(Review) Max Payne 3

Max Payne 3 - Review

Determinados jogos eletrônicos conseguem nos apresentar uma trama tão envolvente, protagonistas tão torturados e, de certa forma, carismáticos, e ação tão frenética porém justificada, que fica muito difícil deles “desgrudar” enquanto pelo menos não finalizarmos sua campanha. Este é o caso de Max Payne 3, mais recente capítulo da famosa franquia que estreou em 2001 e cujos dois primeiros títulos foram desenvolvidos pela Remedy Entertainment.

Temos aqui um jogo onde o protagonista não se dá lá muito bem em suas tentativas de conciliar os fantasmas de seu passado com seu atual trabalho de segurança particular, ao mesmo tempo em que enfrenta sérios problemas com o álcool. Aliás, ele não se dá bem em momento algum do jogo, e suas tragédias pessoais se misturam com aquelas que o rodeiam. O ex-policial norte americano se encontra agora em São Paulo, no Brasil, e é o guarda-costas da família Branco.

A Rockstar nos entregou mais uma vez um ótimo jogo. Um título repleto de violência, belezas, personagens e organizações motivados por interesses escusos e muita, muita ação. A violência em Max Payne 3, entretanto, não está nem um pouco fora do contexto, o que acaba fazendo com que o jogador não se surpreenda muito quando se depara com tiros na cabeça, sangue jorrando, figuras execráveis e um personagem principal, muitas vezes, revoltado, amargurado e com muito sangue nos olhos.

Max chega a realizar diversas críticas a seus empregadores e àqueles que os cercam. Ele comenta com muita frequência a respeito da vida fútil que Fabiana, esposa de Rodrigo Branco, e Marcelo, seu cunhado, levam. Ele critica a podridão que o cerca. Temos também de nos lembrar de que ele não está vendo nada muito diferente daquilo que já viu anteriormente. Podemos ouvir os pensamentos do ex-policial, aliás, quase que durante o jogo inteiro, e eles ajudam a tornar o clima do jogo ainda mais tenso e dramático, pois o segurança particular, além de tudo, não é nem um pouco otimista.

Não podemos nos esquecer também do assassinato de sua mulher e de sua filha, nos Estados Unidos, acontecimento que o assombra até hoje e cujos reflexos podem ser observados neste terceiro título da série de várias maneiras. Max Payne 3 também exibe outra visita do agora segurança particular ao túmulo de sua família, durante um flashback jogável em Hoboken, quando ele se viu então forçado a aceitar o trabalho em São Paulo que lhe foi oferecido por Raul Passos, ex-policial de Nova Iorque.

Dizer que Max foi forçado a aceitar o trabalho no Brasil pode soar um tanto quanto exagerado. Digamos, então, que forças maiores o obrigaram a deixar os Estados Unidos, e ele acaba aceitando então o trabalho que inicialmente recusou com afinco. Estas forças, aliás, estão profundamente ligadas a um sério acontecimento que envolve um chefão do crime organizado em New Jersey, Anthony DeMarco.

O jogo conta com mais de um flashback jogável, e todos eles permitem que o jogador obtenha um panorama melhor a respeito dos motivos de Max Payne ter vindo para o Brasil. É digna de nota a maneira como a narrativa do jogo é forte e muitas vezes é capaz de fazerem surgir sentimentos extremamente tristes.

Em São Paulo, o protagonista acaba se deparando com inúmeras mazelas que podem facilmente serem confundidas com as de diversos outros locais do mundo, o que ajuda bastante, é claro, a tornar o jogo “universal”, da mesma maneira que títulos não ambientados em nossos país. Muitas destas mazelas, aliás, estão intimamente ligadas ao destino, ao modo de vida e ao passado de alguns membros da família Branco.

Max Payne 3 nos apresenta um Brasil, uma São Paulo, não muito diferente de outras grandes metrópoles do mundo. Temos organizações criminosas que operam “com o aval do Estado”, grupos criminosos “escancarados”, milícias, corrupção e abuso de poder. Grupos como, por exemplo, o Crachá Preto, o Comando Sombra e a UFE (Unidade de Forças Especiais) possuem elementos que são facilmente identificáveis em organizações existentes (também) no Brasil.

