(Preview) LiquidSky: seu próprio PC para games na nuvem, com servidores em São Paulo

Recebi acesso a uma conta de imprensa na LiquidSky e tive a oportunidade de testar o serviço durante alguns dias. Utilizei o beta 2.0 do serviço e confesso que fiquei bastante empolgado com o que vi. A LiquidSky oferece algo sonhado por muitos jogadores de PC.

Ela oferece algo já prometido por empresas como a finada OnLive, por exemplo (adquirida pelo Sony): a possibilidade de rodar jogos eletrônicos pesados, com gráficos de última geração, em computadores modestos, equipados com placas de vídeo menos poderosas ou até mesmo com vídeo onboard.

Estamos falando aqui a respeito da possibilidade de rodar games atuais, modernos, desenvolvidos para rodar apenas em PCs parrudos, em máquinas mais modestas, em um daqueles “PCs da Xuxa”, por exemplo.

A LiquidSky

Estamos falando em uma espécie de “Netflix dos games”, em uma espécie de serviço de streaming de jogos A LiquidSky conta com datacenters em diversos locais do mundo, e se propõe a oferecer soluções para alguns dos problemas enfrentados pelo OnLive: altíssimas latências e catálogo reduzido.

De fato, a LiquidSky oferece um serviço extremamente diferenciado. Não há um catálogo limitado. Muito pelo contrário: a limitação do catálogo depende do usuário. Tal limitação é imposta apenas pelo tamanho da biblioteca deste último. O serviço roda qualquer jogo, salvo raras exceções, de várias lojas, DRMs e serviços: Steam, Origin, uPlay, GOG, Nuuvem, Battle.net/Blizzard, etc.

LiquidSky - Logo

Ou seja, não estamos falando a respeito de uma loja, com as consequentes limitações. Não se trata de uma plataforma, ou algo do tipo. É, também, algo bem diferente do OnLive, por exemplo. Aqui, você instala/utiliza sua plataforma preferida. Você acessa e utiliza um sistema operacional remotamente. O Windows 10, para ser mais preciso. Aquele mesmo que você talvez utilize no seu escritório, diariamente.

E você escolhe. Quer utilizar games sem DRM? Sem problemas, utilize sua conta do GOG à vontade. Quer centralizar todos os seus jogos na plataforma da Valve? Sem problemas também.

Latência e servidores

Em relação à latência, contamos com pings baixíssimos. Entretanto, vale ressaltar que um dos pré-requisitos para usar o serviço é justamente a distância física: o usuário deve estar a no máximo 500 (quinhentos) quilômetros de distância de algum dos datacenters (no meu caso, do datacenter de São Paulo – SP).

Dito isto, estamos prontos para experimentar tudo o que o serviço tem a oferecer, valendo lembrar, obviamente, que estamos lidando com algo que ainda se encontra em fase beta e que possui problemas, é claro.

Vale ressaltar que a empresa afirma que tudo depende da conexão do usuário, do hardware e do título que será jogado. Ela também diz que é possível obter uma experiência razoável em distâncias superiores (até 1500 quilômetros), sem prometer nada, entretanto. De maneira independente, pings inferiores ou iguais a 35 ms também são suficientes, vale ressaltar.

Os servidores da LiquidSky são todos da IBM. A LS trabalha em um esquema de parceria, arrendando toda a infraestrutura, sendo que novos datacenters serão adicionados ainda em 2017 (e mais em 2018 e no futuro próximo).

A empresa afirma estar trabalhando para aprimorar serviços e infraestrutura, em busca de latências mais baixas e suporte global, e com isto, espero sinceramente que em breve tenhamos novidades que quebrem esta “barreira” dos 500 (quinhentos) quilômetros.

Por exemplo, o serviço pode funcionar muito bem no Brasil para moradores de São Paulo e redondezas, mas não muito bem para outras cidades e estados, e assim por diante.

Confira abaixo a lista de datacenters atuais da LS:

  • São Paulo – SP – Brasil;
  • San José – Califórnia – EUA;
  • Dallas – Texas – EUA;
  • Washington DC – EUA;
  • Cidade do México – México;
  • Londres – Reino Unido;
  • Frankfurt – Alemanha;
  • Milão – Itália;
  • Seul – Coreia;
  • Tóquio – Japão;
  • Sydney – Austrália;
  • Chennai – Índia;

Vale lembrar que o serviço de streaming de games também funciona em tablets e smartphones rodando Windows (algum Surface, por exemplo), e em breve serão também disponibilizados clientes para Mac e Linux. No caso do Android, o lançamento do cliente acontecerá durante a primavera no hemisfério norte.

