Diamond Dan é um interessante indie game que mistura aventura e puzzles de uma forma sensacional. Trata-se de um jogo desenvolvido pela Grendel Games, empresa holandesa que também possui em seu portfolio um game para o Nintendo Wii (WiiWare) e outro para o iPhone (Diatomic e Equalized, respectivamente).

Diamond Dan é muito interessante, conta com gráficos muito bonitos e proporciona aos amantes de puzzles uma experiência muito bacana. O jogo é muito divertido e diferente, e conta com algo que eu gostei bastante, além do próprio game em si: seus menus são um show à parte.

Enquanto nos menus, a tela oscila vertical ou horizontalmente, acompanhando os movimentos do mouse. Você navega pelos menus, assim sendo, de uma maneira muito intuitiva e divertida.

História

Como em qualquer puzzle, a história muitas vezes pode passar despercebida, pois o interessante mesmo, em games deste gênero, é o desafio. Os quebra-cabeças que ele oferece. A dificuldade. Mas Diamond Dan conta com uma história que serve para explicar o porquê do Dan estar ali, naquelas ruínas antigas, chutando pedras para abrir caminho. Ocorre que ele quer ser um caçador de tesouros, e seu tio (provavelmente um arqueologista) o levou até uma de suas escavações para ensinar um pouco de “trabalho duro” ao sobrinho.

Desapontado após um dia de trabalho estafante sem conseguir encontrar a entrada para um templo antigo, Dan resolve partir para a aventura por conta própria, escondido do tio. Esta é a premissa para que ele assuma de vez então a vida de aventureiro e passe a visitar templos antigos, passando pela Europa, América do Sul, etc, sempre com o tio irritado e/ou preocupado com suas perambulações e “escavações”. Em determinado momento do jogo, Dan recebe a ajuda de Ann, garota muito simpática que utiliza uma picareta. A partir daí, você pode escolher qualquer um dos dois personagens, e cada um deles possui habilidades diferentes.

Jogabilidade

Não há segredo. Basicamente, você utiliza as setas do teclado para movimentar o personagem e a barra de espaços para pular (a seta apontando para cima também faz com que o personagem pule). Quando jogando com o Dan, utilize CTRL + setas para empurrar blocos de rocha na direção desejada. Quando jogando com a Ann, o CTRL aciona sua picareta. Trata-se de um game cuja jogabilidade é simples ao extremo: a dificuldade fica por conta dos puzzles, como não poderia deixar de ser. E os puzzles são deliciosos.

Jogando Diamond Dan

O jogo é uma delícia, digo mais uma vez. Vale ressaltar que você deve quebrar ou empurrar blocos (dependendo do personagem que escolher) para abrir caminho. O cenário é representado por montanhas formadas por blocos de rocha, e você inicia o jogo sempre no topo. Existe um marcador que fornece seu “nível de altitude”, localizado no canto superior direito. Seu objetivo é chegar até o nível inferior, coletar o pergaminho que abrirá a porta do templo e então se dirigir até o templo e nele entrar (o templo se encontra no mesmo nível do pergaminho). Feito isto, você passará para a próxima fase.

Mas não pense que a tarefa é fácil. Os blocos da montanha possuem vontade própria, digamos. Eles podem te esmagar e podem também te jogar para fora da montanha. Existem blocos que contêm armadilhas. Blocos que se abrem revelando cisternas cheias d’água, blocos com mãos que te agarram e blocos cujas lâminas são disparadas tão logo você passe por cima deles (ou ao lado) são alguns dos problemas que você também terá de enfrentar.

Durante sua descida, você pode coletar diversas jóias preciosas espalhadas pelo caminho, e também moedas de ouro que determinados gárgulas deixam escapar, de vez em quando. Sua descida até a entrada do templo pode se tornar muito difícil, devido à constante movimentação dos blocos. Existem também blocos fragilizados que podem despencar sobre você se você não prestar atenção. Estes podem ser identificados por rachaduras em suas faces.

Diamond Dan é um game muito viciante, e faz com que você se sinta sempre impelido a tentar mais uma vez, sem se importar com o fato de, principalmente no início, morrer bastante ao tentar descer por entre o emaranhado de blocos rochosos.

Gráficos e trilha sonora

Os gráficos de Diamond Dan são muito elegantes, e os efeitos de iluminação são bonitos demais. Não se trata de um game desenvolvido com o objetivo de impressionar pela sua parte gráfica, entretanto, e ele é muito mais do que competente naquilo a que se propõe. Os blocos rochosos possuem um aspecto bem polido, e exibem diversos padrões diferentes nos mesmos, os quais ajudam o game a ficar mais bonito ainda. A câmera acompanha o movimento do personagem quando este entra em uma “esquina” (pois você pode caminhar pelas quatro faces do monte rochoso), e se aproxima ou se afasta do mesmo, dinâmicamente, dependendo da situação.

O personagem conta com uma lanterna em seu capacete, também, o que ajuda no gameplay e torna tudo mais vivo. A trilha sonora possui um ar muito misterioso que ajuda na ambientação, pois estamos em ruínas antigas, lembra-se? 🙂 Ela é extremamente adequada ao game, e ajuda bastante a motivar o jogador. Vale ressaltar que, atingido o nível mais baixo da montanha, você se depara com mecanismos em movimento que lembram engrenagens. Eles são muito bonitos e parecem ajudar a sustentar a montanha de blocos.

Conclusão

Jogabilidade simples e puzzles instigantes especialmente desenvolvidos para quem não se importa em morrer várias vezes para chegar até o objetivo são os elementos chave de Diamond Dan, juntamente com sua proposta diferente de abrir caminho em uma montanha cheia de blocos que escondem as mais diversas armadilhas. Jogue e vicie-se.

Ficha Técnica

Título: Diamond Dan
Gênero: Puzzle / Aventura
Desenvolvedora: Grendel Games
Distribuidora: Grendel Games
Data de lançamento: 08 de Outubro de 2010
Plataformas: PC
Versão analisada: PC

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