Battle: Los Angeles é um jogo desenvolvido pela Saber Interactive (também responsável pelo ótimo TimeShift) e distribuído pela Konami. Trata-se de um FPS que foi lançado para Xbox 360 e Playstation 3, através da Xbox Live e da PSN, respectivamente, e também para PC, através do Steam e do Direct2Drive. Trata-se de um game baseado em um filme da Columbia Pictures de mesmo nome, sendo que ambos (filme e jogo) foram lançados no mesmo dia: 11 de Março de 2011.

Este review se baseia única e exclusivamente no game, pois não assisti ao filme. Aliás, também gostaria de deixar bem claro que analisei a versão do jogo para Xbox 360. Battle: Los Angeles, o game, basicamente é um FPS onde você deve rechaçar uma invasão alienígena. A tal invasão, aliás, se inicia em um certo dia 11 de Março. No começo do jogo, um telejornal fornece um panorama geral do que está acontecendo, e vale ressaltar que tanto este telejornal quanto as cutscenes que aparecem no decorrer do game são em estilo cartoon.

Infelizmente, a qualidade destas é bem pobre, o que, em minha opinião, demonstra uma grande falta de esmero (ou pressa em lançar o jogo) por parte da Saber Interactive. De qualquer forma, Battle: Los Angeles (não sei se no filme acontece a mesma coisa) já começa com ação. O que a princípio se pensava serem meteoros são, na verdade, artefatos/naves alienígenas. Tal fato é descoberto, aliás, quando as forças armadas percebem que os tais meteoros reduzem a velocidade antes do impacto, descartando, assim, qualquer possibilidade de eventuais quedas de meteoros.

Algumas pessoas disseram que o tempo de gameplay deste título é de cerca de uma hora e meia, e isto é realmente verdade. Pode variar, é claro, dependendo do nível de dificuldade que você escolher, de sua habilidade, etc. Mas o jogo é curto, com certeza. Quando você menos espera, ele acabou. A tão alardeada destrutibilidade de cenários se resume a explodir alguns carros, destruir o reboco de algumas paredes e, vez ou outra, observar a queda de prédios enormes ao longe, pontes e coisas do tipo.

A Saber Interactive utilizou sua própria engine no desenvolvimento do jogo, a Saber 3D Engine. Ela também utilizou um módulo da engine Havok chamado “Destruction”. Me parece que a Saber Interactive sub-utilizou esta tecnologia, para minha infelicidade, aliás, frustrando assim minhas expectativas em relação aos tais cenários destrutíveis.

O game tem seus pontos positivos, é claro. Todos os tiroteios são muito frenéticos, e em alguns momentos, você consegue presenciar muita destruição, seja causada por você ou pelos alienígenas. Aliás, fica aqui um aviso: não espere por uma grande variedade de inimigos. Todos os inimigos são iguais. Não existe o alien “X”, o alien “Y”, etc. Você trocará tiros contra um único tipo de aliens feiosos, os quais parecem conter alguns elementos eletrônicos em seus corpos, aliás.

Vale destacar que as explosões são muito bonitas, bem como o fogo. Você consegue destruir vidro também. Um dos pontos mais bacanas do game é a vegetação, a qual é bonita, verdejante e balança conforme o vento. É possível também, durante os diversos tiroteios, observar naves alienígenas sobrevoando o local. E em determinados momentos, você terá de abater algumas delas, seja utilizando um lança-foguetes, seja utilizando a metralhadora de um veículo militar Humvee.

Algumas vezes, podemos perceber também um certo exagero na saturação, o que acaba fazendo com que os gráficos, os quais são muito bonitos, diga-se de passagem, para um game distribuído via download, digamos, se tornem irritantes aos nossos olhos. Isto é temporário, entretanto, e é percebido poucas vezes durante o gameplay.

Battle: Los Angeles é formado por, na verdade, uma sequência de “eventos de tiroteio”, e vale ressaltar que não há uma grande variedade de armas. Você contará com uma metralhadora, um lança-foguetes, um rifle de precisão e granadas. Algo bacana, aliás, é se esconder atrás de um carro, com o rifle Sniper nas mãos, mirar em um inimigo e atirar contra ele através do vidro, observando ao mesmo tempo a morte do alienígena e o estilhaçar dos vidros.

Existem alienígenas espalhados por tudo quanto é lugar. No chão, no topo dos prédios, sobre carros, nas naves, etc. Você, durante o curto gameplay de Battle: Los Angeles, deverá realizar algumas missões de cobertura, utilizando o rifle, a metralhadora do veículo blindado, etc, o que ajudará a escapar um pouco da mesmice que vez ou outra toma conta do título.

Vale ressaltar que os alienígenas tomaram o controle até mesmo das comunicações, em Los Angeles, e conseguem interceptar até mesmo as conversas por rádio do exército. Estes mesmos alienígenas contam com robôs de ataque indestrutíveis: a única forma de pará-los é destruir aquele velho e conhecido alien que os controla, o qual está posicionado logo atrás deles.

Não vou negar, também, que o game conta com algumas (poucas) aparições de naves bem bonitas. Nestes momentos, é possível até mesmo visualizar o aspecto metálico das mesmas, e perceber o quanto elas são reflexivas. Isto ajuda um pouco a manter o interesse do jogador, principalmente pela ausência de cutscenes decentes. Seria melhor não ter inserido as tais “cutscenes estilo cartoon“, da forma como elas foram criadas.

O protagonista, Lee Imlay, um jovem de 19 anos (você), se cansa quando corre durante muito tempo. Aliás, não vou negar: ele se cansa bem rápido, prejudicando um pouco a ação. Não vou dizer que Battle: Los Angeles seja um péssimo game. Ele é um FPS descompromissado, com gráficos bonitos, na média para um game vendido por download e que custa apenas 10 dólares. Mas a idéia poderia ter sido muito melhor explorada.

O enredo poderia fornecer mais reviravoltas (não sei se ele é fiel ou não ao filme), e de qualquer forma, uma maior atenção poderia ter sido dada à história e até mesmo aos gráficos, mesmo que isto fizesse com que o preço do game subisse. O final do game não é nem um pouco empolgante, e deixa você com uma certa sensação de que “faltou algo”.

O esquema “avançar de um estacionamento/parque/edifício/etc a outro”, atirar, matar, realizar uma outra ação diferente, etc, pode funcionar no começo, e você, caso compre o game, vai finalizá-lo com certeza, pois ele é curto e fácil, como eu já disse acima. Mas, dificilmente você jogará Battle: Los Angeles uma segunda vez. Apesar do que eu imaginei a princípio, o fato do game ser curto é uma grande falha, pois torna ainda mais evidentes os problemas do mesmo.

Conclusão

Battle: Los Angeles, o game, poderia ter sido muito melhor. Percebemos, ao jogá-lo, que existe muito potencial para um bom game, potencial este que não foi explorado. Seus gráficos dão conta do recado com algumas falhas, e sua jogabilidade é simples. Trata-se de um FPS  que poderia ter sido muito melhor. Você perceberá isto se jogá-lo.

Ficha Técnica

Título: Battle: Los Angeles
Gênero: FPS / Ação
Desenvolvedora: Saber Interactive
Distribuidora: Konami
Data de lançamento: 11 de Março de 2011
Plataformas: Xbox 360 (XBLA), Playstation 3 (PSN) e PC
Versão analisada: Xbox 360

Poderá gostar também

Pin It on Pinterest