Baixei a demo do jogo Catherine, para Xbox 360, e confesso que me surpreendi bastante. A demo oferece ao jogador dois níveis onde basicamente assistiremos a cutscenes e participaremos dos pesadelos do protagonista, Vincent. Através da demo, não se consegue perceber como será o gameplay fora dos pesadelos, mas quando dormindo, vale ressaltar que Vincent tem de enfrentar sérios problemas.

A desenvolvedora e publisher japonesa Atlus é a responsável por Catherine, game que possui grandes doses de sensualidade, aliás. Falando nisto, o momento em que Vincent acorda e se depara com Catherine ao seu lado, dormindo, é muito hilário, aliás. Suas conversas com sua namorada, Katherine McBride, são um tanto quanto tensas, pois esta o está pressionando. Ela quer se casar, e Vincent está relutante.

Ao jogar a demo de Catherine, é óbvio que o bacana mesmo é participar, ou melhor, jogar, os pesadelos de Vincent, onde ele conversa com ovelhas engravatadas e ele próprio ostenta dois pares de chifres, além de uma ridícula cueca repleta de bolinhas rosa. Entretanto, os pesadelos são um tormento para Vincent. No início do primeiro nível da demo, um pequeno tutorial é apresentado ao gamer, o qual mostra como é a jogabilidade durante os pesadelos.

Basicamente, nos dois “níveis-pesadelo”, Vincent tem de escalar enormes torres compostas de blocos dos mais variados tipos. É interessante ressaltar o fato de que o topo da torre está desmoronando, portanto, o trabalho tem de ser realizado rapidamente. Travesseiros mágicos fornecem “continues” extras. Sim, ao morrer durante os pesadelos, você conta com um certo número de “continues”, e eu realmente não sei o que acontecerá quando eles terminarem

É necessária grande atenção ao lidar com os blocos, também. Em uma pilha em constante movimentação, um movimento errado pode causar um grande desastre. O Vincent pode empurrar, puxar e subir nos blocos. Ele pode formar escadarias com os mesmos, também, através da formação dos “edges”. Blocos posicionados de forma estratégica e apoiados na borda de outros conseguem sustentar o peso do protagonista, mesmo em casos onde tal situação vai de encontro às leis da gravidade.

Durante a subida das torres, você pode recolher moedas, mas ainda não entendi muito bem qual o verdadeiro propósito disto. O segundo nível da demo é bem mais difícil que o segundo, pois ele conta com um monstro horrível que permanece espetando a pilha de blocos com um garfo gigante de tempos em tempos. Caso o tal garfo “encontre” o Vincent, é morte na certa. As “garfadas” também provocam alterações no monte de blocos, as quais algumas vezes são até benéficas para o jogador, dependendo da nova disposição dos blocos.

Esta criatura, aliás, parece não querer deixar o personagem escapar, quando ele chega à saída. Sim, existe uma saída, a qual está localizada no cume de cada monte. A demo de Catherine conta com longas cutscenes, durante as quais Katherine e alguns amigos de Vincent conversam com ele. É digna de nota a preocupação de Vincent com seus pesadelos, ao perguntar a sua namorada se ela sabe de algo a respeito de mortes durante pesadelos.

O Vincent possui um celular que, além de servir para salvar o jogo, permite o envio e o recebimento de mensagens de texto. É claro que não se pode digitar nenhuma frase ou palavra. Tudo isto já está pré-definido. Mas as diversas opções passíveis de escolha provocam reações diferentes tanto por parte do Vincent quanto por parte do receptor, e temos de nos lembrar de que Catherine é um título onde as ações e as palavras proferidas por Vincent influenciam a história.

Isto é algo muito interessante e representa uma motivação a mais para quem aprecia jogos que permitem que o jogador realize escolhas que irão resultar em modificações na trama. Ao final da demo, a frase “mal posso esperar para ver você” aparece em tela, seguida de uma risadinha feminina que, suponho eu, é “obra” de Catherine.

À princípio pensei que os gráficos estilo anime deste novo título da Atlus me causariam desgosto. Sinceramente, não sou fã de animes. Entretanto, tenho de me render: tudo é muito bonito e feito com muito bom gosto. Os personagens conseguem expressar grande emoção, por exemplo, e tudo possui uma grande elegância.

O cenário infernal dos pesadelos de Vincent também é muito interessante. É possível obter-se conselhos dos homens-ovelha, ou ovelhas engravatadas, seja lá o que quer que eles sejam; eles falam com você. Apenas achei que a mecânica de jogo em cada torre/pesadelo é um pouco estranha. Os controles muitas vezes não respondem muito bem, o personagem sobe em blocos quando você queria apenas permanecer parado, etc. Mas é bem provável que até o lançamento tudo isto seja polido.

Acredito que Catherine seja um jogo com enorme potencial. Um jogo de horror escondido sob uma “capa cor-de-rosa”, onde duas mulheres representam forças opostas e marcantes, cada uma ao lado de um homem que não sabe muito bem o que quer da vida. Cada morte de Vincent nos pesadelos é repleta de sangue, e o noticiário logo no início exibe um caso bem estranho, no qual um homem foi encontrado morto em sua cama com uma face expressando enorme horror.

Tudo isto tem a ver, pelo que se pode perceber, com Catherine. Apesar de sua pouca participação durante a demo, Catherine, a personagem, com certeza proporcionará grandes momentos em Catherine, o game. Gostei muito. Se você possui um Xbox 360, recomendo que você baixe a demo do jogo e veja com seus próprios olhos.

Parece haver até mesmo um certo maniqueísmo entranhado no título, e Vincent não parece disposto a optar por um ou outro lado, pelo menos a princípio. Me parece que mais um jogo muito promissor está chegando por aí.

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