Confesso que sempre torci o nariz para a série Saints Row, até mesmo devido ao fato de que muitos a consideram um clone de GTA. Ok, sempre ouço dizerem que não se pode julgar um livro pela capa, e eu mesmo costumo levar esta frase/ideia/conceito bem a sério. Resolvi, então, seguir o conselho do leitor Bruno Gurgel e “estou me embrenhando” na selva de pedra da cidade fictícia de Steelport, em Saints Row: The Third, onde a gangue dos Saints, da qual você é o chefão, luta contra a gangue ” The Syndicate” (dentre outras, é claro).

Também gravei também um vídeo de gameplay, o qual segue abaixo. A Volition realizou um trabalho sensacional neste terceiro título da franquia, e temos aqui um jogo que, apesar de sua pretensa temática séria, consegue nos fazer rir demais dentro de pouco tempo e com muita frequência. O jogo já começa a mostrar sua personalidade desde o início, com uma espécie de paródia de Star Wars que vai fazer muita gente rir bastante.

Saints Row: The Third é um jogo de mundo aberto que possui realmente grande personalidade, mesmo sendo um jogo que se utiliza bastante de diversos elementos engraçados cobertos por uma capa de seriedade. Ocorre que esta tal capa é bem tênue. Em The Third, você é livre para fazer quase tudo. Até mesmo para customizar o seu personagem como bem entender. A ferramenta de personalização do jogo é fantástica, e você pode ir desde o mais perfeito “estilo gangster” até ridículos personagens vestindo as mais ridículas roupas e/ou fantasias. Mas não se preocupe, você não será o único: ao andar pelas ruas você também encontrá gente maluca como você (caso opte por um estilo maluco, é claro). No melhor estilo GTA (ou pior), o novo título da Volition também permite que você aja da pior maneira possível, inclusive contra civis. Mas, nestes casos, a polícia virá com força total contra você.

Saints Row: The Third, além da campanha principal, também oferece uma série de outras atividades interessantíssimas e sempre divertidas. Você pode escolher entre missões onde terá como único objetivo causar a maior destruição possível utilizando um tanque de guerra, missões onde certos alvos terão de ser assassinados, e missões onde terá de roubar alguns carros, por exemplo. Missões onde helicópteros e outros tipos de alvos terão de ser destruídos também fazem parte da diversão. Digo diversão porque, pelo menos para mim, Saints Row: The Third é tudo, menos um jogo sério. Não que jogos sérios sejam incapazes de nos proporcionar diversão, é claro, e até mesmo o conceito de “seriedade” é muito relativo. Mas este título é realmente um “caso sério”.

Também existem as estranhíssimas porém extremamente hilárias atividades do Prof. Genki, sem falar que vez ou outra, nas ruas, você pode se deparar com membros de gangues rivais. Em Saints Row: The Third você pode ir adquirindo determinadas propriedades espalhadas por Steelport e, assim, aos poucos, ir aumentando sua área de influência e seus lucros. Além disso, diversos outros objetivos e missões também fazem parte do game. Trata-se de outro jogo que pode “roubar” muitas horas do jogador.

Vale lembrar que logo no início uma das primeiras missões dos Saints é tomar para si um enorme prédio que, a partir de então, passa a ser o quartel general da gangue. O prédio conta com estacionamento e heliporto, portanto, veículos e aeronaves que você “conseguir” podem ser adicionados à sua coleção, e quando em perigo, você pode tanto chamar alguns membros dos Saints quanto solicitar a rápida entrega de qualquer um de seus veículos. Não há limites, aliás, quanto ao que você pode “solicitar” nas ruas, no tocante aos veículos.

Uma das coisas que mais gosto em um jogo eletrônico é dirigir, e em Saints Row: The Third você pode, se desejar, fazer isto por horas, desde que não chame a atenção da polícia. Durante tais passeios, aliás, não é difícil se deparar com felpudos e ridículos personagens perambulando pelas ruas, e se você realizar um drift com seu carro em um cruzamento, por exemplo, algumas mulheres muito malucas podem começar a dançar. Ontem mesmo uma destas digníssimas senhoras começou a requebrar o esqueleto simplesmente pelo fato de eu ter estacionado minha possante moto perto dela.

O jogo é muito maluco, mesmo, e isto o torna um passatempo muito interessante. Você pode tanto jogar por jogar, digamos, e obter uma experiência muito divertida, quanto jogar de forma séria. Tanto faz. De qualquer forma, em maior ou em menor grau, você evoluirá, ganhará mais respeito e poderá desbloquear novos itens e upgrades. A história do jogo não é nada profunda, é claro. E creio até que este não era o objetivo da Volition. O negócio em Saints Row: The Third é esculhambação, diversão, momentos totalmente malucos, etc.

Que dizer de um jogo que oferece ao jogador a oportunidade (após ser jogado para fora) de se lançar contra a cabine de um avião em pleno voo, sobreviver e ainda participar de um tiroteio enquanto está em queda livre? Nada mal, não é? Saints Row: The Third pode colocar o jogador em situações muito estranhas, e Steelport pode se transformar em um verdadeiro circo onde, muitas vezes, o jogador é apenas um expectador. Diversas atividades, missões e ocorrências inusitadas fazem parte do dia a dia do chefão dos Saints, em Saints Row: The Third. E um simples passeio de carro pode ser motivo para muitas aventuras e risadas.

Um trânsito caótico pode muitas vezes resultar em batidas absurdas, e você pode passar observando calmamente, no conforto do seu carro, ouvindo desde um rock and roll nervoso com vocal gutural até Vivaldi. É, batidas ocorrem no trânsito de Steelport sem a sua influência. Você também pode observar a polícia da cidade parando carros para averiguação, etc.

A cidade parece ter vida própria, e se você iniciar algum tipo de ação suspeita e/ou perigosa é muito provável que os cidadãos em volta comecem a correr. O próprio game não se leva muito a sério, e isto fica bem claro nas atitudes de diversos NPCs e nas próprias missões. Uma das gangues rivais, aliás, a dos “Luchadores”, é um verdadeiro “espetáculo visual”. A proposta de Saints Row: The Third fica bem clara logo de início: não o leve a sério. Pelo menos, não da mesma maneira que levaria um Battlefield 3, um RAGE, um Deux Ex, por exemplo. Trata-se de um jogo que, em determinados momentos, pode até mesmo “tirar sarro de si próprio”, o que não o desmerece nem um pouco.

Gravei um vídeo de gameplay deste fantástico título, onde jogo algumas missões e passeio um pouco pela cidade. Segue abaixo, espero que gostem:

Link para o vídeo em 720p:

http://www.youtube.com/watch?v=TOpRJ47HUnE&hd=1

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