Jamais imaginei que uma simples galinha seria motivo para decretarem minha morte, em Skyrim. Mas foi o que aconteceu. Enquanto viajava para a cidade de Solitude, ontem à noite, me deparei com um pequeno vilarejo, no qual um povo muito amistoso até me convidou para cortar lenha juntamente com eles (e ganhar dinheiro em troca de meu trabalho, é claro). Mas, como sou muito curioso, acabei notando algumas galinhas espalhadas pela cidade e, sem saber bem ao certo por que, acabei sacando meu machado e dando cabo de uma delas.

Isto foi o suficiente para que um guarda logo gritasse que as galinhas eram importantes para eles (bom, penso que na culinária), e chamasse diversos outros. Enquanto permaneci na cidade, fui atacado seguidamente por guardas armados até os dentes. É claro que tive de me defender e matar todos os que me atacaram, enquanto fugia da cidade. Acabei ganhando “Bounty” no lugarejo, também, ou seja, sempre que passar por ali serei visto como um criminoso. Isto aconteceu porque, logo após matar a tal galinha, resolvi não pagar a taxa proposta nem tampouco ser preso. Não, um Dragonborn não cede a estas coisas. Claro, sempre existem as consequências.

Logo mais adiante me deparei com um pequeno navio ancorado em um pequeno porto. Tudo estava escuro, e uma torre de vigia estava posicionada logo ao lado. Resolvi entrar no navio, e descobri que o mesmo pertencia a alguns bucaneiros, os quais me atacaram, então. Consegui matar todos eles e passear à vontade pelo navio. Invertendo as coisas, acabei na verdade saqueando o navio. Consegui muito ouro, alguns objetos, poções de cura e até uma cimitarra. Muito bacana, e me senti muito realizado. Matei os “caras malvados” e ainda me dei bem.

Bacana não foi, entretanto, a subida para Solitude. A neve começou a cair com enorme força, e fiquei com medo até mesmo de me perder em meio às montanhas. Cheguei até a encontrar um pessoal muito amigável que me ofereceu inclusive uma bebida. Lobos não faltaram, nesta longa caminhada. The Elder Scrolls V: Skyrim se mostra cada vez mais atrativo. Cada vez mais viciante. Situações muito diferentes podem ser experimentadas pelo jogador durante o gameplay. Esta minha viagem para Solitude tem a ver com Delphine e o dragão que matei (o segundo) em Kynesgrove, lugar que, pelo que parece, é também um cemitério de dragões. Este dragão que matei em Kynesgrove, aliás, se chamava Sahloknir, e durante o episódio pude até mesmo topar com Alduin. Foi fantástico.

Fantásticas também são as escolhas e as situações incríveis nas quais somos inseridos por Skyrim. Tive até mesmo a chance de praticar, digamos, eutanásia. Outro dia topei com um velho orc que, cansado de viver e, segundo ele, já tendo feito tudo o que queria em sua vida, desejava que alguém o matasse. Obviamente eu poderia ter seguido em frente, mas entre as opções de diálogo se encontrava uma que me permitia “ajudá-lo” neste seu desejo. Tentei, antes de escolher esta opção, dissuadi-lo, mas não houve acordo. Tive então de lutar contra o pobre orc e matá-lo, o que certamente era o que ele desejava.

Skyrim me envolve cada vez mais com seus ambientes grandiosos, com sua majestosidade, com a grande variedade de personalidades que possui e com a enorme gama de possibilidades que oferece. Cada viagem nos oferece a oportunidade de descobrir novos locais. Novas cavernas, ruínas antigas, novas cidades, novos perigos e novos desafios. Não foram poucas as vezes em que resolvi entrar em ruínas antigas e tive de enfrentar magos e esqueletos ambulantes, alguns deles equipados inclusive com elmo e escudo, além de espadas ou arcos.

O nome do jogo parece “piscar” em minha mente o dia inteiro, e eu gostaria de possuir mais tempo para jogá-lo. Para piorar as coisas, ainda instalei um tema do jogo em meu Windows 7, então, trabalho o dia todo observando wallpapers do jogo. Muitas pessoas têm dito que matar dragões é algo fácil em Skyrim. Posso dizer que não tenho encontrado dificuldades, até agora. Principalmente depois que a fera desce ao chão. Mas o ato de matar um dragão, a observação de sua movimentação no ar, a sensação que sentimos após o combate, etc, são maravilhosos. Talvez pelo ar de majestosidade que as feras aladas possuem, não sei.

Tigres e ursos também não têm me causado dificuldades. Entretanto, isto pode variar conforme o “conjunto de combate” que você esteja utilizando no momento. Obviamente (e isto é algo totalmente normal e esperado), você terá maior ou menor dificuldade em combate conforme sua evolução, suas habilidades e seu armamento. Aliás, trocando em miúdos, note que uma simples “Iron Sword” jamais “baterá” um “Orcish Battleaxe”, nem tampouco a “Iron Greatsword of Chills” (principalmente se “equipada” com algum encantamento).

Skyrim é enorme. Divertidíssimo. Como bem disse um leitor do XboxPlus, é um título que pode muito bem fazer um jogador abandonar outros jogos por muito tempo. Dragões sendo ressuscitados por outros dragões é algo que começa a se tornar muito interessante, por exemplo. E brincar de esconde-esconde com fantasmas (ok, ainda não encontrei o fantasma da pequena Helgi) é também sensacional. E por falar em fantasmas, podemos até mesmo encontrar pobres almas que nos atacam a mando de algum mago maléfico, por exemplo. Chega a ser tragicômico ouvir estes fantasmas gritarem durante o combate que eles não têm culpa, que foram forçados, que é melhor partirmos para evitar o pior, etc.

A Bethesda mais uma vez nos brindou com um título maravilhoso, em diversos sentidos. Gráficos belíssimos, ambientes repletos de vida e de motivos para arrumarmos mais “trabalho”, histórias extremamente interessantes, quantidade de quests quase infinita, combates empolgantes, principalmente com aquelas “finalizações” em câmera lenta que nos empolgam ainda mais e nos fazem não embainhar a espada, aguardando por mais inimigos mesmo que não exista mais nenhum, e um mapa que ainda conta com “regiões escondidas“.

Ontem à noite salvei meu jogo no caminho para Solitude, em meio a uma nevasca fortíssima e à maravilhosa sinfonia noturna promovida por diversos lobos nas redondezas. Hoje devo continuar minha caminhada solitária. Skyrim me chama com grande força.

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