Cada usuário, durante o primeiro acesso, é automaticamente direcionado a um teste, o qual determina então qual é o datacenter mais adequado/próximo. No meu caso, fui conectado rapidamente ao datacenter de São Paulo-SP, com um ping excelente de 33 ms. Ótimo, não?

O SkyComputer

A LiquidSky conta atualmente com mais de 1,6 milhões de usuários distribuídos pelo mundo todo. Trata-se de uma solução DaaS (Desktop as a Service), e logo você perceberá porque. Após o login, nos deparamos com um ambiente que, de certa maneira, se assemelha bastante àquilo que vemos quando acessamos uma máquina remotamente, através de uma ferramenta como o TeamViewer, por exemplo.

Sim, estamos acessando um PC remoto, de certa forma. O nosso PC para games, na nuvem da LiquidSky. O nosso SkyComputer. Tal PC roda Windows 10, e ele está pronto para ser utilizado, logo após o login.

Vale também lembrar que somos livres para instalar qualquer outro software/ferramenta no nosso SkyComputer, ou seja, podemos rodar não apenas games, mas também softwares gráficos pesados, ferramentas 3D, etc. O céu é o limite, apenas, e por motivos óbvios e válidos não são permitidos torrents, pirataria e coisas do tipo.

Você pode, na verdade, utilizar seu SkyComputer, o seu poderoso PC na nuvem, para qualquer coisa. Se você desejar utilizá-lo apenas para navegar na internet, tudo bem. Se desejar utilizá-lo para assistir a filmes e séries na Netflix, tudo bem também. Se desejar utilizá-lo para jogar Candy Crush no Facebook, sem problemas também. É claro que nestas situações você estará desperdiçando tempo, recursos e dinheiro, sem falar que a máquina que está “em suas mãos” é bastante poderosa.

LiquidSky

Mas é bem interessante ressaltar a maneira como funciona um SkyComputer: ele é seu. Cookies e senhas permanecem salvos, por exemplo. Configurações e aplicativos (e ajustes dentro destes) permanecem. Ajustes e preferências nos navegadores também (aliás, você pode baixar o navegador de sua preferência). É um computador poderoso, “parrudo” e todinho seu, na nuvem, acessível à partir de qualquer lugar.

Você também pode baixar, por exemplo, seu gerenciador de senhas preferido (como o Roboform, quem sabe). Qualquer software, na verdade (exceto produtos piratas, que fique bem claro), pode ser baixado, instalado e utilizado.

O cloud computer é seu enquanto você pagar por ele, respeitadas as limitações dos planos e pacotes que você escolher ou então aquelas do plano gratuito (sim, também existe um plano free, e falarei a respeito dele mais abaixo).

Baixou o cliente Steam e nele fez login? Tudo bem: passou pela verificação em duas etapas, o Steam será iniciado sempre que você entrar no seu SkyComputer, no seu ambiente, no seu próprio Windows 10 na nuvem, daí em diante (desde que você configure assim, obviamente). A mesma coisa vale para qualquer DRM, loja, cliente, sistema, etc. Origin, uPlay, GOG, Battle.net, etc.

Requisitos

Vale lembrar que para uma boa experiência é essencial ter uma boa conexão com a internet. A LiquidSky solicita uma conexão de no mínimo 5 Mbps, mas sabemos que isto não é suficiente, a menos que você queira lidar com screen tearing, quedas de performance, congelamentos e coisas do tipo. Lembre-se, é um “serviço de streaming de games” – a internet, aqui, é algo essencial.

Eles na verdade recomendam no mínimo 20 Mbps, vale lembrar. Isto para uma experiência a 1080p e 60 frames por segundo. No caso de conexões com velocidades inferiores, é recomendável a realização dos devidos ajustes para a adequação a 720p e 30 frames por segundo. Lembre-se: a qualidade da internet e do wi-fi é essencial. A qualidade deste último, além disso, é importantíssima – se você não conseguir se livrar de problemas e/ou interferências, opte pelo bom e velho cabo.