A UFE, por exemplo, pode muito bem ser vista como uma espécie de “BOPE dos jogos eletrônicos”. Todos estes grupos, entretanto, estão ligados de alguma maneira à família Branco, incluindo o irmão de Rodrigo, Victor, outro personagem importantíssimo no enredo. A ação no jogo é frenética e quase incessante. Tudo começa em uma cobertura, durante uma festa, festa esta que funciona como uma espécie de tutorial que fornece ao jogador uma ideia muito marcante de tudo aquilo que será experimentado durante a campanha.

O trabalho de dublagem no jogo foi muito bem feito, e a bandidagem não deixa de disparar palavrões juntamente com cada bala, o que acaba conferindo uma verossimilidade ainda maior à história, afinal, ninguém espera por bandidos educados em uma favela, não é? Além dos diversos diálogos em português (com direito a gírias e tudo), Max também arrisca um português capenga, vez ou outra, como por exemplo quando ele é assaltado no início de sua incursão na Favela Nova Esperança.

Max é “O Gringo”. O gringo que escolta a mulher de seu patrão e seu cunhado enquanto estes vão a uma danceteria de helicóptero. O gringo que é xingado por policiais e bandidos durante tiroteios. O gringo para o qual tudo dá errado, e isto não é exagero: do começo a até quase o final do jogo, o personagem principal passa por maus bocados. Confesso que não esperava pela maior parte das tragédias que aconteceram durante a campanha.

Max é o gringo que acaba motivado a terminar seu trabalho, a buscar respostas, a salvar o que ainda pode ser salvo, não por dinheiro ou por obrigação, mas sim em uma cruzada de vingança. Max é o gringo que não entende porque os brasileiros gostam tanto de futebol. Ele não entende algumas coisas, mas muitas delas são compreensíveis pelo simples fato de serem comuns a diversas culturas e realidades.

“- Sebastião, tá na hora da janta, c&¨%$!“, grita uma mãe na favela, chamando o filho que estava jogando bola. “Americano de m*&¨%” também é outra frase que o personagem principal ouve bastante durante a ação. Um compatriota de Max, na favela, diz a ele que no Brasil estão as “b*&¨%s mais baratas do mundo“, em uma clara alusão ao turismo sexual que vira e mexe aparece nos noticiários (esta frase foi dita em um prostíbulo, no meio da favela).

Filho da p*&¨&“, “você tá f&¨%&*, gringo“, e mais algumas outras frases repletas de palavrões são ouvidas durante o jogo inteiro. Ou seja, em Max Payne 3 temos também um “documentário fiel” a respeito do linguajar de bandidos, policiais, cidadãos comuns, etc. O efeito Bullet Time, uma das marcas registradas da franquia, também está presente em MP3. E de maneira fantástica. Ao mesmo tempo ajudando o jogador, pois as vantagens de colocar tudo em slow motion são óbvias, e ao mesmo tempo proporcionando cenas espetaculares.

Tudo isto fica melhor ainda quando as kill cams entram em cena, automaticamente, no momento em que o último inimigo em um tiroteio é morto, exibindo morte e sangue com grande nível de detalhes e transformando a cena em algo cinematográfico. Cinematográfico, aliás, é o próprio jogo em si. O título brinca com imagens e palavras durante diálogos, cutscenes e intervalos. Frases principais de determinadas conversas são destacadas em tela, em uma tentativa, quem sabe, de fazer com que o jogador entenda melhor o drama e a realidade dolorosa de alguns momentos.

Os gráficos de Max Payne 3 são belíssimos, e é realmente difícil encontrar algum defeito nesta parte. A movimentação dos personagens é extremamente fluída, roupas possuem um aspecto extremamente realista (principalmente o couro), e diversos elementos do cenário são destrutíveis.

Azulejos podem ser pulverizados à bala, por exemplo. O jogo também conta com ambientes bem variados, e até mesmo uma visita ao Panamá, à bordo de um Iate, está à nossa disposição. A jogabilidade é sólida e o sistema de cobertura é muito bom. Este é um Third Person Shooter que realmente dá gosto de se jogar.

Literalmente mergulhar nos ares através do shootdodge, movimento que coloca o Bullet Time automaticamente em ação, é algo também fantástico, principalmente devido à possibilidade de continuarmos atirando. A beleza gráfica de MP3 também se faz presente  nos recursos oferecidos ao jogador, os quais são muito mais que “assistentes”.

A ação em si também é variada, e o jogador poderá experimentar inclusive o prazer de abrir caminho para Giovanna, irmã de Fabiana Branco, à bordo de um helicóptero, enquanto ela foge de diversos marginais. Excesso de violência policial também é presenciada por Max, que chega inclusive a dizer: “Esses filhos da p*&¨ fazem a polícia de Nova Iorque parecer os Hare Krishna“.

