Ontem à noite matei meu primeiro dragão em The Elder Scrolls V: Skyrim. O nome da criatura era Mirmulnir, e confesso que a luta foi bem fácil. O impacto e a sensação de felicidade causados pelo acontecimento, entretanto, foram enormes, principalmente porque a partir daí fiquei sabendo (dentro do jogo, é claro), que era um Dragonborn. Mirmulnir estava atacando uma Torre de Vigia em Whiterun, e a missão de matá-lo me foi dada pelo próprio Jarl Balgruuf. Junto comigo vieram alguns soldados e a guarda costas de Balgruuf, Irileth.

Os soldados na torre estavam meio que apavorados, e os rugidos do dragão eram realmente apavorantes. Quando o avistei no céu confesso que meu sangue gelou, e observe que diversos NPC’s dizem que existem dragões ainda maiores e mais perigosos que o “pobre” Mirmulnir. Bastaram algumas flechadas e um pouco de paciência até ele pousar, para logo em seguida cair com tudo em cima do bicho e dar cabo do infeliz com alguns golpes de espada.

Algo interessante, entretanto, ocorreu neste momento. Como um Dragonborn, absorvi algo do dragão. Algo de seus poderes, de sua essência. Digamos que eu tenha começado a aprender a falar na língua dos dragões, e a “Unrelenting Force” foi o primeiro poder que aprendi (Shout), ou melhor neste caso, ganhei.

Confesso que apesar da facilidade deste primeiro embate contra os monstros alados, fiquei abismado com a ambientação (era uma belíssima noite com um céu repleto de nuvens esparsas que teimavam em esconder algumas estrelas) e com o vulto negro pairando no ar, por alguns momentos, e então dando voltas e se aproximando rapidamente. A Bethesda conseguiu realmente criar, digamos, uma série cujos títulos podem ser jogados de forma independente sem nenhum problema. É claro que o jogador, neste caso, perde diversos elementos do universo da série, mas ainda assim a experiência é possível e até extremamente recomendável, eu diria.

Após o primeiro contato (in-game) com a palavra Dragonborn, diversas pessoas em vários locais não param de me saudar e mencionar Tiber Septim, uma das figuras mais famosas em Tamriel e outrora imperador de Cyrodiil, o qual, aliás, deu origem à linhagem dos “Septims”. Até mesmo mercadores e pessoas com as quais me encontro nas ruas mencionam estes fatos, e isto é um tanto quanto curioso, além de algumas vezes engraçado.

Em Whiterun, também, ganhei uma guarda costas: a belíssima Lydia, a qual realmente prestou grande ajuda em momentos de grande necessidade. É extremamente notável como estou conseguindo evoluir mais facilmente na “arte do lockpicking”, algo que para mim, em Oblivion, era um verdadeiro tormento. Bom, não cheguei a jogar Oblivion por muito tempo, também. Mas Skyrim está se mostrando um mundo repleto de atrativos que certamente me manterão a ele ligado por muito tempo.

Minha jornada, juntamente com Lydia, para o monastério dos Greybeards, em High Hrothgar, foi fantástica. Tais monges me forneceram instruções adicionais a respeito dos Dragonborns e me ensinaram também algumas outras coisas. Além da enorme distância que percorremos, pude apreciar a beleza de diversos locais de Skyrim. O amanhecer e o anoitecer sempre são belíssimos, e o encontro com bandidos e criaturas selvagens também são sempre inesperados e muito instigantes.

Existem situações onde você é inclusive ameaçado por bandidos, e pode dar o que eles querem ou então partir para a luta. É claro que jamais dei a bandido algum coisa alguma. Muito pelo contrário, sempre coletei os mais diversos itens de seus cadáveres, após matá-los. Topar com gigantes e mamutes também são momentos impressionantes, vale mencionar. E as montanhas geladas representam outro espetáculo à parte. É possível sentirmos o frio que reina lá em cima. A neve e o vento chegam a atrapalhar nossa visão em muitos momentos, e como se não bastasse, ainda existem os Frost Trolls. Eles são realmente um “osso duro de roer”.

Tive uma experiência não muito agradável com eles, após aceitar uma side quest da Jarl de um pequeno povoado chamado Morthal. Neste local, existe a suspeita de que um Nord chamado Hroggar tenha posto fogo de propósito em sua própria casa, matando sua esposa e sua filha. O fantasma de sua filha,  Helgi, acaba me prometendo revelar algumas informações se eu brincasse de esconde-esconde com ela.

Só o que sei é que após isso acabei me perdendo, não achei a garota (ainda) e fui parar em um local em ruínas onde quatro Frost Trolls me atacaram, ao mesmo tempo. Após morrer algumas vezes, consegui dar cabo das criaturas, usando a magia “Flames”, muita stamina e o Shout “Whirlwind Sprint”. É, é preciso correr muito desses bichos, não somente atacar. Eles são extremamente fortes e rápidos, apesar do tamanho.

Fui também ludibriado em um local chamado Ustengrav, e o autor do “roubo”, digamos assim, na verdade desejava me ajudar, se certificando antes, porém, que eu era realmente um Dragonborn. É sensacional a variedade de experiências que Skyrim proporciona, mesmo que você não esteja a fim de realizar nada principal/importante. Viajantes e pessoas dentro das cidades podem nos fornecer as mais diferentes side-quests, sendo que muitas são bem grandes e envolventes.

Já me deparei com aprendizes de magos que tentaram, digamos, me eletrocutar, e também com inimigos bem fortes que me fizeram alterar drasticamente minha estratégia durante a batalha. Caminhar pelas bordas dos rios em Skyrim é uma experiência sem igual; em determinados locais você chega a observar peixes saltando da água, e também pode correr o risco de se deparar com caranguejos gigantes. Aranhas gigantes também fazem parte do “cast” de inimigos que encontrei até agora, e olhem que estou com mais ou menos 13 horas de jogo, apenas.

Agora estou partindo em uma nova aventura, na companhia de Delphine. Esta é a mulher que me ludibriou, como disse acima. Ela acredita na volta dos dragões, e estamos indo para uma cidade chamada Kynesgrove, onde Delphine acredita que outro dragão ressurgirá. Posso dizer que Skyrim se torna cada vez mais interessante, e a existência dos dragões torna tudo mais fascinante ainda. Confesso também que já fui pego em alguns atos ilícitos: nada que algumas moedas de ouro não resolvessem, entretanto.

Skyrim é sensacional. Este jogo pode muito bem fazer com que alguém que jamais tenha tido contato com RPG’s passe a apreciar o gênero, por exemplo. Ele é simples de se aprender, difíceis são muitos dos desafios apresentados. E seus gráficos, suas quests, sua história, seus personagens, são extremamente cativantes.

 

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