No meu caso, testei em dois locais diferentes: em uma “antiga conexão GVT (agora Vivo)” de 35 Mbps e em outra conexão, uma Vivo Fibra de 100 Mbps. Já em relação ao Wi-Fi, é recomendada a utilização de 5 GHz para uma melhor experiência, para reduzir interferências. No entanto, em ambas as situações, utilizei roteadores operando na frequência de 2,4 GHz sem maiores problemas, salvo interferências e falhas que foram resolvidas com mudanças do notebook para locais mais próximos do roteador e também com trocas de canais. Também testei com o notebook conectado diretamente ao roteador, via cabo, aí sim com resultados extremamente melhores.

Os requisitos de sistema para utilizar o promissor serviço de cloud gaming são bastante modestos, como você pode perceber abaixo:

Windows

Versão: 7 ou mais recente;

Memória RAM: 2G no mínimo;

Espaço em disco: 250MB;

Placa de vídeo: onboard;

Aproveite também para conferir os requisitos mínimos da LiquidSky 2.0 para Android e Mac, e prepare-se para quando ela for lançada:

Android

Versão: Jelly Bean 4.4 ou superior;

Memória RAM: 1 GB;

Armazenamento disponível: 75 MB;

Mac

Versão: OS X 10.9 Mavericks;

Memória RAM: 4 GB;

Espaço em disco: 250 MB;

Sistemas de testes

Aliás, vale mencionar os sistemas onde realizei os testes. Utilizei, por motivos óbvios, máquinas bem simples. Máquinas que não conseguiriam rodar, de outra maneira, os jogos especificados mais abaixo.

Uma da máquinas, aliás, é extremamente modesta e antiga. Demais, na verdade, e ela foi um dos motivos de minha empolgação com a LiquidSky (tudo bem, a outra também não é lá essas coisas), principalmente levando em consideração os títulos que testei, os quais mencionarei mais abaixo.

Tal equipamento estava encostado já há algum tempo. Trata-se de um notebook HP Pavillion DV4-2112Br, lançado no início de 2010 e equipado com um processador AMD Athlon II Dual-Core M320 rodando a 2.10GHz, 3 GB de memória RAM DDR2 800MHz, HD de 320 GB, tela de 14,1 polegadas 1280 x 800, Wi-Fi 802.11b/g integrado e placa gráfica integrada “ATI Mobility Radeon HD 4200 Graphics” (máquina rodando Windows 10 Home de 32 bits).

Minha segunda máquina de testes foi um desktop normal, com placa de vídeo onboard. Este PC também roda Windows 10 Home de 32 bits, e conta com HD de 1TB (não que isto importe muito para a utilização desta nossa “Netflix para games”, afinal, tudo fica armazenado lá, na nuvem – cada SkyComputer conta com um determinado espaço em disco).

Esta segunda máquina de testes, utilizada com menos frequência do que o notebook acima mencionado, possui o seguinte hardware: processador Intel Core i3-3250 rodando a 3.50GHz, 4GB de memória RAM DDR3 1600 MHz, monitor com resolução de 1360×768, está conectada diretamente ao roteador, via cabo, e possui vídeo onboard.

Download veloz

A LiquidSky oferece velocidades de até 1 GB/s para download e 100 MB/s para upload. As velocidades são realmente absurdas! Além disso, assim que você se conecta ao seu SkyComputer, percebe logo um ícone do Fast.com na área de trabalho. Ao realizar o teste, se depara com velocidades surpreendentes, pelo menos para nossa realidade.

Veja o resultado de um teste realizado há pouco, no meu SkyComputer:

Liquidsky Fast.com

É realmente absurdamente alta, tal velocidade, e baixar games enormes leva, portanto, pouquíssimo tempo. Foi assim com Overwatch, foi assim com GTA V, foi assim com diversos outros títulos, o que economiza tempo, SkyCredits e também ajuda a agilizar a jogatina.

