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O catálogo da loja é enorme, e inclui inclusive jogos ativáveis no Steam e no Uplay. Além disso, comprando seus games na Nuuvem através de nossos links (acima), você ajuda bastante o XboxPlus, nós agradecemos imensamente, e nada muda para você. Dê uma olhada!

Obs: confira todos os textos de Assassin’s Creed Odyssey já publicados no XboxPlus através dos links abaixo:

Assassin’s Creed Odyssey nos apresenta uma enorme variedade de missões paralelas, de contratos (para eliminar mercenários, para desobstruir rotas marítimas, para eliminar navios piratas, para ajudar atenienses ou espartanos, etc) e de atividades extras, algumas delas ligadas ao Culto do Cosmo, o qual paulatinamente vai se mostrando mais e mais perigoso, com tentáculos espalhados por todo o mundo grego.

Assassin’s Creed Odyssey

Ele também permite que iniciemos romances com inúmeros personagens que vamos encontrando ao longo da trama. E tanto faz se você joga com Alexios ou Kassandra: é possível iniciar relacionamentos, rápidos, com homens ou mulheres. A homoafetividade não é, de maneira alguma, proibida, aqui.

Quando iniciei o jogo, confesso que esta tal questão dos romances me deixou bastante intrigado, principalmente antes de me deparar com a primeira oportunidade para tal. Isto porque eu estava relembrando, e me focando bastante, naquilo que havia visto na franquia Mass Effect. Eu esperava algo do mesmo nível ou, pelo menos, algo tão ou mais profundo e direto.

Entretanto, pouco a pouco fui percebendo que Odyssey lida com o romantismo de uma forma mais sutil. Menos direta. Mais poética. Nesta quarta parte de meu review do jogo, falarei a respeito de missões paralelas e de romances, como você já deve ter percebido.

Assassin’s Creed Odyssey

Começando pelas missões paralelas, já é um fato que o jogo nos obriga, em determinados momentos (bem, frequentemente, se você não quiser ser pego com as calças na mão), a um grande grinding, em busca de melhores equipamentos, em busca de evolução, etc. Desta maneira, temos de realizar diversas missões paralelas, diversas atividades, concretizar diversos contratos, tudo isto a fim de ganharmos XP, dinheiro e materiais diversos para crafting.

Obs: vale também lembrar que os ferreiros também vendem, além de armas e equipamentos, elementos para criação, o que pode ser de grande ajuda quando você está com pressa.

Mas não pense você que o mundo do jogo está recheado de sidequests nonsense, de missões sem graça, de atividades secundárias desprovidas de valor. Muito pelo contrário: temos muitas atividades e missões secundárias divertidíssimas, emocionantes, cheias de apelo.

Em uma delas, me deparei com uma pobre menininha que me pediu para coletar algumas joias que se encontravam no fundo de um lago, tudo isto para que ela pudesse então fabricar presentes para dar a seus amigos. Colares, na verdade. Tudo bem, fui lá, mergulhei, busquei e consegui encontrar as tais preciosidades.

Assassin’s Creed Odyssey

Quando vou então entregar os produtos à menininha, me deparo com a estranha cena da mesma ajoelhada em frente a bonecos feitos de lama. Quando eu pergunto a ela onde estão seus amigos, ela me diz que eles estão ali: são os tais bonecos.

Foi um momento bastante emocionante, triste mesmo, principalmente porque tudo aquilo havia acontecido devido ao fato da menina ter sido abandonada pela mãe e entregue à sua própria sorte. Foi a sua mãe, aliás, quem disse a ela para fazer amigos, e ela levou então tais palavras bem ao pé da letra.

Eu dou a ela as joias, é claro, mas sou então apresentado a uma cena com diálogo, onde tenho a oportunidade de dizer a ela a verdade, ou então de mentir. Digo a verdade, digo que não é assim que se faz amigos, que ela deveria ir até a cidade e buscar por crianças de sua própria idade. Mas ela continua irredutível e, chorando, me manda ir embora. Eu fui, mas depois fiquei me perguntando o que teria acontecido se eu tivesse optado por mentir.

Assassin’s Creed Odyssey

De qualquer forma, em Assassin’s Creed Odyssey somos apresentados a diversas oportunidades de escolhas, as quais podem resultar em uma grande variedade de situações diferentes. Eu procuro jogar este tipo de jogo, de RPG, e agir como eu agiria na vida normal. Busco fazer as coisas como faria na realidade, mesmo, e muito raramente opto por decisões diferentes daquilo que eu faria caso me encontrasse em situação semelhante. Tal missão com a menininha, uma missão paralela, secundária, foi bastante emocionante, devo dizer.

Assassin’s Creed Odyssey

Outra missão paralela com a qual me deparei diz respeito a um grupo de rebeldes na ilha de Míconos, no Mar Egeu. Aí, me encontrei com Kyra, sua líder, a qual então me falou a respeito de Podarkes, um aliado de Atenas que oprimia o povo da ilha de maneira absurda, chegando ao cúmulo de usar de todo e qualquer meio para privá-los de comida e elementos básicos para a sobrevivência.

Me dou conta neste momento, também, com base em investigações passadas, de que Podarkes é um membro do Culto do Cosmo, ou seja, alguém que eu deveria caçar independentemente de qualquer coisa (afinal, o tal culto está atrás de mim também).

Kyra está determinada a acabar com o reinado do cultista, e eu, então, tenho a opção de me unir ou não a ela, ajudando o grupo rebelde. Neste ínterim, Kassandra é posta em contato com um soldado espartano chamado Thaletas, cujo destacamento foi literalmente dizimado na ilha, massacre este promovido por atenienses e por Podarkes.