Max acaba ganhando, também, um valioso aliado em São Paulo. Trata-se do policial Wilson da Silva, o qual está presente ao lado do protagonista inclusive nos momentos finais do jogo, e o impede de fazer, digamos, mais uma besteira. Analgésicos também são aliados importantíssimos deste Max Payne mais velho e mais amargurado, como todos sabemos. Até mesmo o prazer de ter sob a mira de sua arma um “bandido” pedindo para não morrer o jogador poderá ter, sendo que a escolha do que fazer, neste momento, não está nas mãos da IA do jogo.

O “grande mal” do jogo, ou melhor, o “grande mal” que Max combate desde o início, grande parte do tempo sem saber do que se trata, é algo muito mais sombrio do que imaginamos no início. Esqueça (não totalmente), por exemplo, tráfico de drogas. O “buraco”, digamos, é muito mais embaixo, e muito mais sinistro. Mas pode ficar tranquilo: você não verá goblins nem orcs no jogo (nem espere por acontecimentos sobrenaturais). Tudo o que está ali retratado ocorre na vida real, infelizmente.

Apesar do grande cuidado da Rockstar, entretanto, algumas coisas parecem meio que deslocadas. Quando Max e Giovanna estão nas ruas, à espera de Passos, o que vemos ao redor não se parece com a São Paulo que conhecemos. O próprio terminal de ônibus é um tanto quanto estranho: não parece um terminal urbano como aqueles que estamos acostumados a ver. Alguns outros ambientes sofrem deste mesmo problema: é como se estivéssemos lidando com uma visão superficial de algo que conhecemos muito bem.

O Aeroporto de Piratininga, também, me pareceu um tanto quanto distante de um aeroporto brasileiro. Acredito também que poderia haver uma variedade de armamento maior à nossa disposição, e além disso, “viajando um pouco” mas considerando os tempos atuais, a utilização de granadas viria bem a calhar, mesmo que com parcimônia.

Mas tudo isso desaparece quando percebemos diversos outros detalhes fantásticos (além do jogo como um todo), como por exemplo placas (inclusive indicando sanitários) em português, pichações na favela indicando uns tais de “Filhos de Ogum”, a secretária de Rodrigo Branco que termina de falar com seu patrão em português e logo começa a falar com o Max em inglês, assim que ele entra na sala, etc.

Isto sem falar nos diversos comerciais e programas que podem ser vistos em aparelhos de TV que encontramos em alguns ambientes. As aventuras do Capitão Baseball Boy (com direito a um saci e tudo) e o comercial do Banco Boitatá são alguns exemplos destes elementos extremamente hilários e que demonstram o cuidado da Rockstar em relação à nossa realidade.

Outros modos de jogo

O multiplayer de MP3 é muito bacana, principalmente pelo fato de que o Bullet Time também pode aí ser utilizado. Neste caso, existe uma área de atuação em volta do jogador que ativou o recurso, e todos aqueles dentro dela são colocados sob o efeito do Bullet Time. Diversos modos de jogo fazem parte do multiplayer, incluindo alguns desbloqueáveis e os já conhecidíssimos Deathmatch e Team Deathmatch.

Como sempre, temos diversas estatísticas após o final de cada partida, é possível criar seus próprios loudouts e, além disso, você pode inclusive conferir onde levou tiros, por exemplo. Existe também o modo Arcade, com desafios de tempo e de pontuação. É muito bacana.

Conclusão

Max Payne 3 seguramente é um dos melhores shooters lançados este ano. Digo isto até mesmo me antecipando a outros títulos que ainda estão por ser lançados. A experiência que o jogo proporciona é fantástica. O jogo une uma história forte a ação incessante e frenética, e tudo isto é ajudado por gráficos espetaculares e funcionalidades que ao mesmo tempo colaboram durante o gameplay e oferecem um show e tanto ao jogador.

Nota

9.5/10

Título: Max Payne 3
Gênero: Ação / TPS
Desenvolvedora: Rockstar Studios
Publisher: Rockstar Games
MSRP: US$ 59,99
Data de lançamento: 15 de Maio de 2012 (PS3 – Xbox 360) – 01 de Junho de 2012 (PC)
Plataformas: PC / Xbox 360 / Playstation 3
Versão analisada: PC

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9 Comments

    • @C. Aquino (@desgastada),

      Obrigado, Aquino. Aliás, por falar em comprar o MP3, estou me surpreendendo bastante com o multiplayer do jogo. É extremamente divertido e viciante. Há tempos não me empolgava tanto com um multiplayer. Só sinto não ter muito tempo pra jogar. Mas o lance das vinganças, por exemplo, é legal demais, e os mapas que já vem com o jogo também.