Games testados

Testei os seguintes games no meu SkyComputer:

  • GTA V;
  • Overwatch (todas as partidas multiplayer transcorreram sem problemas, sem lags ou coisas do tipo – sem quaisquer problemas diretamente ligados à LiquidSky);
  • Crysis (sim, eu tinha que testá-lo);
  • Battlefield 4;
  • Need For Speed Most Wanted (2012);
  • Metro 2033 Redux;
  • Deus Ex: Mankind Divided;
  • Dishonored 2 (Demo);
  • DOOM (Demo);

A LiquidSky também recomenda que não utilizemos configurações e ajustes máximos. Ou seja, nada de “jogar tudo no ultra” e pronto. No meu caso, basicamente, o que fiz foi deixar tudo em “High”, salvo uma ou outra opção em que fui mexendo manualmente. Em Crysis, por exemplo, utilizei o botão “optimal settings”, e o próprio jogo definiu todas as configurações para “high”.

É claro, em alguns jogos fui ajustando um ou outro filtro, um ou outro detalhe, uma ou outra configuração. Anti-aliasing, V-Sync, sombras, partículas, texturas, iluminação, depth of field, etc.

Na demo de DOOM, por exemplo, defini o ajuste “overall quality” para “high” e todos os ajustes foram então posicionados em “high”: tudo funcionou muito bem. E, um detalhe: em todos os jogos, na maioria das vezes, consegui obter os 60 frames por segundo, que é o que promete a LiquidSky.

DOOM

A empresa, entretanto, ainda afirma estar otimizando jogo a jogo, e desta forma, ainda diz que é possível que problemas ocorram. Daí, também, a recomendação para não rodarmos com “tudo no ultra”, por enquanto. Vale ressaltar que o feedback dos jogadores durante a fase beta é essencial para tais otimizações: tudo isto para que mais e mais títulos possam ser executados da forma mais otimizada possível.

E, assim, e por incrível que pareça, experimentei algumas quedas de frames (na verdade, muitas) em Need For Speed Most Wanted, apesar de sua “idade”, e mesmo tendo tentado reduzir um pouco a qualidade dos gráficos e a resolução.

De qualquer forma, tudo transcorreu muito bem, grande parte do tempo em meu velho HP Pavillion DV4-2112Br, em sua tela de 14,1 polegadas, a 60 fps. Mesmo no DOOM mais recente, com tudo no “high”. Consegui jogar o título numa boa, sem engasgos, sem quedas de framerate (a promessa da empresa, pelo menos para o SkyComputer que testei, o “Pro”, é de gameplay a 1080p e 60FPS).

Essa interessante “Netflix dos games”

Pense na LiquidSky realmente como uma “Netflix dos games”. Todo o processamento, todo o trabalho pesado, é feito pelos servidores da empresa, lá no em nossos SkyComputers. Imagine que você está recebendo um mero “vídeo” do game, na sua tela, no seu monitor.

Aquilo que você faz, toda a interatividade, todos os comandos (W, A, S, D no teclado, por exemplo, ou cliques com o mouse), etc, ou até mesmo qualquer interação com o controle –  tudo isto é enviado para o servidor. De volta, você recebe os resultados, na forma do vídeo, das imagens. O game roda na nuvem – pense nisto, e não no seu computador local.

Cada SkyComputer é uma máquina poderosa, “parruda”. Uma máquina voltada especificamente para games. Um PC poderoso, o qual pode ser acessado em qualquer lugar. Atualmente, à partir de uma grande variedade de computadores rodando Windows, e também à partir de outros dispositivos rodando o sistema operacional da Microsoft. Em breve, a LiquidSky 2.0 será também acessível em Macs e no Linux, além do Android.

SkyCredits, planos e gratuidade

A LiquidSky utiliza uma espécie de moeda chamada SkyCredit. Em média, cada SkyCredit dá direito a um minuto de acesso a um SkyComputer, para você jogar ou fazer o que bem entender. Porém isto varia conforme o pacote de performance que você escolher. Cada pacote de performance oferece acesso a um tipo de SkyComputer diferente. Vale lembrar que a LS conta com uma plataforma dotada de GPUs de ponta que suportam diversos usuários simultaneamente.

Segundo ela, cada placa de vídeo é poderosa o suficiente para virtualizar vários SkyComputers com performance comparável às principais, mais utilizadas e poderosas GPUs existentes no mercado.

