seu trabalho atrapalha sua vida familiar. Um artefato mortal conhecido como PETN é o responsável por isto. É o elemento que faz com que o soldado e sua equipe sejam enviados em uma missão, novamente.

Desde notícias recentes até filmes e livros ‘best sellers’, todos estão falando a respeito da Comunidade de Operações Especiais e os guerreiros que defendem nossa liberdade. Medal of Honor Warfighter dá a estes soldados a chance de contar suas histórias pessoais de irmandade, de família e da luta atual. Mas os ‘Tier 1 Operators’ não são exclusivamente Americanos. Este ano nós vamos expandir tudo até um âmbito global, introduzindo unidades internacionais Tier 1 em nosso game multiplayer e levando os jogadores a lugares importantes em todo o mundo. Continuamos a honrar estes guerreiros com reverência e respeito, com uma visão autêntica de suas vidas dentro e fora de casa“, disse Greg Goodrich, produtor executivo de Medal of Honor.

No multiplayer de Medal of Honor Warfighter, os jogadores poderão representar sua nações. Com limitações, é claro (infelizmente). Australianos, britânicos, alemães e poloneses contarão com esta possibilidade, pelo que foi mencionado de início. Além disso, Warfighter contará com um modo de jogo multiplayer no qual equipes contendo os melhores jogadores do mundo poderão se enfrentar.

O título utilizará a poderosa engine Frostbite 2, a mesma de Battlefield 3, o que já nos leva a crer que seus gráficos serão fantásticos. A equipe de desenvolvimento do jogo conta com veteranos da indústria de games, profissionais que vieram da DICE, da Treyarch e de outros estúdios famosos. Olha só: Treyarch – quem diria, hein?

A EA também promete um jogo dotado de extremo realismo e com muita autenticidade. Um game repleto de emoção e momentos ameaçadores. Creio que agora a franquia “entrará nos eixos”. Teremos um jogo moderno e que também lidará, de certa forma, com as motivações e a vida pessoal de cada soldado. Isto é raro de se ver em shooters militares, e Medal of Honor Warfighter talvez seja um concorrente de peso a Call of Duty, da Activision.

Este nicho dos “FPSs de guerra anuais” anda mesmo precisando de novidades. A proposta de Medal of Honor Warfighter é muito interessante e pode realmente resultar em um jogo muito bom. Uma franquia tão renomada como esta tem que marcar presença no mercado com grande força, através de um trabalho bem feito. Espero que este novo jogo consiga superar o Medal of Honor de 2010 e corrigir suas falhas.

A EA também divulgou o primeiro trailer de Medal of Honor Warfighter (o qual é muito bacana), bem como mais algumas screenshots do título. Veja abaixo:

Link para o vídeo em 720p:

http://www.youtube.com/watch?v=tD3fKUycvDw&hd=1

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