A cópia de Assassin’s Creed Odyssey utilizada neste review foi gentilmente cedida pela Nuuvem, a maior loja de jogos digitais para PC da América Latina. Lá você pode encontrar não apenas AC: Odyssey, mas também uma série de outros games, incluindo muitas ofertas bacanas.

O catálogo da loja é enorme, e inclui inclusive jogos ativáveis no Steam e no Uplay. Além disso, comprando seus games na Nuuvem através de nossos links (acima), você ajuda bastante o XboxPlus, nós agradecemos imensamente, e nada muda para você. Dê uma olhada!

Obs: confira todos os textos de Assassin’s Creed Odyssey já publicados no XboxPlus através dos links abaixo:

Logo após o anúncio de Assassin’s Creed Odyssey, e durante todo o período que se seguiu até seu lançamento, conforme mais e mais informações chegavam sobre o título, uma dúvida pairava em minha mente: teríamos um jogo totalmente diferente em mãos, algo que se distanciaria radicalmente daquilo com o qual estávamos acostumados na franquia?

Assassin’s Creed Odyssey

Quando ouvi pela primeira vez a informação a respeito do fato de que teríamos mercenários espartanos como protagonistas, e que não haveria nenhum tipo de ligação com a Irmandade dos Assassinos (até mesmo porque vimos seu nascimento em Assassin’s Creed Origins, em uma época bem à frente dos acontecimentos retratados em Odyssey), fiquei me perguntando se a Ubisoft iria abandonar de vez o modelo clássico da série e partir para algo totalmente novo. Para jogos totalmente diferentes e que abandonariam de vez os elementos tradicionais de sua famosa série.

Tudo bem, tínhamos já as novidades (muito bem) introduzidas em Origins, e Odyssey seria, pelo que tudo indicava, um RPG completo, incluindo as escolhas, as decisões morais e as respectivas consequências.

Assassin’s Creed Odyssey

Mas a pergunta sempre ficou em minha mente, me perturbando, me fazendo pensar, e até mesmo me provocando medo, uma vez que sou grande fã da série. Seria Odyssey um AC muito diferente dos demais? Teríamos um mero jogo de ação e aventura sem qualquer ligação com os títulos anteriores da série e os elementos a ela comuns? Perderíamos alguma coisa?

Quando comecei a jogar Assassin’s Creed Odyssey, felizmente e pouco a pouco, todo o medo, toda a dúvida, foi me abandonando. Estava praticamente tudo ali. O novo jogo era, sim, um grande Assassin’s Creed, um game repleto de oportunidades para ação furtiva, repleto de ação, repleto de aventura, cheio de novidades e contendo também todo o lore já conhecido pelos fãs.

Temos, em Odyssey, a presença marcante de artefatos e dispositivos dos Precursores, ou “Aqueles que vieram antes”. Temos a ligação da linhagem de Kassandra e Alexios com um passado grandioso, incluindo o fato de que ambos são netos de Leônidas, o lendário rei de Esparta. Temos ambos os protagonistas empunhando uma arma bastante especial e repleta de mistério, de poder ancestral, de “magia”.

Assassin’s Creed Odyssey

Aproveitando muito daquilo que fez enorme sucesso em jogos anteriores da série, temos também espaço para improvisação e para assassinatos em grande estilo, à partir de esconderijos no meio do mato ou então à partir de locais elevados. Assassinatos, aliás, representam sempre grandes momentos no jogo, e são geralmente recompensados com mais XP, com loot, com ótimas animações.

Agir furtivamente, aliás, é essencial em Odyssey. O jogo meio que nos obriga a assim agir, e isto é um grande alívio para os fãs da série: aja sem cuidado, mate à vista de todos, abertamente, e mercenários serão enviados em seu encalço, causando grandes problemas.

Assassin’s Creed Odyssey

Assassin’s Creed Odyssey é também um amálgama de elementos presentes nos jogos anteriores. Se não temos as lâminas escondidas, por exemplo, temos a Lança de Leônidas, a qual pode inclusive ser aprimorada em uma forja ancestral criada pelos Precursores. Tal lança, utilizada também durante os assassinatos furtivos, substitui fantasticamente as hidden blades, além de poder ser utilizada durante os combates, em grande estilo.

Os Precursores, aliás, marcam presença em mais de um momento no jogo, e estão presentes em mais de uma linha narrativa dentro do título, se mesclando a diversos elementos pertencentes ao imaginário humano, em meio também a fatos e personagens históricos.

Assassin’s Creed Odyssey

O jogo também se destaca pela enorme quantidade de personagens históricos, incluindo Pitágoras, o qual, apesar da aparente estranheza relacionada à data de sua aparição no jogo (ele morreu muito tempo antes dos eventos retratados em Odyssey), protagoniza grandes momentos, todos eles relacionados ao mito de Atlântida.

Assassin’s Creed Odyssey

Pitágoras, aliás, aparece em Assaassin’s Creed Odyssey devido à atuação de um determinado dispositivo criado pelos Precursores, o qual foi capaz de prolongar bastante sua vida. Atlântida, aliás, é retratada no jogo como obra “Daqueles que vieram antes”, e Kassandra tem também como missão reunir e trazer até Pitágoras uma série de artefatos a ela pertencentes, os quais encontram-se espalhados pelo mundo grego.

É inegável o fato de que estamos lidando com um verdadeiro Assassin’s Creed e com verdadeiros Assassinos, ao falarmos de Odyssey, e se você tinha medo de que a migração para um “modelo totalmente RPG” fosse estragar a experiência ou a franquia, fique tranquilo: tudo isto chegou para somar, para aumentar o escopo e a grandiosidade da série.

