(Review) Spec Ops: The Line

Spec Ops: The Line - Review

Spec Ops: The Line é um shooter que pode desestimular alguns jogadores no início do gameplay. Aparentemente temos um jogo de tiro em terceira pessoa genérico e “apenas” dotado de belos gráficos. Ledo engano. O título do estúdio alemão Yager Development mostra sua força, sua beleza e seus diferenciais dentro de poucos minutos após seu início. Temos aqui um TPS com fortíssima personalidade, gráficos bonitos que não estão ali somente para “encher linguiça” e diversos outros pontos positivos.

O jogo não possui, entretanto, ligação alguma com outros títulos da série Spec Ops. O novo jogo da Yager nos apresenta a um cenário pós-apocalíptico. A uma Dubai destruída por uma gigantesca tempestade de areia, que agora conta com inúmeras e gigantescas construções parcialmente soterradas. Os cenários são surpreendentes, e podemos até mesmo sentir grande agonia (além de grande entusiasmo, devido à beleza dos cenários) frente à vastidão coberta de areia sob o sol escaldante.

Spec Ops: The Line

Com enredo inspirado em “O Coração das Trevas“, de Joseph Conrad (vale lembrar que o grande vilão que o protagonista persegue quase que o jogo inteiro possui o sobrenome Konrad, aliás), Spec Ops: The Line nos entrega uma história repleta de horrores, dramas e ação, história esta que nos faz até mesmo questionar quem pode ser verdadeiramente chamado de herói em uma guerra.

O jogo nos coloca no papel do Capitão Martin Walker. Temos um certo controle também sobre outros dois personagens da equipe, o Sargento John Lugo e o 1º Tenente Alphanso Adams. Membros da Força Delta, os 3 chegaram a Dubai após uma transmissão de rádio sugerir que o Coronel John Konrad, enviado anteriormente, juntamente com seu batalhão, para ajudar na evacuação da cidade, continua vivo.

Spec Ops: The Line

Walker já havia lutado ao lado de Konrad no passado, e sua simpatia inicial pelo Coronel pouco a pouco vai se deteriorando, conforme ele vai passando por diversos conflitos e situações no mínimo inquietantes. A própria  relação entre Walker e seu grupo passa por altos e baixos. Fracos relevos, porém, em uma espécie de descida sem fim rumo ao desespero e à descrença.

Dubai não é mais a mesma, e logo no início da campanha o jogador percebe que algo está errado. Muito errado, e não é somente com a cidade. Um pedido de socorro chega até a equipe, logo no início, e durante os eventos desencadeados pela atenção a tal pedido percebe-se que ali praticamente não existe mais distinção entre o bem e o mal, o certo e o errado, os “mocinhos” e os “bandidos”; vale destacar que durante grande parte do gameplay Walker, Lugo e Adams combatem soldados norte americanos.

Spec Ops: The Line é um shooter no qual somos forçados a lidar com alguns conflitos morais. Somos forçados, em alguns momentos, a realizar escolhas que sempre possuem um efeito colateral negativo. Não estamos aqui falando de uma liberdade de escolha como a que encontramos em um Mass Effect, por exemplo. Trata-se de algo bem distinto. No TPS da Yager, basicamente, o jogo escolhe pelo jogador, e a este cabe o papel de puxar o gatilho, de apertar o botão. Mas nem por isso o impacto destes momentos é diminuído.

Spec Ops: The Line

Um exemplo disto é quando Walker se depara com uma espécie de tribunal de execução montado por Konrad. Os “criminosos” são um civil que roubou água (um bem preciosíssimo na cidade, por razões óbvias) e o soldado que foi enviado para prender o ladrão. Este soldado, entretanto, não somente prendeu o criminoso, mas também matou sua família durante o processo. Konrad ainda diz, antes de exigir que Walker execute um dos dois: “5 pessoas inocentes estão mortas por que aqueles dois animais não controlaram seus instintos“. Uma escolha difícil? Depende bastante do ponto de vista do jogador.

A pequena equipe sob o comando do jogador consegue agir de maneira muito interessante. Lugo é capaz de atirar em inimigos distantes ou posicionados em locais de difícil acesso, por exemplo, utilizando seu rifle de precisão. Podemos determinar o alvo, neste caso, e tanto Lugo quando Adams se empenharão para realizar a tarefa. Ocorre que ao darmos tais ordens a nossos subordinados corremos o risco de fazer com que eles se exponham em demasia, e caso um deles morra, a missão é finalizada.

Spec Ops: The Line

Podemos, obviamente, correr em socorro dos feridos ou ordenar que o outro membro da equipe o cure. Mas estes também são procedimentos arriscados, que podem resultar na nossa morte ou na morte do soldado que foi em socorro do ferido (o que acaba dando na mesma). Tudo isto adiciona uma camada extra de desafio a Spec Ops: The Line, e faz com que tenhamos de nos preocupar muito mais com nossa estratégia no campo de balha e com a perfeita utilização do sistema de cobertura (que é muito bom).