O SkyComputer que testei, o “Pro”, conta com a seguinte configuração:

  • Placa de vídeo: 4GB de memória;
  • Processamento: 6 vCPU Cores;
  • Memória RAM: 16 GB;
  • Capaz de rodar qualquer game, a 60FPS e 1080p;

Existem também outras configurações, inferiores e superiores, conforme você pode conferir abaixo, e é interessante ressaltar que é possível realizar upgrades e downgrades à qualquer momento, sempre antes do carregamento de seu SkyComputer (o estado do mesmo é sempre salvo, desde que você não se esqueça de realizar shutdown – isto é importantíssimo, mas o sistema sempre nos lembra):

LiquidSky - Pacotes de performance

Observe também que cada pacote de performance consome uma certa quantidade de SkyCredits por hora. Ou seja, você pode gastar mais ou menos SkyCredits, dependendo da capacidade do PC na nuvem que escolher (entre 60 SkyCredits por hora e 240 SkyCredits por hora).

Existem 3 maneiras de utilizar a LiquidSky, incluindo uma modalidade gratuita:

  • Free (aqui, você deve visualizar e interagir com anúncios para ganhar SkyCredits e consequentemente ganhar tempo para usar seu SkyComputer);
  • Pay-as-you-go: usuários devem adquirir pacotes de créditos – mais ou menos como um serviço pré-pago;
  • Monthly: aqui você paga uma mensalidade e ganha SkyCredits todos os meses, sem fazer nada;

Obviamente, existem prós e contras em alguns planos. Na modalidade gratuita, você não obtém acesso ao serviço automaticamente. Você cai em uma espécie de fila e não sabe quando vai receber o seu convite.

Além disso, nesta modalidade, a exibição de anúncios é mandatória, e a interação com eles também. O usuário tem apenas 100GB de armazenamento, o que é bem pouco, e tal armazenamento é válido apenas por 03 (três) dias, ou seja, findo este prazo, tudo é eliminado, a menos que você realize algum upgrade.

Já o plano “pay-as-you-go” oferece o mesmo espaço em disco e um prazo mais longo de armazenamento (até 7 dias), o qual também é bastante curto. Aqui, entretanto, a visualização de anúncios é opcional, uma vez que os jogadores podem adquirir pacotes e SkyCredits adicionais e até mesmo realizarem upgrade para o plano mensal.

O plano mais vantajoso, em minha opinião, é o “Monthly” (mensal): você paga US$ 9,99 (cerca de R$ 31,00 – sem impostos) e recebe 500GB de armazenamento. Este armazenamento não expira. Seus games, seus saves, seus arquivos e seus softwares ficam sempre lá, intocados, desde que, é claro, você não deixe que façam downgrade na sua conta.

Neste plano, além disso, a visualização de anúncios é opcional (você só visualiza anúncios se desejar – após seus SkyCredits acabarem, por exemplo, e isto se não quiser adquirir mais créditos), e você ainda recebe todos os meses 2.400 créditos sem fazer nada.

Com tal quantidade gratuita de SkyCredits, você pode jogar 20 horas (no plano de performance “Pro”, veja bem – se for no “Gamer, já são 40 horas).

Caso queira jogar mais, é possível, então, partir para a visualização de anúncios ou então para a aquisição de mais SkyCredits, conforme tabelas abaixo:

Plano mensal

LiquidSky SkyCredits - Plano mensal

Plano pay-as-you-go

LiquidSky - SkyCredits - Plano pay-as-you-go

Obs: SkyCredits são gastos apenas enquanto os SkyComputers estão “ligados”.

Obs 2: para começar a usar agora mesmo a LiquidSky, basta assinar algum dos planos pagos (pay-as-you-go ou monthly).

Problemas e soluções

Nem tudo são flores, entretanto. Obviamente. Estamos falando a respeito de algo que se encontra em fase beta. Apesar da LS recomendar a utilização de um controle (Xbox One ou Xbox 360), eu passei por maus bocados com o meu (360). Geralmente, utilizo um controle em games de corrida e também em títulos estilo plataforma. Testei também o controle em Deus Ex: Mankind Divided, por algum tempo.

E, bem, a princípio a experiência foi um tanto quanto decepcionante: em alguns jogos, como por exemplo em Need For Speed Most Wanted, alguns comandos simplesmente não funcionavam. “Start” não acionava a pausa e, consequentemente, não me permitia entrar na tela de configurações, me forçando então a recorrer ao “esc”. O D-pad também não funcionava.

