Joguei Braid e adorei. O game, repleto de puzzles, muitos deles difíceis pra caramba, encanta qualquer um, seja pela jogabilidade simples ao extremo, seja pelos belíssimos gráficos, lembrando pinturas a óleo. Realmente, é um dos melhores games que já joguei em meu Xbox 360.

Há poucos dias atrás foi lançado um XBLA chamado “The Misadventures of PB Winterbottom”, o qual é uma mistura de plataforma e puzzle. O jogo da “The Odd Gentlemen” possui belíssimos e inusitados gráficos, primando bastante pelo preto e branco, o que ajuda a dar um charme sem igual ao mesmo.

Sobre o game

“The Misadventures of PB Winterbottom” possui diversos elementos interessantes, e o principal deles é o controle do tempo. É por isto que eu mencionei Braid. Mas, entretanto, este tal controle do tempo ocorre de uma maneira diferente da que ocorre em Braid.

Você cria clones de si mesmo. Você grava seus movimentos, ou até mesmo o personagem parado, e logo em seguida é criado um clone. Se você criou este clone “se movimentando”, ele executará indefinidamente tal movimento até que você, digamos, o “mate”, através do botão “Y”. Se você criou um clone estático, ele ficará ali, onde você o criou, parado.

Os clones podem executar, assim, diversas ações diferentes e independentes, enquanto você realiza outras. É como estar em diversos lugares ao mesmo tempo. Por exemplo, você pode criar diversos clones estáticos, parados, e posicionar um em cima do outro. Aí, você sobe na “torre humana” criada e alcança tortas (o Winterbottom adora tortas 🙂 ) ou lugares antes inacessíveis.

Ou, então, você pode se deparar com objetivos inacessíveis, devido a estarem do outro lado de algumas portas. No entanto, existem alavancas que abrem tais portas, mas as mesmas só permanecem abertas enquanto as alavancas estiverem sendo mantidas na posição correta.

Então, o que você faz? Coloca um clone em ação, em movimento! Basta segurar o botão “RT” enquanto corre em direção à porta fechada. Aí, solte o botão RT, e verá que o clone é criado e começará a executar o mesmo movimento em direção à porta que você executou. Em seguida, é só você ir até a tal da alavanca, manter pressionado o botão “X” para mantê-la na posição correta e o seu clone atingirá o objetivo.

Outra coisa bem interessante é que você pode também criar clones estáticos e, através do botão “X”, dar uma “guardachuvada” nos mesmos. Assim, se eles estiverem na beira de um prédio diante do qual existem algumas tortas flutuando no ar, eles pularão em um movimento semelhante a uma elipse e capturarão todas as tortas para você.

São inúmeras as maneiras de utilizar os clones. O Winterbottom ainda pode flutuar, com seu guarda-chuva, o que é uma ajuda e tanto em determinados momentos do jogo. Não sei, mas levando-se em consideração os gráficos totalmente diferentes e belíssimos, a trilha sonora fantástica, e também esta questão da manipulação do tempo, “The Misadventures of PB Winterbottom” pode ser considerado um game do mesmo nível de Braid, em relação à qualidade e à inovação.

O estilo de manipulação do tempo é diferente, entretanto, o que torna ambos os games verdadeiras jóias raras disponíveis na Xbox Live Arcade: uma colorida e outra em preto e branco com alguns toques, digamos, “macabros”. Mas cada uma possui suas respectivas peculiaridades e recursos bem distintos. 🙂

Aliás, “The Misadventures of PB Winterbottom” levou nota 84/100 no metacritic.com. Não sou muito de levar em consideração estas notas dadas pela chamada crítica especializada, e até acho que o game merecia nota melhor. Aliás, no website do mesmo você pode conferir na opção “Awards” os diversos prêmios que ele ganhou.

E se tudo isto fez com que você ficasse ao menos curioso em relação ao game, baixe a demo e dê uma olhada. A versão full custa 800 Microsoft Points. 🙂

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