Outra vez aquela velha polêmica. A reportagem de capa da GamePro deste mês trás uma matéria bem interessante, fornecendo diversos motivos para considerarmos o PC como a melhor plataforma para jogos. É claro que temos sempre de levar em consideração diversos fatores quando tocamos neste assunto: a realidade brasileira e a “realidade lá fora”, incluindo preços de computadores e periféricos, preços de jogos no Brasil (absurdos) versus preço dos jogos “lá fora”, etc. É claro que, mesmo no Brasil, um bom computador não está custando mais tão caro.

Um pequeno trecho da matéria, inclusive, é liberado para download, como um arquivo PDF. Nele, o pessoal da GamePro menciona algumas vantagens do PC enquanto plataforma de games, incluindo anti-aliasing, frames por segundo, resoluções maiores, o maior poder dos PC’s, a melhor experiência proporcionada, a (suposta) melhor plataforma para jogos online, games e gêneros que são desenvolvidos exclusivamente para PC e/ou que proporcionam uma melhor experiência nos computadores, etc.

Uma frase me chamou a atenção no artigo, chamado “The Joy of PC Gaming”, o qual inicia perguntando logo de cara “por que a primeira plataforma real de jogos ainda é a melhor“:

Qualquer coisa que um console de jogos pode fazer é algo que provavelmente foi ‘dimensionado para baixo’ a partir de um build superior em um computador pessoal“. Bom, isto realmente é verdade, e qualquer game, para qualquer plataforma, é criado em um computador. Sempre observo com atenção este tipo de discussão e notícia, pois há até algum tempo atrás dizia-se que o PC estava morto como plataforma de jogos, e hoje em dia estas “afirmações” não mais são ouvidas.

A GamePro levanta novamente esta questão, ou melhor, esta polêmica, e eu acredito, entretanto, que eles levam em conta a realidade de outros países, apenas. Aqui no Brasil, é claro, um PC que rode os últimos lançamentos de forma razoável custa, em média, cerca de R$ 2.000,00 – R$ 2.500,00. Ou até mesmo menos que que os dois mil, principalmente se o próprio gamer montar seu computador.

Enquanto isso, os consoles custam em média estes mesmos valores e possuem jogos caríssimos (comprando-se no Brasil – de forma legal). Um jogo original para Xbox 360 no Brasil pode chegar a custar quase 300 reais, enquanto no Steam, muitas vezes, pode-se comprar jogos lançados recentemente por 20, 30, 50 reais, dependendo do gênero, da promoção, etc. Muitas vezes, um jogo original em sites de distribuição digital sai mais barato do que no “camelô da esquina”.

Além disso, temos também de levar em consideração o fato de que o PC é um “tudo em um”. Você joga, navega na internet, faz compras, utiliza programas os mais diversos, trabalha, se comunica, etc, enquanto que em um console as limitações são muito maiores, neste sentido.

Apesar deste site ter como nome “XboxPlus”, confesso que ultimamente tenho jogado muito mais no PC do que em meu Xbox 360. Um pouco desta história, aliás, está explicada neste post. Tenho jogado os últimos lançamentos, mesmo aqueles multiplataforma, no PC. Joguei “Brink“, “Crysis 2“, “Bulletstorm“, “Homefront“, “Dead Space 2” e até mesmo “Call of Duty: Black Ops” em um PC. Isto se deve a escolha própria, principalmente, e também ao menor preço. Isto sem falar no menor tempo de entrega devido à distruição digital.

É claro que eu poderia ter importado todos estes títulos, mas aí, teria que amargar 2 ou 3 semanas de espera (ou mais), sem falar no fato da alfândega, quem sabe, “meter o bedelho”. Para mim, o PC é realmente algo indispensável, principalmente no tocante aos jogos. Adoro meu Xbox 360 e continuarei comprando jogos para ele, assinando a Xbox Live, etc. Entretanto, pude notar o que a GamePro disse em sua matéria no tocante ao “maior poder dos PC’s”. Joguei Call of Duty: Black Ops em meu PC e depois tive a oportunidade de jogá-lo também em um Xbox 360.

Não vou mentir: o impacto foi enorme. Os gráficos no Xbox 360 estavam muito aquém daquilo que vi em meu PC. O mesmo ocorreu ao jogar Dead Space 1 no Xbox 360 e depois instalá-lo em meu PC somente para dar uma olhada nos gráficos: é outra coisa. Claro: depende também da configuração do PC. E temos também de lembrar que o PC demanda cuidados constantes, e um PC para jogos não fica muito tempo sem “clamar” por upgrades, o que pode tornar a “brincadeira” bem cara.

Por outro lado, esta “brincadeira” também pode ter o seu impacto minimizado se utilizarmos serviços de distribuição digital, como o Steam, por exemplo, para comprarmos nossos games. Isto sem falar no fato dos atuais consoles de última geração contarem com hardware já meio que obsoleto, e não faz muito tempo que li uma matéria (não me lembro onde, infelizmente) dizendo que o PC enquanto plataforma de jogos estava uma geração à frente dos atuais Playstation 3 e Xbox 360.

Como em tudo na vida, entretanto, temos de pesar os prós e os contras. Eu somente possuo games originais, e principalmente devido a isto utilizo o Steam, o GamersGate e outros sites de distribuição digital de games para adquirir meus jogos. Além de não ter de pagar frete, a entrega do produto é muito rápida e pago mais barato. Brink, por exemplo, pode chegar a custar R$ 180,00 em lojas nacionais, em sua versão para Xbox 360.

No Steam, o mesmo jogo, em versão para PC, custa US$ 49,99, ou seja, mais ou menos 80 reais. Cerca de 100 reais a menos do que eu pagaria se fosse comprar sua versão para Xbox 360 em lojas do Brasil. A imp0rtação continua sendo uma opção, mas como fica a nossa ansiedade?

É por essas e outras que eu tenho plena certeza de que o PC está mais vivo do que nunca. Como instrumento de trabalho, ferramenta de comunicação, [insira aqui sua utilização] e também como plataforma para jogos. Até mesmo os indie games são quase que única e exclusivamente lançados para PC, pelo menos os mais significativos. A gigante Blizzard “ainda” trabalha com os PC’s. O PC sempre será uma plataforma para jogos.

E como sempre, tudo depende das necessidades, anseios, disponibilidade e vontade de cada jogador. E você, o que acha? 🙂

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