A Razer é uma empresa totalmente especializada na fabricação de acessórios voltados a jogos para PC. Mouses, teclados, headsets, etc. A empresa possui uma fantástica linha de equipamentos voltados a quem deseja jogar no PC, digamos, com estilo, conforto e utilizando acessórios de alta qualidade. A Razer, aliás, causou grande “barulho” no mercado quando anunciou, durante a CES 2011, o Switchblade, uma espécie de portátil dedicado a jogos equipado com um teclado cujas funções seriam alteradas conforme o jogo em questão, o cenário, a fase, etc. Hoje, durante a PAX Prime, a empresa anunciou o “Razer Blade“, equipamento cuja antecipação vinha causando, nos últimos dias, um certo hype, além de ter levantado novamente aquela velha e já bem batida questão sobre a morte ou não dos jogos para PC.

Trata-se de um poderoso laptop totalmente dedicado a jogos. Supõe-se, portanto, dado o histórico da empresa e até mesmo o anúncio que a mesma publicou no Wall Street Journal, que qualquer game rodará no Razer Blade. Desde que, é claro, o equipamento conte com os requisitos mínimos, pelo menos, para executar o game, o que parece não ser o problema, pelo menos por enquanto. Segundo a Razer no anúncio publicado no Wall Street Journal, existem mais de 300 milhões de pessoas no mundo todo que jogam no PC. Este número seria até mesmo superior à soma de todos os usuários de consoles. Não é de se duvidar, pois o que não falta, hoje em dia, são games lançados também para PC ou exclusivamente para a plataforma.

Tenho comigo que o PC é uma maravilhosa plataforma para jogos, e deixo isto sempre bem claro em qualquer artigo que tenha a ver com o assunto. Apesar do XboxPlus contar com “Xbox” em seu nome (sim, eu também possuo um Xbox 360), ele também possui a palavra “Plus”, o que significa que tanto o site quanto eu mesmo não possuímos qualquer restrição em relação a outras plataformas. Muito pelo contrário. Adoro quando vejo um bom título sendo lançado para o Playstation 3, para o Xbox 360 e para o PC, simultaneamente, e lamento muito quando esta última plataforma é esquecida.

Bom, o Razer Blade realmente é impressionante. Ele conta com um chassi em alumínio, e a empresa promete portabilidade, incrível performance e uma interface realmente inovadora para o “brinquedinho”. A empresa também tem a intenção de, com o lançamento do produto, ajudar a revigorar a indústria de PC nos quesitos “inovação tecnológica” e “design”. Ela também deseja encorajar todos os jogadores e desenvolvedores a retornarem ao PC, tendo-o como principal plataforma para jogos.

O Razer Blade possui cerca de 2,24 centímetros de espessura e pesa algo em torno de 3,16 Kg. Realmente, não é muita coisa, e não deve ser difícil transportá-lo. Vale ressaltar que o equipamento foi desenvolvido em parceria com a Intel, e conta com um processador Core i7 (2.8 GHz – 2640M), tela LED de 17,3 polegadas (1920 x 1080), 8 GB de memória RAM DDR 3 (1333 MHz) e placa de vídeo NVIDIA GeForce GT 555M (a qual é equipada com a tecnologia NVIDIA Optimus, para melhor otimização da duração da bateria e melhora na performance gráfica) com 2 GB de memória GDDR5. Além disso, o portátil também conta com webcam, HD SATA 7200 RPM de 320 GB e wi-fi 802.11 b/g/n.

Trata-se, realmente, de uma super máquina. Entretanto, existe um pequeno e triste detalhe: o Razer Blade custará US$ 2.799,99. Creio que o simples pensamento no tocante a importar o equipamento provocará medo até mesmo nos mais corajosos, sem contar com o fato de que este valor representa, em reais, algo em torno de R$ 4.480,00. Com este valor em mãos pode-se muito bem comprar ou montar uma máquina muito boa e jogar tranquilamente qualquer lançamento “top”.

É claro que a iniciativa da Razer, e o próprio lançamento do Razer Blade, são louváveis. O equipamento é uma espécie de pc para jogos poderoso e portátil. Não digo nada se, também, este lançamento não atrair bastante atenção sobre o mercado de jogos para PC, o que é, sem sombra de dúvidas, extremamente bem vindo. A Razer também utilizou a velha e já muito debatida questão sobre a morte ou não do PC como plataforma de jogos em prol de seu novo equipamento. Ela fez disto uma grande jogada de marketing, também, o que não é, entretanto, nada condenável.

Agora, seu novo equipamento não vai provocar nenhuma grande mudança no mercado de games para PC, e um trecho de seu anúncio publicado no Wall Street Journal chega até mesmo a soar absurdo: “Estamos aqui hoje para dizer que, no dia 26 de agosto, vamos acabar com o silêncio e inaugurar uma nova era de abertura e inovação para todos os jogos. Juntos vamos lembrar a todos vocês que os jogos para PC não estão mortos“.

Ok, dizer e lembrar que os jogos para PC não estão mortos é uma coisa, mas “inaugurar uma nova era” através do Razer Blade creio que seja algo um tanto utópico. O equipamento é bacana, usa a mesma interface de usuário do Switchblade, com as tais teclas dinâmicas e que se alteram conforme a situação, o LCD que mostra informações “in-game” quando um mouse está em uso e funciona como um painel multi-touch ultra sensível na ausência de um mouse, etc. Mas não creio que ele seja algo tão maravilhoso assim ao ponto de fazer com que grande parte dos desenvolvedores e dos jogadores voltem seus olhos para os jogos para PC, única e exclusivamente.

As empresas envolvidas, é claro, se mostram extremamente otimistas. “O Razer Blade foi projetado para dar aos jogadores um laptop que eles poderiam verdadeiramente usar em qualquer lugar. Sua elegante construção em alumínio leve o torna o mais fino laptop para games com 17 polegadas disponível atualmente“, disse Min-Liang Tan, CEO e diretor criativo da Razer.

“Estamos orgulhos por desenvolver este revolucionário laptop para games com a Razer. Utilizando nosso rápido processador Intel Core i7 , o Razer Blade proporciona alto nível de performance para jogos em um elemento portátil“, disse Mooly Eden, vice-presidente e gerente geral do PC Client Group, Intel.

Rene Haas, gerente geral de produtos para notebooks da NVIDIA, não deixa de mencionar o fato de que a GPU de sua empresa presente no portátil proporcionará ao mesmo o “músculo” necessário para rodar jogos de ponta com gráficos intensos. Tudo muito bacana, e confesso que gostei bastante da novidade. Confesso também, entretanto, que esperava algo diferente e, digamos, mais empolgante e/ou inovador.

Não sei dizer bem ao certo o que esperava, mas sinceramente não era o Razer Blade. Pelo menos, não “esse” Razer Blade. Acredito que o mercado de jogos para PC jamais morrerá, e cada vez mais vejo o mesmo se movimentando de forma positiva. Lançamentos como este podem representar um “empurrão indireto”, é claro. Mas não podem ir além de fatores econômicos e geográficos. O portátil será lançado na América do Norte até o final de 2011.

Assista abaixo a um vídeo demonstrando um pouco do Razer Blade:

Link para o vídeo em 720p:

http://www.youtube.com/watch?v=H2Nbn4bjf6s&hd=1

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