O analógico esquerdo funcionava em alguns momentos para pilotagem, e em outros não. Enfim, era um caos total, e eu era obrigado, portanto, a pilotar o veículo com o teclado, algo que não funciona comigo neste estilo de jogo.

Já em Deus Ex: Mankind Divided, um jogo relativamente novo, acontecia algo bastante estranho, também: o analógico esquerdo funcionava de forma invertida, e não existia nada errado nas configurações do game. Ou seja, ” para cima” era “para baixo”, e vice-versa.

Além disso, era só ativar o modo “controller pass-through” no desktop do meu SkyComputer que a arma de Adam Jensen ficava maluca, disparando sem parar. Desativando o “controller pass-through”, ou seja, retornando para teclado e mouse, tudo voltava ao normal.

LiquidSky

Obs: e, sim, cada SkyComputer reconhece normalmente este tipo de periférico – basta conectar um controle à porta USB do seu computador local e rapidamente ele começa a funcionar – você nem precisa ter um drive instalado localmente. É simples assim!

Para este problema, até tentei pressionar F12 para desbloquear e bloquear o mouse, sem sucesso – perceba que F12 no SkyComputer serve para “desligar/desbloquear” o mouse no computador remoto, para “tirar o foco” daí. Para que você possa utilizá-lo normalmente no seu PC normal. Perceba também que você deverá alterar a tecla de atalho utilizada para capturar screenshots no Steam. Utilize qualquer outra, mas vale ressaltar que você não poderá utilizar nenhum “F#” – utilize a tecla “Home”, por exemplo.

A solução para este problema com os controles existe, vale destacar. Trata-se de uma espécie de calibração, e encontra-se nos fóruns da LiquidSky: basicamente, basta baixar um simples arquivo .ini e copiá-lo para a pasta do aplicativo, no seu computador (\AppData\Roaming\LiquidSky). Simples e rápido.

Outro problema que percebi (e pude confirmar junto à própria LiquidSky), é que não existe, por enquanto, nenhuma maneira de subir jogos ou arquivos de nosso computador local para nosso SkyComputer. Tentei algumas vezes e me deparei com meu PC na nuvem travado, em uma tela que lembrava um cliente FTP, porém meio que inoperante.

Aqui, minha única saída foi encerrar o processo, reabrir o cliente e realizar login novamente. Segundo eles, temos de subir os arquivos para algum serviço de armazenamento na nuvem (Google Drive, Dropbox, OneDrive, etc) e então baixá-los à partir daí para nosso cloud computer. Foi o que fiz com You Are Empty, já analisado pelo colega Carlos Aquino, do Retina Desgastada.

Ainda entre os “problemas”, vale destacar novamente a internet: fique longe do serviço se não possuir uma internet de qualidade. Se a qualidade do seu Wi-Fi não for boa, também. Máquinas ruins não afastam você da LiquidSky, muito pelo contrário. Internet ruim, por outro lado, sim, te afasta. Oscilações na internet e/ou no Wi-Fi podem afetar a qualidade do serviço, e você pode acabar culpando “algo” ou “alguém” indevidamente.

Finalizando

A LiquidSky é um serviço de cloud gaming bastante promissor. E com a promessa de novos datacenters, em diversos locais do mundo, tudo pode ficar melhor ainda. A possibilidade de jogar títulos modernos em um tablet, em um smartphone, na comodidade de um sofá, ou em um PC modesto, com placa de vídeo onboard, é algo que quase qualquer jogador deseja. É algo prometido pelo OnLive e jamais entregue em sua totalidade, pelo menos com qualidade e estabilidade.

E lembre-se: o serviço pode proporcionar uma economia e tanto para quem não deseja investir em hardware de ponta e se ver às voltas com upgrades, gastos infinitos com novas placas de vídeo, etc.

Vale também a pena destacar que a empresa revelou durante a CES 2017 alguns protótipos de consoles, espécies de set-up boxes, que a transportarão para as salas de estar com muito mais estilo e praticidade. Vamos ficar de olho!

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2 Comments

  1. É bom ver que você está de volta, estava sentindo falta de suas análises.

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