The Elder Scrolls V: Skyrim é tão imersivo e profundo que o jogador pode até mesmo vivenciar situações corriqueiras do cotidiano, em seu universo. Existem “NPC’s espírito de porco” que parecem fazer de tudo para nos arrastar a “quests” maravilhosas que nos renderão poder e riqueza incalculáveis. Claro, tudo balela.

Outro dia, enquanto me dirigia a Riften, me deparei com um “pobre coitado” sentado à beira do caminho. Desarmado, trajes puídos, etc. Conversando com o cara, ele disse que se chamava Telrav e que havia sofrido um ataque de alguns bandidos. Quando ele solicitou minha ajuda, não pensei duas vezes, e o segui ladeira acima. Mas logo percebi que existia mais gente ao redor. O tal “pobre coitado” então desapareceu por alguns momentos e saiu de trás de uma pedra, empunhando uma espada, acompanhado de mais uns quatro personagens. Ainda tive de ouvir suas gargalhadas.

A batalha durou alguns poucos segundos, creio eu, e pude então prosseguir em minha viagem para Riften. A maneira como o jogo nos coloca em situações as mais diversas e, no entanto, ligadas de alguma forma, é fantástica. No mesmo dia em que escrevi a respeito do serial killer em Skyrim, pude presenciar uma execução na qual o condenado foi morto imaginem de que forma? Decaptado! Claro: temos aqui uma coincidência.

Mas o “Radiant Story System” parece funcionar de maneira muito mais complexa do que aquilo que eu imaginava. Ocorrências em lugares distantes muitas vezes são ecoadas em outros locais, através de similaridades sutis que nos deixam perplexos. Ao roubar um cavalo que aparentemente não possuía dono e se encontrava próximo à uma torre em Nilheim, jamais iria imaginar que um posterior cavalo comprado, mais adiante, seria roubado por alguns Khajiit’s. Nem tive tempo de correr atrás. Triste destino.

Skyrim é o tipo de jogo eletrônico que prende o jogador não somente com belos gráficos e um enredo profundo. Ele também fornece uma experiência vívida que, apesar da ambientação e da época, conta com diversas semelhanças com muito do que vivemos no mundo real. Podemos ser envenenados, podemos casar, podemos possuir algum estabelecimento, podemos roubar, podemos matar inocentes, podemos ajudar necessitados, etc.

O jogo também é dotado de uma grande e brilhante aura que sempre o torna atrativo, mesmo após horas de gameplay. Você sempre quer descobrir o que há dentro daquelas velhas ruínas. O que se esconde naquela escura e úmida caverna. Você se vê preso em meio a uma forte trama cujas teias foram tecidas, talvez, por todas as aranhas presentes no game.

Fui assaltado em The Elder Scrolls V: Skyrim. Qual será o próximo desgosto que sofrerei? E qual será a próxima alegria? É claro que tanto uma quanto a outra situação, independentemente de qualquer coisa, provocam enorme prazer, pois deixam bem claro que o jogo é realmente fantástico. Agora pretendo partir em busca de Lobisomens, ou melhor, de seus poderes. Talvez Whiterun seja um bom lugar para começar.

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