(A Fila Anda) Quantum Conundrum

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Olá pessoal! Primeiramente, gostaria de lhes apresentar a nova coluna do Xbox Plus, chamada “A Fila Anda”, que surgiu na época em que eu postava no Projeto Jogatina. Assim como hoje (e sempre), tenho uma fila enorme de jogos e era inviável fazer um review completo de todos eles, pois é algo que demanda certo tempo e pode exigir zerar o jogo mais de uma vez. Por outro lado, achava um tanto injusto terminar um jogo e não compartilhar a experiência nele obtida , já que sempre gostei de deixar minhas impressões. A partir daí, pensei nesta forma de falar, rapidamente, sobre o jogo apenas para que ele não passasse “em branco”. O nome é um trocadilho com a expressão que é muito utilizada no Brasil, mas aplicada a jogos. Pois, literalmente, a cada título finalizado, nossa fila de jogos anda um pouco. Em resumo: trata-se, basicamente, de um mini-review. Mas não se preocupem: a tradicional coluna de Reviews continuará existindo no site.

Para começar, vamos falar de Quantum Conundrum.

Ficha Técnica

Título: Quantum Conundrum

Gênero: First Person Puzzle

Desenvolvedora: Airtight Games

Publisher: Square Enix

Data de lançamento:

Plataformas: PC, PS3, Xbox 360

Versão jogada: PC

Preço: R$ 16,99 (Steam)

Sou grande fã de FPS tradicional e tenho gostado muito de suas novas vertentes, com diferentes (e até inusitados) elementos de jogabilidade, como Mirror’s Edge. E, mais recentemente, tenho visto mais jogos no estilo FPP (First Person Puzzle), como Portal e Q.U.B.E. O jogo desenvolvido pela Airtight Games e distribuído pela Square Enix traz, inclusive, um elo com Portal: a diretora do jogo (Kim Swift) também fez parte da equipe do aclamado jogo da Valve. Portanto, qualquer semelhança não será mera coincidência.

Você controla um garoto que está visitando a mansão de seu tio (Professor Fitz Quadwrangle), um cientista no melhor estilo Doctor Brown (De Volta Para o Futuro).  Porém, algo está errado: seu tio não está lá para recebê-lo, ocorre uma explosão logo quando você chega e o lugar parece estar mais estranho do que você se recorda. Sua missão agora é resgatar seu tio, usando sua mais nova invenção: uma luva que pode manipular 4 dimensões (IDS), as quais você vai liberando ao longo do jogo:

  • Fluffy: Os objetos ficam (10 vezes mais) leves, fofos e com textura parecida com toalhas felpudas.
  • Heavy: O inverso da Fluffy, aqui os objetos ficam 10 vezes mais pesados e com um aspecto mais “bruto”.
  • Slow: A famosa câmera lenta, efeito parecido o bullet time de Max Payne, com a diferença de que você continua a se mover na velocidade normal.
  • Gravity: O nome já diz tudo, você controla a gravidade. Ao ativá-la, imagine um imã puxando tudo para cima.

É legal notar toda a atenção aos detalhes que a equipe teve com o uso das dimensões: Além de cada uma ser representada por uma cor diferente, a alternância entre elas fará os mais atentos esboçarem um sorriso:

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Os gráficos são simples. Mas possuem uma textura bem agradável. Apesar da diferença entre os jogos, me lembrou muito Dishonored. Mas, enquanto o jogo da Bethesda tem uma atmosfera mais sombria, gótica, Quantum Conundrum tem uma proposta mais voltada para o humor, ainda que seja um humor negro. Constantemente, seu tio está lhe dando instruções e fazendo comentáriosE até mesmo a tela de Game Over* tira um sarro com o jogador!

A trilha sonora é mediana, mas cumpre sua parte de servir como background enquanto você pensa na solução para os puzzles (o destaque vai para a faixa dos créditos finais). Já os sons estão muito bem feitos, eles pontuam bem as mudanças de dimensões, principalmente na Slow Dimension. A jogabilidade é boa, mas há um detalhe que pode causar desconforto, é a sensação causada pela perspectiva: é normal controlarmos adultos em jogos de FPS, mas em Quantum Conundrum se trata de uma criança. O visual “cartoon” somado a direção de arte pode acentuar um pouco alguns ângulos e isso pode causar incômodo, pelo menos em alguns momentos. Fora isso, o jogo flui bem e depois de acostumar com a ideia de estar controlando um pirralho, não há maiores dificuldades.

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Os puzzles são bem criativos, costumo dividir a resolução deles em duas etapas: a primeira, consiste em descobrir a lógica de resolução. A segunda, em executá-la na prática. À medida em que vamos avançando, as fases usam diferentes proporções entre raciocínio lógico e habilidades de reflexos rápidos (esta última, principalmente nas partes de plataforma). E, conforme vamos habilitando novas dimensões, é incrível ver a forma como elas podem ser mescladas para resolver os mais diferentes quebra-cabeças.

Quantum Conundrum está dentro daquela categoria mais “modesta”, de jogos lançados a US$ 15,00. Ainda assim, sua campanha principal surpreende por render pelo menos 10 horas de gameplay (para mim, rendeu 15!). Sendo assim, seja pelo custo x benefício ou pela diversão, o jogo é altamente recomendado!

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*O jogo não possui tradução oficial em Português, usei uma tradução feita por fãs.

Residente (e natural) da Cidade de Osasco há 29 anos. Já passou por blogs como Super Mundo Robô e Projeto Jogatina. Colaborador dos sites Positrôniko e Cosmic Effect. Para que suas ideias e pensamentos não sejam perdidos, gosta de manter registro escrito deles, de forma privada ou pública. Apesar de gostar de games, cada vez mais joga menos. Sua fila no Xbox 360, PC (e SNES!) é bem grande. Pretende reduzir seu tamanho em doses homeopáticas de jogatina e ainda espera ver Half-Life 3 lançado.

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  1. (A Fila Anda) Qbeh-1: The Atlas Cube - […] pessoal! Depois do bem humorado Quantum Conundrum e o arrepiante Amnesia: The Dark Descent, me aventurei em um puzzle…

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