Falando em sistema de cobertura, o de Spec Ops: The Line é muito bem desenvolvido e, em determinados momentos, lembra bastante Gears of War. Podemos saltar sobre diversos elementos do cenário, podemos nos mover rapidamente entre um ponto e outro (de um ao outro lado de uma porta, por exemplo), podemos correr em direção a uma proteção e, próximos a ela, deslizarmos no chão enquanto vamos agachando, e podemos até mesmo “atirar às cegas”, sem nos colocarmos em risco.

Spec Ops: The Line

A utilização das metralhadoras montadas que encontramos durante o jogo também pode ser realizada de duas maneiras: “de peito aberto”, da maneira normal, ou então com o personagem agachado, de forma a se proteger dos tiros. A movimentação dos personagens é extremamente fluida, e a animação facial é extremamente convincente, permitindo que o jogador perceba inclusive as diversas alterações no humor dos soldados.

Um dos grandes destaques do jogo é o fato de que muito rapidamente nos damos conta de que os soldados norte americanos que já se encontravam em Dubai antes de nossa chegada não mais agem como deveriam. Eles estão fora de controle, de certa forma. Pelo menos, fora do controle do governo dos Estados Unidos, e representam ali em Dubai uma espécie de força paralela, sob o comando de Konrad, sem falar na ameaça a Walker e a seu grupo. E não se preocupe, a trama também conta com a participação da CIA, para tornar tudo mais complicado ainda.

Existe também um personagem no jogo que representa um papel muito importante. Ele é o responsável por uma espécie de sonorização da narrativa (até mesmo Hush, do Deep Purple, pode ser ouvida em determinado momento). A desenvolvedora encontrou uma maneira fantástica para lidar com a trilha sonora em Spec Ops: The Line, fazendo com que ela, ao mesmo tempo em que acompanha a narrativa de maneira espetacular, seja vista como obra do tal “homem do rádio” (uma programação, digamos), o qual também não deixa de realizar diversos comentários durante a campanha.

Spec Ops: The Line

O “homem do rádio” também ajuda a protagonizar um dos momentos mais impactantes do jogo. Um dos momentos que demonstram o quão frágil e instável vai se tornando a união entre Lugo, Adams e Walker, e o risco sob o qual está a liderança deste último. Aliás, Walker, Lugo e Adams pouco a pouco vão sendo afetados de maneira muito forte (e negativa) por tudo o que presenciam. Isto pode ser visto e ouvido. Conflitos entre os membros da equipe surgem, discussões com Walker acontecem, e inclusive acusações chegam a ser feitas contra ele, pelos outros dois soldados.

A instabilidade e a “queda rumo ao inferno” do grupo pode ser também ouvida, de maneira extremamente pungente. O que no início era uma demonstração de disciplina, respeito, tática, e até mesmo profissionalismo, passa a ser um veículo para liberação de raiva extrema. “Kill is  f***ing confirmed“, diz Walker com frequência, durante os tiroteios nas últimas missões.

Spec Ops: The Line

Até mesmo simples frases e palavras como, por exemplo, “He’s Dead“, “I’m reloading“, etc, são proferidas com extremo ódio, com uma voz “rasgada”. O jogador pode executar inimigos moribundos, e até mesmo aqui a Yager conseguiu fazer com que nos lembremos do enorme drama que Walker enfrenta e do quanto tudo o que ele passou e passa em Dubai o afetou. O que no início era algo rápido e, digamos, profissional, pouco a pouco vai se transformando em um espetáculo sanguinolento e descontrolado, com direito a coronhadas e socos desenfreados.

Walker não quer mais terminar sua missão. Ele deseja vingança, ele tem sangue nos olhos, e o trabalho fantástico de Nolan North, o Nathan Drake de Uncharted, salta aos olhos, ou melhor, aos ouvidos. Sendo um jogo eletrônico cuja história acontece em Dubai, e em uma Dubai devastada por uma tempestade de areia, é natural que esta areia esteja por toda parte. Somos surpreendidos em diversos momentos por tempestades que transformam inimigos em fantasmas que podem ser vistos somente através do clarão das armas disparando. Tempestades que tornam o simples ato de caminhar um tormento.

A poeira levantada pelas explosões também pode aumentar a eficácia das granadas, por exemplo, uma vez que após a detonação o próprio jogador tem dificuldade para enxergar os alvos (os inimigos sobreviventes, porém, podem se transformar em alvos fáceis). Alguns elementos do cenário também são destrutíveis, e você pode ser surpreendido ao ver um local no qual se achava seguro ser demolido à bala.