Tenho também, neste momento, a oportunidade de ajudar um ou outro lado, a Kyra ou a Thaletas. Opto por Kyra, até mesmo porque a oportunidade de um romance com ela já havia sido prevista desde nosso primeiro contato (tudo ficaria para depois da morte do cultista).

Assassin’s Creed Odyssey

Ora, sigo então em direção à casa do vilão, tendo em mente acabar com ele e realizar tudo o que fosse possível para reduzir o poder ateniense em Míconos. No meio do caminho, entretanto, ouço uma mendiga surrando para mim: “- Ei, Misthios”. Vou até ela e ela, com meias palavras, me pede para investigar uma casa próxima, a qual estaria relacionada com Kyra. Chegando lá, entro em uma “área de investigação”, e me deparo com o esqueleto de uma mulher, alguns objetos estranhos que também ajudaram na investigação, e uma referência a duas letras: “M” e “K”.

Volto até a mendiga, e consigo afirmar com clareza que “M” estava relacionado a “mater”, ou mãe. Após algum tempo de conversa, chego então à conclusão de que “K” estava relacionado a “Kyra”, e a mendiga então me confirma que Podarkes, o cultista, era o pai de Kyra, e que ele havia ordenado o assassinato da mãe da mesma em sua frente. Foi tal mendiga quem salvou a menina, aliás, deixando-a então posteriormente à cargo de rebeldes e mercenários da ilha.

Assassin’s Creed Odyssey

Tenho a opção, então, de contar ou não à Kyra a respeito do ocorrido, e também de dizer ou não que Podarkes era seu pai. Opto por este caminho, mas não sem antes avisar que tudo deveria dito em segredo (havia também a opção de diálogo de dizer tudo na frente dos homens da pobre rebelde).

Ela fica revoltada, obviamente, mas irredutível no que diz respeito à necessidade da morte do membro do Culto do Cosmo. E assim, Assassin’s Creed Odyssey me coloca no encalço de Podarkes, me forçando a ir até seu palácio e assassiná-lo. Feito isto, volto então a Kyra e relato as boas novas.

Assassin’s Creed Odyssey

É aí que começam os preparativos para o romance. Tudo em um clima de muito respeito e sutileza, valendo também lembrar que Kyra era apaixonada pelo soldado espartano Thaletas. Ela me diz, entretanto, quando a indago a respeito de tal fato, que minha aparição mudou tudo em sua vida. Que ela iria optar por mim ao invés do espartano, e que realmente havia algo entre nós. Ela se sentia muito próxima de Kassandra, também devido ao fato de ambas terem sofrido duramente na vida. Histórias bem parecidas, sabe?

Kyra então convida Kassandra para um local reservado na praia, e as duas se beijam. Há um clima de enorme romantismo no ar, sob a luz das estrelas e o barulho das ondas bem próximas. As duas conversam, Kassandra comenta a respeito de suas aventuras passadas, e quando indagada a respeito do porquê das duas se darem tão bem, Kassandra tem a oportunidade de dizer a Kyra que é devido ao fato de ambas terem tido uma infância (e até mesmo uma vida adulta) bastante dura, tendo de se virarem quase que totalmente por conta própria.

Ouço, então, da boca de Kyra, as seguintes palavras: “- Eu quero você, Kassandra. Aqui. Agora. Sob as estrelas”.

E então começa um belo momento onde as duas se beijam. Tudo com bastante sutileza e carinho, sem avanços nem movimentos precipitados. Tudo sob um ar de enorme romantismo e bem querência. Obviamente, sabemos que houve “algo mais” entre as duas, mas apenas os beijos cálidos nos são mostrados pelo jogo.

Assassin’s Creed Odyssey

Tudo bem, não há necessidade de nada mais além disso, da forma como Assassin’s Creed Odyssey trata os romances. Tudo é sempre cálido, calmo, sem atropelos. Os romances estão ali mais como uma forma de relaxamento do que qualquer outra coisa. Mais como uma maneira de lembrar ao jogador que sempre existem outras oportunidades e chances de descanso, além dos combates infindáveis. Trata-se de uma ótima maneira de reforçar a humanidade dos protagonistas e dos NPCs.

Há, também, sempre, a chance de recusarmos envolvimentos amorosos, obviamente, mas aí vai da opção de cada jogador. De minha parte, não vejo problema algum em colocar minha Kassandra para se relacionar com homens ou mulheres, desde que eu simpatize com eles no jogo.

A Ubisoft não desperdiçou a chance. Tudo bem que Mass Effect, por exemplo, já fazia isto, mas é muito bom perceber que algumas desenvolvedoras e publishers continuam não tendo medo de inserir em suas narrativas a possibilidade de relacionamentos, inclusive homoafetivos.

Principalmente em épocas como a que vivemos atualmente, de enorme intolerância, apesar de um ou outro avanço, aqui ali, e principalmente neste nosso Brasil tão perdido em meio ao ódio, ao menosprezo pelas minorias e à irascibilidade.

Assassin’s Creed Odyssey

Parabéns mais uma vez à Ubisoft, por criar um jogo tão grandioso e tão cheio de nuances. Parabéns por criar missões paralelas muitas vezes tão ou mais interessantes que as missões principais, em um jogo de tão grande escopo.

Parabéns, Ubisoft, você acertou em cheio desta vez, e Assassin’s Creed Odyssey continua me mantendo ocupado, em meio a romances, missões secundárias de altíssima qualidade e seu enorme mundo aberto pedindo à todos os momentos para ser explorado.

E vamos que vamos!

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Ficha técnica

Título: Assassin’s Creed Odyssey

Gênero: aventura, ação, mundo aberto, RPG

Desenvolvedora: Ubisoft Quebec

Publisher: Ubisoft

Data de lançamento: 05 de Outubro de 2018

Plataformas: PC, PlayStation 4, Xbox One

Versão analisada: PC

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