PAYDAY: The Heist é um jogo a princípio voltado para partidas cooperativas online que, no entanto, pode ser perfeitamente jogado de maneira offline. Trata-se de um FPS onde o jogador encarnará um criminoso pertencente a um grupo que tentará realizar diferentes tipos de ações. Atos, é claro, sempre fora da lei e sempre visando ganhar muito dinheiro.

Existem inicialmente seis missões, ou “heists”, em PAYDAY: The Heist. “First World Bank”, “Heat Street”, “Panic Room”, “Green Bridge”, Diamond Heist” e “Slaughterhouse”. O jogador pode jogá-las na ordem em que bem desejar, e o título conta com quatro níveis de dificuldade: “Easy”, “Normal”, “Hard” e “Overkill”. Em algumas fases, entretanto, não é possível escolher o grau de dificuldade, sendo necessário, como uma forma de desafio extra, talvez, aceitar a dificuldade imposta pelo jogo.

O jogador lidará com situações bem “interessantes”. Um assalto a um banco, o “First World Bank”, onde será necessário encontrar o gerente, obter sua chave, posicionar uma espécie de furadeira em frente a uma porta especial e então plantar Termite no piso imediatamente superior ao cofre, para literalmente derreter o chão e então obter acesso ao mesmo será, digamos, apenas uma das divertidas experiências proporcionadas pelo jogo. Também existe uma situação onde um dos contatos do grupo de criminosos (o Matt) os trai e foge com uma maleta, e estes então saem correndo pelas ruas atrás dele.

Resgates através de helicópteros também fazem parte do gameplay, e em um dos “heists” o seu grupo também terá como missão dar um golpe em outro grupo de criminosos, bem no meio de uma negociação. Uma missão de resgate também está inclusa em PAYDAY: The Heist, e vale lembrar que o indivíduo a ser resgatado está dentro de um carro de transportes de prisioneiros. Para facilitar as coisas, uma grande explosão ocorre “acidentalmente” e o trânsito pára sobre uma ponte. Mas o problema é que existem 4 carros de transportes de prisioneiros sobre a tal ponte.

As situações que ocorrem em PAYDAY: The Heist são bem interessantes e muitas vezes até mesmo hilárias. Ataques a uma festa cujo anfitrião possui 20 milhões em diamantes também fazem parte das “missões” do jogo. Trata-se de um título muito bacana, e no qual pode-se jogar tanto online quanto offline tranquilamente. É possível escolher qualquer um dos quatro personagens disponíveis: Dallas, Hoxton, Wolf e Chains. Cada um deles utiliza seu próprio armamento, e mesmo jogando offline, a inteligência artificial dos 3 restantes é muito bacana.

Eles realmente são de grande valia em momentos de grande dificuldade. Eles salvam sua pele mesmo, e durante os embates, proporcionam ajuda extremamente valiosa. E caso você seja derrubado pela polícia ou por outros criminosos, você permanecerá por um certo tempo no chão, ainda com vida, e poderá inclusive utilizar sua pistola. Os outros personagens chegam quase sempre rapidamente até você, para o devido procedimento de reanimação. É possível perceber também que, muitas vezes, os NPC’s que jogam como seus aliados tomam atitudes que chegam a surpreender, como por exemplo derrubar um membro da SWAT que utiliza um escudo através de uma rápida movimentação e, então, atingí-lo na cabeça, por trás.

Vale lembrar que PAYDAY: The Heist oferece desafios diferentes em cada missão, mesmo quando você joga uma mesma missão no modo solo por diversas vezes. Em determinadas ocasiões o desafio será extremamente grande, e em outras não. Em determinadas missões, algumas partes da fase em questão que anteriormente eram fáceis se tornam mais difíceis, e vice-versa. Isto acaba aumentando o fator replay do jogo, sem falar que jogar de forma cooperativa online pode aumentá-lo ainda mais.

É bem interessante o fato de que todos os quatro assaltantes utilizam máscaras de palhaço, e no “First World Bank”, por exemplo, é você quem dá início ao assalto. É possível também dar ordens de forma bem agressiva para que os civis permaneçam no chão e/ou se deitem, e é até mesmo possível tomar reféns. Aliás, reféns são importantíssimos. Em determinados momentos, pode ocorrer de membros de sua equipe serem mantidos sob custódia pela polícia. Nestes casos, os reféns funcionam como “moeda de troca”.

Aliás, vale ressaltar que em PAYDAY: The Heist a quantidade de inimigos a serem enfrentados é bem grande. Os policiais são extremamente insistentes, e para piorar as coisas, existem também equipes da SWAT que entram em cena bem rapidamente, ajudando a transformar os tiroteios em algo verdadeiramente frenético. Em algumas fases o jogador terá de enfrentar até mesmo uma mistura de policiais e outros bandidos, todos participantes de um “cast” de inimigos que tem por objetivo nada mais nada menos que a sua morte e a de seus companheiros.

