Fireburst

Em 1992, a Nintendo lançava Mario Kart, mais um jogo de seu mascote, desta vez no gênero de corrida. Porém, ele foi além disso: acrescentou power ups e elementos de combate ofensivos e defensivos. Em 1993, veio Rock N’ Roll Racing que trouxe outros 2 elementos marcantes: trilha sonora e narração. Ao longo dos anos, muitos jogos buscaram a evolução do gênero “battle-racing” e tivemos títulos expressivos como Twisted Metal e Vigilante 8. Recentemente, vi alguns nessa linha como Blur, por exemplo. Nos últimos dias tive a oportunidade de jogar Fireburst da exDream. Deixarei aqui minhas impressões sobre o game.

Ficha técnica

Título: Fireburst

Gênero: Corrida

Desenvolvedora: exDream

Publisher: IndiePub Games

Data de Lançamento: 25 de abril de 2012

Plataformas: Xbox 360, PlayStation 3 e PC

Versão analisada: Xbox 360

Como todo jogo de corrida, existem os comandos básicos de direção: aceleração, freios e freio de mão. O elemento que diferencia Fireburst está no Fireboost (nitro), pois toda mecânica do jogo gira em torno dele. Ao lado esquerdo da tela você tem um medidor de calor (Heat) e sempre deve ficar de olho nele, pois se ele chegar ao máximo, BOOM: seu carro explode! O próprio Fireboost aumenta o calor do carro, portanto você deve ficar atento para não se empolgar muito quando estiver querendo ganhar velocidade.

Como resfriar o carro? Basicamente, água! O carro possui um radiador que diminui automaticamente o calor, mas este processo é extremamente lento e não é o suficiente. Portanto, você deve usar os recursos que estão no próprio cenário, como os barris de água: se acertar 2 deles em cheio, é mais do que o suficiente. Dependendo da pista, existem outras formas, como poças de água, lagos, quedas d’água e sprays em alguns checkpoints.

Fireburst

Mas você deve ficar atento: além dos barris de água, temos também os barris explosivos! Se bater em um deles, ficará em perigo, e se já estiver com o nível de calor muito alto… BOOM! Além disso, existem pistas traiçoeiras, portanto tente sempre manter o seu carro no circuito, se não… já sabe, né?

Além de aceleração, o Fireboost serve como arma contra seus oponentes. Existem 4 classes desses ataques, cada carro possui apenas uma delas:

  • Fireball: Seu carro é envolvido por uma bola de fogo, deixando-o imune a ataques de outros carros. Porém, para destruir seus inimigos você deve bater neles diretamente com seu carro.
  • Fireblast: Um anel de fogo se forma em volta do carro, quando mais você segurar o Fireboost, maior este anel fica. Ao soltar o botão, quem estiver naquele perímetro delimitado pelo anel, será atingido.
  • Firewall: Chamas são lançadas de ambos lados, ideal para acertar oponentes durante uma ultrapassagem.
  • Firewheels: Esta habilidade é recomendada para quem é bom de volante e está sempre na dianteira: ao ativar o Fireboost suas rodas deixam uma trilha de fogo por onde passa, como o DeLorean do filme “De Volta Para o Futuro”.

Fireburst

Temos basicamente 2 modos de jogo: Race e Destruction. No primeiro, são corridas comuns. Já o segundo, se passa em arenas e mapas abertos, sem contagem de voltas, onde o único objetivo é aniquilar seus oponentes (bem parecido com “Destruction Derby”), quem chega a 10 vitórias primeiro, ganha. Temos variantes destes 2 modos no Multiplayer, em todos eles, não consegui encontrar uma pessoa sequer no lobby! Vale lembrar que existe também a opção split screen para Multiplayer Local, o qual também não testei.

Há um modo chamado Fireburst Racing League mas, diferente do que o nome leva a acreditar, não é um campeonato. Se tratam de desafios com tarefas pré-definidas. Cada personagem tem direito a 5 desses desafios e, ao finalizá-los, você destrava novos carros. Os desafios são interessantes e exigem bastante concentração: em um deles, por exemplo, você deve ativar o Fireboost por 2,5 segundos em cada checkpoint, portanto é necessário calcular bem os pontos da pista para fazer isso, usando sempre os barris e poças d’água para resfriar seu carro. Em outro, seu radiador está quebrado e seu nível de calor não para de subir nunca, você deve então ultrapassar ou destruir seu adversários enquanto resfria seu carro.

Fireburst

Como não sou um ás do volante, senti um pouco de dificuldade em alguns desafios. No mais, achei bem interessante essa mecânica do jogo que exige uma atenção constante para o perigo, deixando a adrenalina lá em cima! Porém, um ponto básico deixou muito a desejar e ofuscou todo o brilho do jogo: o sistema de colisões! Só para citar alguns exemplos: quando avanço para bater na traseira de um carro inimigo, não há impacto. Ao invés disso, meu carro decola como se tivesse passado numa rampa! Quando outros veículos batem em mim, a colisão é mais natural… ou quase isso: uma vez um inimigo bateu de lado e meu carro foi arremessado a uns 20 metros de altura! Lembrando que isso não foi causado por explosão, pois meu carro voltou inteiro para pista (como se a gravidade tivesse sido alterada temporariamente).

O jogo também conta com algumas músicas executadas por bandas indies. Nenhuma muito marcante, o destaque vai para a faixa da introdução: “Drive” da banda Hawthorne Heights. Os personagens e carros são bem genéricos, mas cumprem com o propósito até com uma certa variedade. Mas enquanto as fotos dos personagens são bem cartunescas, os modelos em 3D são bem diferentes e insossos.

Conclusão

O título da exDream não traz grandes inovações, ainda assim, Fireburst consegue ter uma identidade, usando uma mecânica original, concentrando toda sua jogabilidade no conceito que faz jus ao seu nome. Poderia ser um jogo de mediano a bom, mas coloca tudo a perder por seu sistema de colisões defeituoso. Para os grandes fãs do gênero, talvez valha a pena pegá-lo na Steam Summer Sale com 90% de desconto, por módicos R$ 1,69. Ou então esperar pelo remake de Rock N’ Roll Racing.

Fireburst

Residente (e natural) da Cidade de Osasco há 29 anos. Já passou por blogs como Super Mundo Robô e Projeto Jogatina. Colaborador dos sites Positrôniko e Cosmic Effect. Para que suas ideias e pensamentos não sejam perdidos, gosta de manter registro escrito deles, de forma privada ou pública. Apesar de gostar de games, cada vez mais joga menos. Sua fila no Xbox 360, PC (e SNES!) é bem grande. Pretende reduzir seu tamanho em doses homeopáticas de jogatina e ainda espera ver Half-Life 3 lançado.

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