O game Aqua – Naval Warfare foi lançado na Xbox Live Arcade em 19/05/2010. O XBLA, desenvolvido pela Games Distillery, possui boas doses de ação e estratégia, além de possuir algumas peculiaridades bem interessantes. Vale ressaltar o fato de que Aqua – Naval Warfare é o primeiro game desenvolvido com a AQUA-engine, também desenvolvida pela Games Distillery.

O título vem sendo desenvolvido desde 2008, e segundo Slavo Hazucha, diretor criativo da desenvolvedora eslovaca, o processo demorou um pouco mais porque tiveram de desenvolver sua própria engine, além do processo de aprovação na Microsoft ter sido um tanto quanto demorado.

Aqua é um título muito interessante, com um estilo gráfico muito bonito, uma história bem curiosa e um mundo repleto de água chamado Aqua (é claro 🙂 ).

História

A história de Aqua é baseada na luta entre duas facções rivais: os Empereans e os Gotheans. O protagonista é o Capitão Benjamin Grey, o qual conta com a ajuda da simpática e super animada (algumas vezes medrosa, entretanto) engenheira Polly Edison. Ela vai dando diversas dicas ao Grey, aliás, no decorrer do jogo.

Os diálogos entre os dois são uma constante, durante o gameplay, e é notável a personalidade que cada um dos dois possui. Enquanto Grey é o típico soldado, sempre pronto para a batalha e até mesmo um pouco temerário, Edison é mais cautelosa, apesar de muitas vezes demonstrar uma empolgação notável.

Nos constantes diálogos entre capitão e engenheira você percebe o júbilo, o medo ou a preocupação em suas vozes, dependendo da situação. Todo o problema, digamos assim, está no fato dos Gotheans atualmente terem em suas mãos uma tecnologia que pode lhes dar enorme vantagem na guerra travada contra os Empereans, liderados pelo Almirante August Alderdice. É aqui que entram o Capitão Benjamin, considerado um herói na marinha Emperean, e sua amiga Polly Edison.

Jogabilidade

Aqua – Naval Warfare é um dual-stick shooter. Você utiliza tanto o analógico esquerdo quanto o direito, durante o jogo. O analógico esquerdo serve para movimentar seu navio, enquanto o analógico direito serve para atirar com sua arma primária. Movimente o RS em qualquer direção para atirar. Vale ressaltar que em relação à a arma primária você não precisa se preocupar com a munição: ela é ilimitada.

Através do botão “B” você aciona o “Boost”, uma espécie de turbo, muito útil quando em combate. O “A” alterna entre suas armas primárias, o “RT” lança torpedos e o “RB” alterna entre os diferentes tipos de torpedos. Através do “LT” você pode lançar minas no mar, as quais explodirão automaticamente quando algum inimigo incauto passar por cima delas, e o botão “RB” serve para que você designe ordens à sua esquadra (quando você conta com uma). Estas ordens podem ir deste apenas “me sigam” até “defendam tal aliado” ou “ataquem tal inimigo”.

Pressionando o botão “Back” do controle do Xbox 360 você acessa os “Unlockable Cards”. Através desta opção, você pode visualizar cartões que exibem informações e uma imagem de todos os inimigos e aliados com os quais você já se deparou no game.

Vale ressaltar o fato de que a movimentação do canhão, sua arma primária, é totalmente independente do movimento do seu navio. Isto representa enorme vantagem quando em combate, pois você pode se movimentar em qualquer direção e ao mesmo tempo disparar para qualquer outra direção desejada.

Vale também lembrar que o uso do Boost impossibilita a utilização da arma primária, mas não dos torpedos nem tampouco das minas. É digna de nota também a arma especial que o seu navio possui, a qual é “inicializada” através do botão “Y” e lança uma rajada de energia, ou bombas, ou até mesmo um ataque aéreo (depende da situação) no “campo de batalha”. Tal arma deve ser recarregada através de um elemento chamado “AquaFlux”, representado por bolas azuis de energia, que saltam dos inimigos destruídos ou de caixas flutuantes que você encontra e destrói, em direção ao seu navio.

Tudo isto, o nível de recarga da arma especial, a quantidade de minas e de torpedos disponíveis, pode ser acompanhado através de um belíssimo mostrador constantemente exibido no canto inferior esquerdo da tela. Tal mostrador, aliás, é extremamente útil, pois contém também um radar, em ceu centro, através do qual você pode detectar as unidades inimigas e aliadas, sendo possível até mesmo identificar unidades aéreas (em amarelo) ou aquáticas (em vermelho).

Jogando Aqua – Naval Warfare

Aqua é muito desafiador, possuindo graus de dificuldade diferentes em cada missão, sendo que constantemente o gameplay oscila entre níveis fáceis e difíceis. Muitas vezes é somente você, seu navio e a falante Polly contra uma armada inimiga repleta de navios dos mais diferentes tamanhos e poder de fogo.

Antes de partir para o jogo própriamente dito, você passa por um pequeno tutorial,  no “Training facility”, localizado em um lugar chamado Ember Hill. Isto ajuda um pouco, e serve para que você se acostume com os controles e com o estilo dual-stick shooter.

