É óbvio que o enredo de Alpha Protocol contém diversos clichês. É muito difícil, principalmente hoje em dia, com tantas novas franquias sendo criadas, vermos algo realmente novo. Entretanto, a maneira como a narrativa é conduzida em um jogo faz grande diferença. E foi o que ocorreu com este título. Finalizei Alpha Protocol com enorme tristeza. Não porque não tenha gostado da experiência, e sim pelo contrário. Foi algo muito bacana. O jogo me proporcionou bons momentos.

E se no meio do jogo uma de minhas escolhas resultou na morte de, talvez, dezenas de inocentes e salvou apenas um, no final do jogo pude fazer o inverso. Matei muito inimigos e supostos amigos, no final do jogo. Me arrependo, também, de ter poupado um certo membro da Halbech Corporation. A opção “Execute” estava ali, à minha disposição, e tenho certeza de que toda as sujeiras levadas a cabo pelo sujeito e sua organização seriam expostas, de qualquer forma. Entretanto, achei que alguém deveria permanecer vivo, entre aqueles que, de certa forma, traíram Michael Thorton.

O enredo de Alpha Protocol é até bem profundo, e devido às consequências de nossos atos, podemos vez ou outra até mesmo levar uma bronca de algum colega. Triste para mim, porém, foi o que uma de minhas escolhas finais causou, apesar de através dela ter livrado o mundo de uma guerra de proporções gigantescas. Alguém muito caro a Thorton morreu.

Bom, é claro que a Halbech estava por trás de tudo desde o início, e também é claro que este é um jogo que pode fornecer experiências diferentes dependendo da maneira como jogamos. Dependendo das opções que escolhemos durante cada diálogo. Alpha Protocol fornece ao jogador um verdadeiro sistema de informações que lhe permitirá conhecer determinadas pessoas de forma superficial ou um pouco mais profunda. Entretanto, existe um certo “jogo de desinformação” presente no título que pode, muitas vezes, resultar em grandes surpresas.

Ao final do jogo, meu Michael Thorton estava até que bem evoluído, com armas e upgrades bacanas, upgrades físicos mais do que suficientes para derrotar alguns chefões do crime organizado no “mano a mano”, e quando os créditos começaram a subir, o que senti foi vontade de jogar novamente. Este ótimo título da Obsidian Entertainment não poupa o jogador. Aja errado e receba o que merece, e por aí vai.

Antes da missão final, também, pude escolher pessoas que iriam me ajudar. Tais pessoas, é claro, se tornaram meus aliados devido ao meu relacionamento com as mesmas, relacionamento este que, muitas vezes, se resumiu a poupar a vida de um criminoso. Claro: pensando bem lá adiante.

Confesso que a experiência como um todo foi extremamente agradável, e este é um jogo que recomendo a quem aprecia um bom título de tiro com perspectiva em terceira pessoa contendo elementos de um RPG e que fornece ao jogador a possibilidade de matar e andar silenciosamente. Belo trabalho, Obsidian.

Abaixo seguem mais algumas screenshots de Alpha Protocol:

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