Nordic Games

A Nordic Games (Painkiller, The Book of Unwritten TalesDeadfall Adventures, etc) foi uma das vencedoras dos leilões que fatiaram a THQ. Muita gente estava preocupada com o destino da série Darksiders, por exemplo, principalmente após os inúmeros problemas que surgiram com a falência da publisher. A produtora foi literalmente quebrada em pedaços, e IPs famosas como Darksiders e Red Faction, por incrível que pareça, acabaram ficando sem um dono.

Bem, pelo menos durante um certo tempo. Muita coisa acabou sendo esclarecida até que bem rapidamente e, por exemplo, a Sega ficou com Company of Heroes (CoH2 está chegando) e Warhammer 40.000, a Koch Media com a Volition e, claro, Saints Row (Saints Row IV vem aí, vale lembrar), e a Crytek com Homefront.

Hoje podemos dizer que mais grandes jogos e franquia da finada THQ ganharam uma nova casa. Muitos fãs têm agora motivos para comemorar. O processo de leilão foi finalizado no último dia 15 de Abril, e a Nordic Games gastou cerca de 4,9 milhões de dólares, segundo comunicado.

A empresa ainda menciona ter adquirido mais de 150 SKUs, e a transação ainda deve ser aprovada pelo Tribunal de Falências responsável pelo caso, mas pelo que podemos perceber, a empresa sediada na Áustria já conta com um grande incremento em seu portfolio.

A empresa levará, dentre outros produtos, jogos e franquias tais como, por exemplo, Darksiders, Red Faction, MX vs. ATV, Titan Quest, Supreme Commander e Frontlines. Stuntman, Juiced, Full Spectrum Warrior e Destroy All Humans também fazem parte do pacote. Tudo isto me deixa bastante feliz, não posso negar. Primeiro porque a hipótese de termos um Darksiders III, por exemplo, agora não é algo absurdo. Segundo porque publishers totalmente independentes como a Nordic, por exemplo, estão crescendo, ganhando espaço no mercado e não têm de dar satisfação alguma a investidores.

Caíssem tais títulos nas mãos de uma Electronic Arts, por exemplo, e aí sim teríamos motivos para sofrer por antecipação. Talvez com a presença de empresas menores e mais focadas tenhamos um aumento na qualidade e não na quantidade dos lançamentos. O próprio CEO da Koch Media, Klemens Kundratitz, disse coisas bem interessantes a respeito, aliás.

A participação da Nordic Games nos leilões da THQ representou, para a empresa, algo bastante grande. Seu maior investimento até agora, pelo menos no que diz respeito a aquisições, sendo que a transação está sendo conduzida pela Nordic Games Licensing AB, sediada na Suécia.

Em primeiro lugar, estamos muito felizes com este acordo, o qual representa algo novo para o Nordic Games Group como um todo. A longo prazo, queremos colaborar tanto com os criadores originais quanto com as melhores desenvolvedoras possíveis, a fim de trabalhar em sequências ou conteúdo adicional para estes títulos. Um ponto muito importante para nós é não partir para muitos projetos multimilionários auto-financiados imediatamente, mas sim continuar nossa análise profunda de todos estes títulos e selecionar cuidadosamente diferentes modelos de financiamento para o desenvolvimento de novos projetos a partir das IPs adquiridas“, disse Lars Wingefors, CEO da Nordic Games Group.

Tanto a Nordic Games quanto a THQ (ou o que restou dela) esperam que tudo esteja concluído dentro de poucos dias após 13 de Maio. A transação engloba as plataformas PC, Xbox 360 (Microsoft) e Playstation (Sony), além da Nintendo. Já existe inclusive um fórum especial para discussões a respeito de todas as séries e jogos que acabam de mudar de dono, aberto pela própria Nordic Games, e o mais movimentado é o de Darksiders.

Reinhard Pollice, diretor de negócios e desenvolvimento de produtos da Nordic Games GmbH não deixa de mencionar também que este aumento no portfolio (considerável, temos de convir – e o valor gasto, em minha opinião, foi muito interessante), deve fortalecer a presença da empresa em uma ampla gama de plataformas, sem falar que ele também deixa claro o interesse da publisher nos tais mercados emergentes. É esperar para ver, mas confesso que é bem legal saber que Darksiders tem uma casa nova, que a série não foi esquecida, que ela não foi “jogada fora”.

Que venha Darksiders III, e que possamos cada vez mais observar mudanças como esta, mudanças pertencentes a processos nos quais “pequenas” empresas fazem grandes negócios enquanto velhos dinossauros da indústria ficam por aí desligando servidores (dentre outros “probleminhas” e “falhas”, é claro). Podemos até sermos tentados a pensar no futuro da indústria de games como um todo, no papel que as grandes editoras de hoje terão neste futuro, e em como poderemos enxergar os tais títulos “AAA” daqui há alguns anos. Talvez ainda haja luz no fim do túnel.

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