A Blitz1UP, pertencente a um grupo que atua em diversas áreas e fornece uma grande ajuda aos pequenos desenvolvedores e seus indie games, me forneceu uma cópia do XBLA Encleverment Experiment, e aqui está o prometido review. Encleverment Experiment é um game que apresenta ao jogador uma série de testes bem diversificados. Um puzzle que pode ser jogado por pessoas de todas as idades, que possui diversos tipos de desafios, testes e modos de jogo. Tudo em Encleverment Experiment gira em torno de testes que, digamos, testam o seu cérebro em relação a quatro áreas específicas: memória, reconhecimento de padrões, matemática e reações.

O game, disponível para o Xbox 360, não possui grandes dificuldades em relação ao idioma quanto o último XBLA que analisei, o KrissX. Em Encleverment Experiment, tudo rola muito mais, digamos, tranquilamente, pois a jogabilidade é muito simples, e você só precisa entender o que é exibido em tela e então utilizar os botões correspondentes. As cores são uma constante neste game, e seus botões correspondentes no controle do Xbox 360 (Y = amarelo, X = azul, A = verde e B = vermelho) são utilizados de forma muito auto-explicativa em todos os modos de jogo, puzzles e mini-games.

Tudo o que você deve fazer é ajudar o Professor Ivor em seu laboratório de testes. Bom, não é tão simples assim. São diversos tipos de quebra-cabeças, desde um game onde você deve memorizar cores exibidas nos olhos de um gato (sim, um gato 🙂 ) e depois repetí-las na ordem correta utilizando os botões coloridos do controle do seu Xbox, até um onde lhe é exibido um rosto, em uma máquina de teletransporte, o qual some rapidamente. Em seguida, você deve identificá-lo em uma lista com 4 rostos (o rosto correto está ali, é claro).

Puzzles onde você deve encontrar uma palavra escondida no meio de um emaranhado de letras também fazem parte de Encleverment Experiment, e a os criadores do game conseguiram juntar matemática com corrida. Em um dos inúmeros puzzles você deve acertar o resultado de uma soma que é exibida na parte superior da tela enquanto seu mascote corre em uma pista de corrida.

E, sim, você tem um mascote. Aliás, você possui vários. E pode comprar mais mascotes na “Mascot Shop”. O game também utiliza o seu avatar, o qual é exibido durante cada partida, e seu mascote exibe reações de tristeza ou felicidade, conforme você acerta ou erra as questões e quebra-cabeças.

Terminado cada puzzle, o jogo exibe um relatório, através do qual é possível inclusive visualizar quais áreas do seu cérebro foram, digamos, “melhoradas”, e quais sofreram uma “queda”, dependendo de seu desempenho. Até um jogo estilo labirinto você poderá jogar em Encleverment Experiment, ajudando um pequeno camundongo a achar o caminho correto para o queijo. Como sempre, os botões/cores são cruciais, e você deve escolher uma das quatro entradas que levarão o rato até o objetivo, cada uma delas atribuídas a uma cor/botão.

É possível também entrar no Show do Professor, e jogar não mais sozinho, mas contra um oponente virtual. Você e o cara disputam os mesmos games ao mesmo tempo, e tanto você como ele podem errar ou acertar. Além disto, recebe mais pontos quem resolver os puzzles primeiro. Acerte primeiro e ganhe o primeiro lugar, ou deixe a máquina acertar primeiro e você ficar em segundo. 🙂

Existe um modo de jogo muito interessante, chamado Maratona Mental, o qual oferece 16 minigames. Para passar de um minigame para o outro é preciso acertar pelo menos 3 questões/problemas.  No modo “Calibração Craniana”, o gamer pode testar as quatro áreas do cérebro que mencionei acima, e o interessante é que sempre existe um problema diferente e/ou uma disposição dos objetos, cenário e personagens diferente.

Em um dos puzzles, falando agora a respeito da memória, existe uma máquina que lê e exibe os pensamentos do Professor. Em seguida, é perguntado ao jogador a respeito do que o professor estava pensando, e também no que ele não estava pensando. Os tais pensamentos, é claro, eram objetos, animais, ícones, formas geométricas, etc. Itens que devem ser memorizados e posteriormente mencionados, quando solicitado. Achar a peça correta que falta em um disco quebrado, ou o pedaço de torta que formará uma torta do tamanho e formato apresentados em tela também faz parte da brincadeira, aliás.

Os gráficos de Encleverment Experiment são agradáveis. Polidos e coloridos. A trilha sonora é suave e ajuda o jogador “sob teste” a relaxar. Existe um narrador no game que não pára de falar, narrando tudo o que acontece, o que você deve fazer, como as coisas funcionam, etc, e isto é algo muito engraçado. Ele parabeniza o gamer a cada acerto, ou diz algo como, por exemplo: “No, no, no, no, no”, quando o jogador erra alguma coisa. E ele diz isto tudo com uma entonação e uma certa dramaticidade que são bem engraçadas.

Não se trata, é claro, de um título AAA nem tampouco de um XBLA onde os gráficos sejam estupendos. O game é bom dentro daquilo para o qual foi desenvolvido: trata-se de um game cheio de quebra-cabeças e coisas para serem resolvidas, tudo isto dentro de um laboratório. Existe também um modo multiplayer em Encleverment Experiment, porém, infelizmente, ainda não consegui encontrar ninguém disponível para jogar comigo. Mas vou continuar tentando.

Encleverment Experiment também possui um modo chamado “Home-Made-Game”, onde você pode criar seu próprio game, dentro de certos limites, é claro. O que é permitido fazer é definir os games que farão parte de sua criação, a quantidade dos mesmos, a ordem em que eles serão jogados e o nome de sua obra.

É também possível praticar diretamente um dos 16 games disponíveis, para afiar seus dedos e sua mente para os desafios vindouros. Você também pode “lutar” para obter todos os 60 mascotes disponíveis, e consultar os resultados de seus testes anteriores a qualquer momento.

O XBLA permite partidas multiplayer online ou locais, para até 4 jogadores, e possui suporte à câmera Xbox Live Vision. Trata-se de um game para quem aprecia resolver quebra-cabeças e testes que envolvam raciocínio e reações rápidas. Tudo é feito de uma forma tal que você não se cansa, durante o gameplay, a não ser que não tenha dormido direito ou que esteja realmente muito cansado devido à correria do dia a dia. Pois o ato de pensar também cansa. 🙂

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