Tive o prazer de receber da Dynacom, através de sua assessoria de imprensa, a qual me atendeu muito gentilmente, um console Dynavision Cybergame para testes. Trocando em miúdos, trata-se de um console emulador. Ou seja, um console onde você rodará emuladores e ROM’s de games antigos. Lançado no final de 2010, o Cybergame consegue emular os seguintes consoles: NES, SNES, Game Boy, Game Boy Color, Game Boy Advanced, Megadrive e SunMedia 32 bits, além de jogos em flash. É claro que não sou nenhum expert em emulação, portanto, este review será focado nas características gerais do aparelho, pois ele é mais do que um console emulador, vale ressaltar.

O Cybergame também funciona como um media center “quase perfeito”. Ele reproduz arquivos nos formatos .asf, .avi, .dat, .flv, .mpg, .mp4, .rm, .rmvb, .wmv, .vob e .3gp. Para ajudar nesta parte, ele conta com um prático e discreto controle remoto, o qual fornece acesso às suas funções básicas: ligar/desligar, ESC, play, pause, avanço, retrocesso, menu, volume, etc. Eu mencionei o fato de que o Cybergame é um media center “quase perfeito” simplesmente pelo fato de que ele não conta com nenhuma saída de alta definição. Apesar da Dynacom mencionar que o console “reconhece vídeos de alta definição (HD)“, esta função acaba sendo perdida porque não existe, por exemplo, nenhuma saída HDMI no console. Talvez em uma futura versão do mesmo, quem sabe.

Considero o preço sugerido pela empresa (R$ 249,00) muito de acordo com aquilo que o aparelho oferece, uma vez que você pode não somente utilizá-lo para jogar, mas também pode assistir filmes, ouvir música e até mesmo visualizar arquivos .TXT através do pequeno console. O Cybergame é um console pequeno. Discreto, na verdade. Na realidade, achei o pequenino console muito bonito. Ele aparenta ser um pouco frágil, na verdade, e os encaixes dos dois joysticks nos conectores DB9 deve ser feito com muito cuidado, pois a operação é um pouco delicada. Sabe quando o encaixe não é perfeito, quando você tem de “fazer uma forcinha”? 🙂

O Cybergame possui, em sua parte frontal, uma entrada para cartões de memória SD e um conector mini-USB, além dos conectores para os joysticks. A transferência de games e arquivos entre o console e o computador pode ser feita tanto através do cabo USB que acompanha o pacote, quanto através do cartão de memória. Aliás, vale ressaltar que também acompanha o pacote um adaptador SD/USB e um cartão SD de 4 GB. O console possui cerca de 300 MB de memória interna, a qual também pode ser utilizada para o armazenamento de games e arquivos os mais diversos. É justamente na memória interna do aparelho, aliás, que vem o manual completo do mesmo: o pequeno manual incluso na caixa do aparelho, embalado junto com os acessórios, é apenas um manual para consulta rápida. Além do conteúdo acima mencionado, 2 joysticks que lembram bastante os do Playstation 1 acompanham o videogame, bem como cabo de áudio e vídeo e fonte de alimentação bi-volt.

O Cybergame possui uma dashboard infelizmente feia e pouco intuitiva. É claro que pode-se esperar por atualizações no firmware do aparelho, mas bem que a Dynacom poderia ter dado uma atenção melhor a esta parte, principalmente em um produto destinado a quem deseja praticidade e lançado em época de festas, onde muitos pais, possivelmente, compraram o produto para seus filhos. Bom, de qualquer forma, através da dashboard, você pode acessar diversas opções, como por exemplo o ícone que dá acesso à lista de games contida no aparelho, etc. Você pode também configurar qual memória o Cybergame irá ler: se a interna ou se o cartão de memória. Não faça confusões aqui, hein? 🙂

É possível também acessar-se a parte de configuração do sistema, e alterar-se detalhes tais como idioma (português, espanhol, francês, italiano e alemão estão inclusos, dentre outros), sistema de cores (NTSC ou PAL), etc. Na dashboard também existe uma opção que fornece acesso a algo que lembra vagamente um Windows Explorer, e através do qual você pode explorar a memória do aparelho de forma geral. Existem também opções específicas para acesso direto às imagens, vídeos, músicas, etc.

O adaptador SD/USB também conta com alguns problemas. Além de ser construído com um material plástico um pouco frágil, seu encaixe em qualquer uma das 6 portas USB do PC que utilizei para testes foi um pouco difícil. Em determinadas portas, tive de chegar a forçar um pouquinho o encaixe, o que certamente pode ocasionar problemas quando no uso diário. O joystick do Cybergame segue o padrão de cores do console: cinza escuro e laranja, e é bem leve, o que pode agradar ou não o usuário, dependendo de suas preferências pessoais.

O que me causa estranheza é o fato de tanto o music player quanto o video player do console serem um tanto quanto estranhos. Tanto em relação à sua parte gráfica, digamos (baixa resolução de imagens), quanto em relação à falta de opções. Os controles não são nem um pouco intuitivos, vale ressaltar, o que pode acabar dificultando as coisas para algumas pessoas. Nada que uma lida no manual não resolva, é claro. Nos testes que realizei com o aparelho, consegui executar arquivos .mp3, .avi, .mpeg e .3gp. Tudo numa boa, sem complicações, além das mencionadas acima.

Jogando no Cybergame

Algo que chama a atenção logo de cara no Cybergame é uma função que permite que o gamer salve o jogo do ponto em que parou. Isto ajuda bastante, e com certeza é um diferencial e tanto, principalmente em um console que possui como público alvo usuários que não possuem muita intimidade com emulação. Sem entrar nas tecnicidades relativas aos mais diversos emuladores existentes na atualidade, gostaria de ressaltar que a minha experiência de jogo com o console foi muito boa.

O controle, apesar de leve, manda muito bem, e o gamer consegue se divertir, sem maiores complicações, após a inserção dos games na memória do aparelho (além daqueles já fornecidos com o console, é claro). Emulação é um assunto que pode soar, para grande parte das pessoas, como algo muito complicado. A Dynacom resolveu este problema, pelo menos para grande parte dos usuários não avançados, através de um console que já vem “pronto para uso”. Digamos: “ligou, jogou”.

Basta realizar as conexões iniciais e sair jogando, basicamente. É claro que, por exemplo, nem todos os retrogames e emuladores funcionarão no console. Problemas no som em alguns games também podem ser sentidos, como chiados, por exemplo. Uma outra falha que, em minha opinião, poderia ser levada em consideração pela Dynacom em futuros updates, é o suporte aos games do saudoso Master System. Fora isso, o Cybergame cumpre muito bem com o seu papel, e ainda possui alguns extras.

Finalizando

O Dynavision Cybergame é um console emulador voltado para o público não avançado. Compacto, leve e de fácil utilização, o aparelho cabe em qualquer lugar e é a solução ideal para quem quer jogar games antigos sem se aprofundar no mundo dos emuladores. Trata-se de um aparelho que oferece funções extras às de um console, por um preço extremamente amigável, e que sem dúvida pode fornecer bons momentos de diversão.

Fica aqui um aviso, entretanto: se você é um retrogamer com ampla experiência em emulação, o Dynavision Cybergame não é para você.

Agora, se você gosta de games antigos e possui nenhuma ou pouca experiência com emuladores, ROM’s e afins, o Cybergame pode ser uma boa opção, por um ótimo preço.

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