A Microsoft sempre faz questão de enfatizar o lado social e familiar do Xbox 360. Acesso a redes sociais como o Twitter e o Facebook, por exemplo, foram incluídos no console. O console, pelo menos lá fora, permite que o usuário utilize serviços como o Netflix, e assista a vídeos, filmes e shows via streaming. Você pode ouvir música através do Xbox 360. Você pode vizualizar fotos, bastando para isto, espetar seu pendrive em uma das entradas USB do console. Você pode também assistir aos seus filmes em DVD, através do videogame.

Mas para Steve Ballmer, “o Xbox não é um console de jogos“. Ele fez esta afirmação durante entrevista ao jornal USA Today. Ele disse o seguinte, dentre outras palavras:

O Xbox não é um console de jogos. O Xbox é uma central de entretenimento familiar. É um local para socializar. É um local para ver TV. Temos o Hulu chegando. Este é o único sistema onde você é o controle. Sua voz, seus gestos, seu corpo“.

Eu discordo desta afirmação do Ballmer. Pelo menos, em partes. Para mim o Xbox 360 é, sim, um console de jogos. Ele é, sim, um videogame. Um videogame que contém, digamos, funções extras. Apenas uma vez, em 2 anos e meio, espetei um pendrive no meu Xbox para ver algumas fotos. Jamais assisti a um filme no console. Nunca ouvi música através do mesmo. Dos serviços sociais e via streaming que ele e a Xbox Live oferecem, apenas acessei por uma vez o Twitter, para ver como era.

Creio que quando se compra uma máquina como um Xbox 360, um Playstation 3, um Nintendo Wii, etc, o que mais se deseja obter do produto é aquilo para o qual ele foi primariamente construído: permitir que se jogue um bom game (ou um game ruim, aí depende). O resto são firulas. Extras. Ítens adicionais totalmente dispensáveis.

Por que irei utilizar um aparelho tão frágil como o console da Microsoft para assistir a “toneladas de filmes” através do mesmo, reduzindo a vida útil de seu leitor? Ainda mais eu, então, que instalo todos os jogos no HD visando proteger ao máximo o tal leitor e o console, por exemplo. É claro que as palavras de Ballmer possuem sentido, e o console pode mesmo ser uma “central de entretenimento familiar“. Mas isto depende da escolha do usuário, do gamer. Depende do que o usuário quer obter de seu aparelho.

Eu prefiro manter aparelhos distintos para realizar estas diversas tarefas mencionadas acima. Não consigo imaginar razões para se utilizar um equipamento que custa, literalmente, “os olhos da cara” (no Brasil, é claro) como um mero DVD player, por exemplo. A Xbox Live, sim, deve ser vista como um complemento e tanto.

(Via: VG247)

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