Durante o gameplay você poderá ter de escoltar algum navio gigante da marinha Emperean até determinado local, proteger bases aliadas de ataques dos Gotheans e até mesmo lutar contra chefões. Quando você consegue contar com uma esquadra, é possível escolher os tipos de navios/membros que farão parte da mesma.

Existem os Fighters, úteis em quase todas as situações, possuindo um bom equilíbrio entre armamento e defesa, os Siegers, equipados com canhões bem poderosos e que são muito úteis para causar danos em estruturas, os Healers, espécie de “navios médicos”, que  cuidam da saúde dos membros do esquadrão, e os “Sonar”, que detectam e atacam qualquer possível submarino inimigo.

Jogar Aqua – Naval Warfare também possibilita combates “água-ar”, simplificando. Você frequentemente tem de destruir aviões inimigos, os quais passam lançando bombas e causando um grande estrago caso não sejam destruídos logo. A arma principal do navio do Capitão Grey consegue atingir perfeitamente estes inimigos voadores.

Durante o gameplay você conta com uma muito bem vinda ajuda de uma pequena seta piscante, a qual indica o caminho a ser seguido. Se por um lado existem facilidades, as dificuldades também estão presentes em grande número. Até com mísseis teleguiados você terá que lidar (e suar um pouco para se livrar deles).

Existem “lojas”, digamos, em Aqua. Nas WarShops você pode realizar upgrades em seu navio e armas, sem contar com o fato de que cada visita a uma WarShop recarrega todo o seu armamento. Existem muitos inimigos, aliás, que devem ser atacados com o máximo de cautela e estratégia. Algumas unidades inimigas, por exemplo, possuem baterias de canhões em suas laterais, portanto, ataque-as em sua parte frontal, pois em caso contrário é suicídio.

Um deles, aliás, o qual aparece no jogo logo após você defender uma base aliada em um local chamado Sylvania de um ataque dos Gotheans, possui uma espécie de raio que puxa você em direção a ele. O uso do Boost e muita agilidade são necessários aqui. Nas WarShops, dependendo da situação, você pode escolher dentre três navios diferentes para navegar, cada um com uma peculiaridade específica.

Algo muito interessante em Aqua é interceptar as comunicações dos Gotheans e ouví-los se digladiando. Um discordando do outro, e um tal de Vanderbolt discordando sempre de forma muito veemente do Almirante Borossilov. Existe a Cérbera, também, a qual é muito sinistra. 🙂

Enfim, jogar Aqua pode ser muito prazeiroso, desde que você aprecie ação + estratégia. Lutar descuidadamente significa morte certa.

Gráficos e trilha sonora

Os gráficos de Aqua são belíssimos. A água possui um aspecto muito bonito, apresentando ondulações e variações de acordo com o clima e com a movimentação de inimigos e/ou aliados. Jogar durante tempestades é observar um pequeno show à parte. Os relâmpagos chegam a assustar, e você se sente realmente dentro de um pequeno barco no meio de um oceano imenso e bravio.

Os clarões se refletem na água de uma maneira fantástica, e as gotas provocam a devida e esperada reação no oceano, ao cairem. Durante o gameplay, se você navegar perto da costa, é possível visualizar as ondas quebrando, e elementos localizados em terra são refletidos perfeitamente na água.

Seu navio deixa “rastros” no oceano, e enquanto você navega, é possível se deparar com bases onde é possível visualizar diversos tipos de máquinas em funcionamento, algumas delas possuindo chaminés por onde uma fumaça preta escapa constantemente.

Um dos aspectos mais interessantes em relação aos gráficos de Aqua são os pequenos trechos entre uma fase e outra, onde toda a parte gráfica muda para um estilo meio que cartoon muito bonito. Estes momentos servem também para contar um pouco da história anterior do game. Muitas vezes são pequenos flashbacks.

A trilha sonora de Aqua – Naval Warfare é sensacional. A começar pelo tema da tela inicial, o qual faz qualquer um sentir vontade de pegar logo o controle e partir para a batalha. Épico, grandioso, poderoso: é a perfeita introdução musical para o game.

Toda a trilha sonora do game, bem como os efeitos sonoros, são de altíssima qualidade e totalmente de acordo com o título. Tudo isto funciona como um fator motivador, além de ajudar a manter a tensão ou a calma nos momentos certos.

Modos de jogo adicionais

Aqua não possui multiplayer online. Ele conta apenas com um modo cooperativo local, onde você pode escolher dentre 6 mapas diferentes. Além disso, existe também o modo “Skirmish”, para um jogador, no qual você tem de sobreviver ao maior número possível de hordas inimigas. É possível também jogar novamente qualquer nível que você já tenha finalizado.

Conclusão

Aqua – Naval Warfare é um título exclusivo para download e para o Xbox 360. Quem gosta de games de estratégia com grandes doses de ação em tempo real vai adorar este título, que representa, além de tudo, a estréia de um game desenvolvido com uma nova engine no mercado de games.

Resta-nos saber se e quando a Games Distillery vai comercializar sua engine, bem como divulgar maiores detalhes sobre a mesma. Por 800 Microsoft Points, você poderá baixar um excelente dual-stick shooter para o HD de seu Xbox 360.

AQUA-engine

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