Comecei a jogar Assassin’s Creed: Revelations no PC, há cerca de dois dias atrás, e posso dizer que meu amor pela franquia continua intacto. Ou melhor, ele cresceu. Aliás, não pude deixar de notar as melhorias gráficas logo de início, após jogar dois títulos da franquia (Assassin’s Creed II e Assassin’s Creed:  Brotherhood) no Xbox 360. Joguei o primeiro título da série no PC, mas já faz um bom tempo, e de lá para cá muita coisa mudou, inclusive o protagonista.

Temos agora em mãos as últimas aventuras de Ezio Auditore da Firenze, e é notável observarmos o quanto o florentino envelheceu. Sua barba é o primeiro elemento que causa impacto, quando podemos observar seu rosto mais de perto, e seu rosto enrugado não esconde de forma alguma todas as batalhas e dificuldades que o assassino já enfrentou. Assassin’s Creed: Revelations é um verdadeiro “must have” para todos aqueles que acompanham esta maravilhosa franquia da Ubisoft.

O início do jogo já nos coloca em uma situação um tanto quanto estranha. O jogo se inicia com Desmond em apuros, e seus problemas não são nada triviais. Ele se encontra, de certa maneira, preso, mas os grilhões que o prendem não são tangíveis, digamos, e têm a ver com o Animus. Ezio, por sua vez, se dirige a um local chamado Masyaf, e espera encontrar um livro que está em posse de um Templário chamado Leandros. O sistema de combate do game, em minha opinião, agora está bem melhor. Tudo transcorre de maneira mais fluida, e o Ezio desfere golpes ainda mais brutais em seus inimigos.

O velho assassino que, em sua juventude, era sempre muito respeitoso no momento da morte de seus inimigos, chega a proferir um “Descanse em paz… desgraçado”, quando mata a primeira figura importante no jogo. Talvez isto seja um reflexo do cansaço. Das décadas que Ezio passou combatendo os templários. Do sofrimento que estes causaram a ele mesmo e à sua família. Claudia parece estar ainda viva, pois em determinado momento podemos observar Ezio escrevendo para ela.

Mas o jogo impressiona desde o início. Desde o início temos ação intensa e uma grande reviravolta. Os gráficos do jogo continuam bonitos, e a ida de Ezio para Constantinopla nos brinda com paisagens deslumbrantes. Logo ao chegarmos, aliás, mantemos um breve contato com um personagem muito importante, apesar desta informação ser fornecida somente ao jogador.

Os Templários buscam a biblioteca de Altair, e acreditam que esta biblioteca vai revelar muitos segredos importantes a eles. Isto é até mesmo esperado, é claro, e creio que será um dos pontos chave de Assassin’s Creed: Revelations. O sol que banha as magníficas construções de Constantinopla proporciona um espetáculo dourado difícil de ser esquecido, e cada combate proporciona momentos de ação realmente empolgantes. Ezio continua o mesmo, apesar das rugas e da barba e cabelos brancos.

Aliás, quem acompanha a franquia, ou pelo menos a “trilogia Ezio”, deverá sofrer um certo impacto ao perceber o envelhecimento do protagonista. Mas é importante ressaltar que os efeitos do tempo não afetaram suas habilidades em combate nem tampouco sua imponência. Uma “briga de carruagens”, logo após permanecermos presos a uma corda atada a uma delas, também pode ser presenciada logo no início do game. É um momento bem empolgante, também. Este é um jogo que vai com certeza me provocar saudades, quando o finalizar. Sei que já posso prever isto, pois a nostalgia que senti quando o game iniciou foi imensa.

Poderá gostar também

Pin It on Pinterest