      Observar as estatísticas detalhadas ao final de cada partida é muito prazeroso, também. Bem, isto sem falar no singleplayer. Um dos melhores jogos que joguei nos últimos tempos. Altamente recomendado.

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  1. Essa análise me deixou com mais vontade de jogar o Max Payne 3, na promoção de Natal da Steam eu pego rs.

    Como os sites e jogadores estrangeiros receberam o jogo? Digo, além do gameplay que parece quase perfeito.

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    • @Hideki T,

      Olha, Hideki, você não vai se arrepender. O jogo é fora de série. Pelo que vi, ele foi muito bem recebido nos sites estrangeiros. E isso é muito merecido, em minha opinião. :)

      @Marcio Neves Machado – RJ/RJ,

      Nossa. Jogão mesmo. Senti o mesmo que você, Marcio. O Max sofre muito. E aquele finalzinho ali, hein? Se não fosse o Silva…hehe Mas o Max não deixou de descarregar um pouco da raiva. Achei simplesmente fora de série. O jogo manteve a mesma tensão, o mesmo clima, até o final. E realmente: os analgésicos faziam falta. Me peguei em diversos níveis buscando por eles como um doido.

      É sempre bom jogar títulos assim pra nos lembrarmos de quando não era possível nos escondermos por alguns minutos pra tudo voltar ao normal…rs Eu recomendo também. E, olha, me surpreendi com o multiplayer dele, cara. Dá uma conferida. Ontem consegui provocar a vingança de 5 caras durante uma partida…heheheeh

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  2. Jogão! Como já comentei antes aqui, foi o primeiro jogo que ao terminei tive aquela satisfação, aquela alegria de “PQP, finalmente me vinguei desse P*T*”, ao terminar um jogo. E, cara, como o Max sofre, caramba. Mas o jogo te prende o tempo todo. E é muito cruel. Para quem está acostumado com vida regenerativa, se dá mal direto nele. Eu mesmo, já me desacostumei disso, e volta e meia me via morrendo de bobeira por não usar o cover de forma eficiente :D

    Mesmo assim, recomendo à todos que curtem o gênero :)

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  3. MP3? uhehuehe
    Pense num jogo que não estava dando a mínima, pois não joguei os anteriores, mas tudo o que vejo sobre o jogo me faz querer jogá-lo!

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    • @Erick,

      Olha Erick, está aí um jogo que eu aguardava e que não me decepcionou nem um pouco. Muito pelo contrário. Aliás, aconselho a qualquer um que o compre que pelo menos teste seu multiplayer. É o primeiro MP com multiplayer, e a Rockstar conseguiu criar um negócio realmente viciante. Creio que se você comprar não vai se arrepender nem um pouco.

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  4. O jogo é realmente muito bom, e eu joguei os outros dois já a algum tempo, mas o único problema desse, que não me lembro de nos outros ser tanto assim, é que o Max ficou Rambo demais nesse jogo. Putz, você arrebenta com toda a unidade especial da polícia de São Paulo, inclusive fugindo de uma delegacia cheia deles. É muita forçação de barra. Também senti falta das granadas que se não me engano tinham nos anteriores, ao menos no dois. Agora a frase final: – Você sabe que eu vou sair dessa!
    – Sei, mas vai sair mancando!

    Top!

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    • @Marcus Gonzallez,

      Nossa, Marcus, aquele final ali, te juro que achei que o Max fosse fazer outra coisa, e se complicar ainda mais, se lascando ainda mais do que se lascou durante o jogo inteiro…hehehe Mas foi sensacional. O cara não esperava aquilo. Quando ele começou a rir, então, eu fiquei com uma raiva do caramba. Ele mereceu..rs :)

      Mas é um jogão. Você está jogando o multiplayer dele? Eu também achei que o Max ficou um tanto quanto Rambo, mas, a necessidade dos analgésicos ajuda a balancear um pouco as coisas. Aquela parte na central da UFE foi meio forçada, com certeza, mas, acho que foi uma forçada engraçada, até.

      Olha, granadas ali seriam muito bacanas. Aliás, no MP dá pra usar na boa. Não sei porque não deixaram no singleplayer.

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