EDGE é um jogo estilo plataforma muito peculiar, lançado hoje, 11 de agosto de 2011, no Steam. Trata-se, na verdade, de uma espécie de remake do EDGE para dispositivos iOS, disponível na App Store e desenvolvido pela Mobigame. O EDGE que foi lançado hoje no Steam foi muito aperfeiçoado pelas mãos da Two Tribes, empresa responsável também por RUSH e Toki Tori. À princípio, EDGE pode parecer similar a RUSH, mas esta impressão é logo desfeita tão logo começamos a jogar o game.

Trata-se, acima de tudo, de um divertidíssimo “platformer” com um clima bem retrô. É claro que durante o gameplay o jogador se deparará com puzzles. Mas estes não fazem parte da experiência principal, digamos. Estes representam papel coadjuvante e são apresentados na forma de obstáculos, ativação de switches, situações que requerem atenção, rapidez e destreza, etc. Edge é um jogo estilo plataforma onde você controla um cubo colorido. Um cubo que vive, literalmente, “no limite”.

Tal cubo colorido se movimenta em pistas suspensas em um ambiente muito similar ao espaço. Tudo é em 3D, mas não é possível movimentar a câmera, o que acaba dificultando um pouco as coisas. Para ajudar o gamer, existe um mapa muito bacana sempre posicionado no canto superior esquerdo, o qual exibe a posição de seu cubo mesmo quando este se encontra atrás de algum outro bloco. O mundo de EDGE, aliás, é formado por blocos, coloridos ou não. Tais blocos também podem sofrer diversos efeitos especiais e até mesmo piscarem durante o gameplay.

Tudo no novo jogo da Two Tribes remete aos velhos tempos, menos os mapas/pistas em 3D. Até mesmo sua trilha sonora conta com elementos retrô. O objetivo do game é finalizar cada pista/nível no menor tempo possível, coletando pequenos “prismas quadrados”. Quanto menos tempo você levar para finalizar um nível, e quanto mais prismas coletar, melhor. Aliás, assim que você finaliza uma fase, você recebe sua nota. É muito bacana, e existe também um tempo limite, o “Edge Time”, para cada percurso. Mas o jogo não termina se você ultrapassar este tempo: você “apenas” receberá penalidades e notas inferiores.

Trata-se de um jogo que, sob uma aparência simples e realmente old-school, esconde muita diversão e desafio. Isto sem falar nas melhorias, como por exemplo suporte a joystiq e Steam cloud. Em uma das fases, por exemplo, você deve atravessar um grande vazio se apoiando em um cubo que se movimenta para a frente e para trás. A dificuldade, porém, é se “ligar” a este bloco, o que acontece apenas se você conseguir se manter em uma posição perpendicular ao mesmo. Haja treino e domínio dos controles.

A jogabilidade de EDGE é extremamente simples e trata-se, realmente, de um game muito gostoso de se jogar. O novo título da Two Tribes conta com blocos que caem, blocos que te empurram para baixo, blocos que se movimentam no vazio e também com verdadeiras formações de blocos que saem de buracos nas paredes e te empurram, pela “pista”, em altíssima velocidade. Tais elementos podem representar tanto ajuda quando empecilho pois, lembre-se, as pistas por onde você caminha são repletas de buracos e pontos onde você, literalmente, pode cair no espaço.

Você também pode utilizar cubos em movimento que atravessam os abismos (espaços vagos), subindo em cima dos mesmos, e fazer uso de blocos que vão surgindo conforme você anda. Cada fase no jogo sempre tem algo novo a mostrar ao jogador. Cada nível possui algum tipo de mecânica e/ou dificuldade diferente, e muitos deles contam com símbolos de interrogação pintados no chão, os quais, quando pressionados, fornecem dicas.

Em EDGE o jogador também tem de lidar com switches. Existem switches que servem às mais diversas funcionalidades. Alguns colocam determinados elementos em movimento, outros ativam plataformas através das quais você pode atravessar espaços vazios e existem também, em diversos momentos, mais de um switch. Nestes casos, você deve descobrir qual é a sequência correta e pressioná-los de acordo (basta passar por cima dos mesmos).

O “protagonista” também pode sofrer um efeito muito bacana. Em determinados locais existem prismas especiais que fazem com que o seu cubo diminua de tamanho. Feito isto, ele pode se movimentar quase que sem limites. É claro que ele ainda pode cair nos buracos, mas ele pode subir nas paredes, independentemente da altura, por exemplo. Tome cuidado, também, para não cair em algum “ponto morto”. Por exemplo, se você for parar bem no meio de alguma estrutura, e não houver espaço superior suficiente para o rolamento, você ficará preso até que algum “inimigo” o destrua ou o jogue no espaço.

Vez ou outra, verdadeiras sequências ativadas pelos switches são postas em ação, e você se movimenta através de diversos pontos sem sequer tocar no joystiq ou no teclado. O jogo consegue apresentar ao gamer, através de elementos quadriculares, algumas formações e situações muito interessantes. Você poderá se deparar, em uma determinada fase, com uma espécie de “trânsito” repleto de quadradinhos se movimentando rapidamente para lá e para cá. Você começa a observar tudo isto à partir de uma espécie de viaduto, e quando cai na pista, é uma verdadeira loucura.

É realmente incrível como EDGE consegue oferecer tanta diversão e, ao mesmo tempo, ser simples. Não existem armas, movimentos especiais, saltos nem nada do tipo no jogo. Você deve única e exclusivamente movimentar o seu cubo e lidar com os problemas e puzzles de cada um dos ambientes.

EDGE é um jogo delicioso. Jogá-lo ao final do dia representa uma verdadeira sessão de relaxamento, e tenho certeza absoluta de que os retrogamers gostarão muito deste novo título. Ele conta com leaderboards, também, além de Steam achievements. Sua demo também está disponível no Steam, portanto, não custa dar uma olhada.

Algo que dificulta bastante nossa vida no jogo, entretanto, é o fato de não podermos movimentar a câmera. Isto acaba tornando certos momento um pouco chatos, devido ao fato de sabermos o que deve ser feito mas não termos a segurança nem a precisão necessárias para tal. O mapa ajuda bastante, é claro, mas muitas vezes é difícil nos situarmos, principalmente quando o cubo some de nossas vistas. Se a Two Tribes realizar um update no jogo que nos permita alterar entre diversas opções de câmera, ou simplesmente girá-la, seria fantástico. Pode parecer pouca coisa, mas em algumas das fases de EDGE, a possibilidade de girar a câmera seria formidável. Ou melhor, imprescindível. EDGE conta com mais de 40 níveis, e logo ao iniciá-lo você é recebido por uma música relaxante e muito bacana.

Concurso EDGE

A Two Tribes está promovendo um concurso, através do qual serão sorteados todos os games do portfolio da Mobigame e da própria Two Tribes. O nome dos ganhadores também será incluso em EDGE, vale ressaltar. Saiba mais detalhes através deste link.

Conclusão

EDGE é um platformer que conta com muitas belezas e desafios. Sob sua aparente simplicidade, o jogador encontrará diversos elementos retrô revestidos de uma capa de modernidade, puzzles bacanas e intrincados, e um mundo muito atraente, feito de cubos e plataformas que flutuam no espaço.

Nota

8.0/10

Ficha Técnica

Título: EDGE
Gênero: plataforma / puzzle
Desenvolvedora: Two Tribes
Distribuidora: Two Tribes
Data de lançamento: 11 de Agosto de 2011
Plataformas: PC
Versão analisada: PC

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