Assassin’s Creed Odyssey

Antes éramos “escravos” de uma narrativa, e agora somos capazes de forjar nosso próprio destino dentro de um jogo de enormes proporções, onde tudo acontece em um enorme mundo aberto que pode ser explorado a pé, a cavalo ou através de nosso poderoso navio de guerra.

Se não temos mais as armas de fogo, temos habilidades passivas e ativas que podem ser adquiridas e que chegam a assumir ares de magia, muitas delas passíveis de serem designadas a botões e teclas específicos e então utilizadas quando bem entendermos, no calor do combate ou quando estamos precisando de um certo fôlego entre um golpe de espada e outro.

Assassin’s Creed Odyssey

Em Assassin’s Creed Odyssey também temos a presença marcante do parkour, marca registrada da franquia, e somos capazes de escalar edifícios, casas, templos grandiosos e palácios majestosos, sempre com graça e velocidade. Também podemos saltar grandes distância e nadar em rios ou no oceano, nos deparando inclusive com grandes peixes, sem falar com perigosos tubarões.

Se não temos mais a visão de águia, temos por outro lado uma habilidade (Visão de Atena) que pode ser adquirida e que funciona de maneira semelhante, a qual inclusive conta com gradações diversas, todas elas passíveis de aquisição mediante o gasto de pontos de habilidade. Esta habilidade, após adquirida, pode então ser expandida, tendo seu raio de ação aumentado paulatinamente, conforme vamos evoluindo.

Assassin’s Creed Odyssey

Se não podemos mais nos mesclar com multidões para nos escondermos de inimigos, podemos, por outro lado, utilizar uma habilidade ativa que faz com que o tempo seja desacelerado, nos permitindo atingir diversos inimigos com grande velocidade enquanto eles sequer se dão conta do que está acontecendo.

Também podemos utilizar bombas de fumaça e explosões de luz, as quais ofuscam a visão dos inimigos sedentos pelo nosso sangue e nos garantem preciosos segundos entre um golpe e outro (ou então quando a fuga é necessária).

Assassin’s Creed Odyssey

Assassin’s Creed Odyssey também manteve intacto o modo como os protagonistas são desenvolvidos e expostos ao jogador. Temos personagens fortes e que se mantêm firmes a uma causa. Eles não são apenas meros mercenários sem um propósito, movidos apenas pelo dinheiro e pela matança.

Obs: a única exceção a esta regra na franquia talvez seja Edward Kenway, de Black Flag (um grande jogo, por sinal), assassino e pirata que estava mais interessado em bagunça, bebedeiras, pilhagens e matanças do que qualquer outra coisa.

Assassin’s Creed Odyssey

Mas voltando a Odyssey, temos protagonistas fortes, destemidos e também em busca de vingança, os quais, apesar de não fazerem parte de Ordem alguma, têm firmes propósitos em suas mentes, e a eles se dedicam com afinco e maestria, sempre deixando bem claro a quem quer que seja que nada será capaz de detê-los.

Odyssey também apresenta novidades espetaculares, as quais, entretanto, chegaram para deixar a franquia ainda melhor. Os diálogos interativos trouxeram mais profundidade à trama, a qual por si só, aliás, já é extremamente interessante e instigante. A mistura entre realidade e elementos históricos, reais, ficou ainda melhor com a possibilidade de dialogarmos com figuras ilustres do passado, também.

Assassin’s Creed Odyssey

A utilização de nosso navio, o Adrasteia, também é capaz de render excelentes momentos em alto mar. Se em Assassin’s Creed IV: Black Flag (apesar de também existirem missões navais em AC: III) nos deliciamos com os combates navais, em Odyssey temos um navio que é ao mesmo tempo casa, instrumento de combate e de exploração.

O Adrasteia possibilita viagens esplendorosas pelo enorme mapa do jogo. Ele é nosso instrumento de combate contra piratas, atenienses e espartanos, e com ele também podemos participar de abordagens e pilhagens em diversos momentos. Com ele, também, podemos inclusive descobrir tesouros afundados, momentos em que somos então obrigados a mergulhar, nos deparando com relíquias diversas, com naufrágios, com templos submersos, etc.

Assassin’s Creed Odyssey

Assassin’s Creed Odyssey é, certamente, um excelente título pertencente a esta fantástica franquia, a qual, apesar de seus altos e baixos, conforme expliquei no primeiro artigo desta série, conseguiu se manter em boa forma ao longo de mais ou menos 11 anos, sempre nos brindando com personagens memoráveis (exceto Connor e Arno Dorian, em minha opinião – e é como eu disse, existiram altos e baixos, obviamente), com uma excelente mistura entre acontecimentos históricos e ficção, com tramas intrincadas e instigantes, e com muita ação e aventura.

Assassin’s Creed Odyssey

Continuo agora minha Odisseia, em meio ao enorme mundo grego e suas nuances, em meio a batalhas memoráveis e personagens interessantes, e perseguido por uma “organização” (o Culto do Cosmo) que não deixa de ter lá suas semelhanças com os Templários tão conhecidos (e muitas vezes odiados) pelos amantes da franquia.

A cópia de Assassin’s Creed Odyssey utilizada neste review foi gentilmente cedida pela Nuuvem, a maior loja de jogos digitais para PC da América Latina. Lá você pode encontrar não apenas AC: Odyssey, mas também uma série de outros games, incluindo muitas ofertas bacanas.

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Ficha técnica

Título: Assassin’s Creed Odyssey

Gênero: aventura, ação, mundo aberto, RPG

Desenvolvedora: Ubisoft Quebec

Publisher: Ubisoft

Data de lançamento: 05 de Outubro de 2018

Plataformas: PC, PlayStation 4, Xbox One

Versão analisada: PC

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