Matar civis não é uma boa ideia, neste jogo. Isto fará com que você receba menos dinheiro ao final da missão, além de tornar o tempo de “respawn” bem maior. E por falar em dinheiro, dependendo dos desafios que vão sendo apresentados durante o gameplay, membros da equipe podem obter um “cash multiplier”. Existe um personagem que fica de fora da ação, passando as coordenadas e os objetivos via rádio. Cada “heist” conta com diversas ações que devem ser realizadas: instalação de cargas de C4, ativação de furadeiras (as quais sempre emperram e devem ser reiniciadas), ajudar companheiros caídos, limpar a área para que um helicóptero possa resgatar algo ou alguém, etc.

O game é muito frenético, e seu nível de dificuldade é bem variável, mesmo jogando a mesma missão várias vezes. A desenvolvedora, a OVERKILL Software, promete entregar mais missões através de DLC’s. Espero que estes sejam gratuitos ou que, pelo menos, não custem “os olhos da cara”, pois o jogo possui um grande potencial para se manter ativo no mercado e com uma grande comunidade de jogadores por bastante tempo. É muito fácil, pelo menos no PC, encontrar outros jogadores e iniciar um “heist”. Espero também que estes futuros pacotes de expansão venham com conteúdo pelo qual valerá a pena pagar.

Um dos problemas que encontrei em PAYDAY: The Heist, entretanto, está ligado a suas texturas. O jogo conta com gráficos bem bonitos e polidos, diga-se de passagem. É um título graficamente muito agradável. Entretanto, em alguns momentos, suas texturas são de baixa qualidade, o que de certa forma representa um contraste com diversas outras belezas presentes no título. Existem problemas também em relação a “personagens fantasma”. Diversas vezes, ao caminhar pelas ruas, consegui atravessar diversos transeuntes numa boa.

Durante a fase “Green Bridge”, aliás, a qual ocorre durante a noite e na qual o trânsito da ponte foi interrompido, todos os carros se encontram parados, porém sem motoristas. É claro que este último detalhe é algo que nem todas as pessoas notarão e/ou se importarão. O gameplay também não é prejudicado devido a isto, é claro. Mas sou obrigado a mencionar também algumas belezas desta fase. A chuva, os trovões, as poças d’água no chão, as chuva respingando e a iluminação merecem elogios por sua qualidade.

De qualquer forma, este é um game muito bacana. Um FPS que, aliás, me lembrou um pouco da série Kane & Lynch. Jogar do “lado errado da lei” é sempre uma experiência interessante, desde que a produtora “acerte a mão”, e isto foi conseguido, em PAYDAY: The Heist. O jogo é divertidíssimo e ainda permite a evolução dos personagens, com a respectiva liberação de novos equipamentos, armas, upgrades para as armas, etc. Os desafios que mencionei acima também podem render dinheiro aos jogadores, através da realização de determinadas ações em determinados níveis. Para obter um deles, aliás, o “OK, You got me”, você deve deixar que a polícia o prenda.

Outro problema que encontrei no jogo é a ausência de opções para ajustes gráficos, como Anti Aliasing, etc. Entretanto, creio que isto faça parte da simplicidade do jogo e até mesmo de seu plano de negócios. Digo isto sem certeza, entretanto. São apenas especulações de minha parte. Mas ao jogarmos este game, fica clara sua proposta de oferecer algo simples, bonito, fácil de se aprender e desafiador. Mas os gráficos do jogo, de qualquer forma, são bonitos. Digamos que eles cumprem com seu papel, salvo algumas excessões.

PAYDAY: The Heist, em minha opinião, é um FPS sensacional e diferente. A possibilidade de jogar também no modo solo é algo que me agradou bastante, principalmente devido à qualidade da atuação dos outros bandidos controlados pela IA do jogo. A ferocidade da polícia também é um ponto a ser levado em consideração, de maneira extremamente positiva. A trilha sonora do jogo é realmente fantástica, e consegue realmente passar aquele clima “underground” e de ação extrema que esperamos do jogo.

Conclusão

PAYDAY: The Heist é um FPS no qual, jogando contra a lei, você terá a oportunidade de participar de divertidas e desafiadoras missões que contarão com diversos desafios e inimigos ferozes. O jogo é verdadeiramente viciante, e suas falhas acabam “passando batido” quando você pega todos os seus macetes. Trata-se de um título com uma proposta diferente que pode ser apreciada tanto em modo singleplayer quanto em modo multiplayer. Para os amantes de um bom e sucinto FPS, este título pode ser um “must have”.

Nota

8/10

Ficha Técnica

Título: PAYDAY: The Heist
Gênero: ação / FPS
Desenvolvedora: OVERKILL Software
Publisher:  Sony Online Entertainment
MSRP: US$ 19,99
Data de lançamento: 18 de Outubro de 2011
Plataformas: PC / Playstation 3 (PSN)
Versão analisada: PC

Poderá gostar também

Pin It on Pinterest