Spec Ops: The Line

O jogo não poupa o jogador de visões e escolhas que colocam em pauta e em risco civis muitas vezes inocentes. Mais uma vez, aqui, somos convidados a apertar o botão, recebendo em troca situações e ressentimentos nem um pouco bem vindos. As ordens do Capitão Martin Walker começam a ser questionadas com grande frequência por Lugo e Adams, e o próprio jogador chega a se perguntar onde estará a verdade ou, pelo menos, o seu início, um ponto de partida que o permita entender melhor os acontecimentos que o cercam.

Vale destacar também a utilização do ambiente como arma. É possível, em determinados momentos, disparar contra pontos frágeis no teto ou em vidraças e despejar sobre os inimigos um turbilhão de areia que os engolirá sem piedade alguma. É preciso também prestar bastante cuidado à munição, pois esta é bem escassa. Você pode sair ileso de alguns combates mesmo sem munição alguma, pois sempre é possível ordenar que os outros membros de sua equipe realizem o trabalho por você.

Spec Ops: The Line

Ao fazer isto, entretanto, lembre-se de que eles estarão em risco e muitas vezes colocarão a missão em risco. Mas não deixa de ser extremamente interessante observar como suas ordens são executadas: Lugo pode atirar com precisão em um inimigo perigoso localizado em um ponto alto, por exemplo, enquanto Adams pode flanquear o inimigo, alcançar um local seguro e lançar uma granada que causará grande estrago.

Insanidade, desespero, raiva, medo e incerteza são sentimentos sempre presentes nesta Dubai em ruínas, seja entre você e seu grupo, seja entre vocês e os inimigos. Walker também pode chegar a fazer uso de métodos questionáveis para dar cabo de equipes inimigas (soldados dos Estados Unidos, entenda-se bem), e caso isto ocorra poderá ter de enfrentar discussões com Lugo ou Adams (com o que se manifestar contra a tal ação, por exemplo). Ao longo da campanha de Spec Ops: The Line, percebemos que a missão do trio de soldados vai ficando mais distante, e que a sobrevivência, a vingança e o ódio se tornam fatores cada vez mais fortes.

A inteligência artificial do jogo é muito bem desenvolvida. Seus companheiros de equipe realizam um bom trabalho (claro, quando não cometem a besteira de requisitarem ajuda bem no meio do campo de batalha) e conseguem dar cabo de vários tipos de inimigos e ajudar bastante o protagonista. Os inimigos, por outro lado, são ágeis e chegam a forçar você a sair de um ponto de cobertura e correr em direção a outro, seja através da destruição do mesmo seja através de soldados que se destacam do grupo e partem para cima de você, isto sem falar em snipers sempre posicionados em pontos estratégicos, capazes de causarem grandes estragos.

Spec Ops: The Line

É verdade que muitas missões chegam a ser cansativas, principalmente devido ao fato do título nos apresentar uma possibilidade que foi explorada apenas parcialmente: a possibilidade de escolha, de decisão. Podemos ordenar que Lugo atire em determinado soldado inimigo, por exemplo, mas não podemos escolher onde ele deverá se posicionar, qual caminho ele deverá seguir, nem tampouco qual arma ele utilizará.

Não podemos também escolher entre atirar ou não, entre a morte ou a vida, nos momentos em que decisões cruciais nos são apresentadas: somos como marionetes nas mãos do jogo. A campanha de Spec Ops: The Line pode durar de 6 a 10 horas (depende bastante do estilo do jogador), e possui altos e baixos. Grande parte de seus problemas, porém, se deve ao fato de que passamos muito tempo atirando, atirando, atirando. Não há grande variedade entre os aspectos principais de cada ato.

Há, isto sim, enorme variedade em relação a aspectos secundários de cada ato, o que muitas vezes se manifesta através da narrativa. Quando disparar um tiro nos oferece algo mais em troca, como por exemplo a descoberta de centenas de corpos carbonizados devido a decisões um tanto quanto questionáveis, aí sim somos apresentados novamente à enorme beleza de Spec Ops: The Line. Os gráficos do jogo, por falar nisso, são muito bonitos, a trilha sonora é simplesmente ótima, e o enredo é complexo e repleto de elementos intrigantes.

Claro, não posso deixar de dizer que os efeitos de explosão são muito, muito fracos, e que estão longe de atingirem a beleza de outros elementos gráficos do jogo. No entanto, Spec Ops: The Line é um excelente jogo de tiro em terceira pessoa. Um título com jogabilidade sólida, uma história muito envolvente e repleta de detalhes horrorizantes e dramáticos, e muita ação.

Spec Ops: The Line

Outros modos de jogo

O shooter conta com suporte a partidas multiplayer (online ou via LAN). Infelizmente, não consegui encontrar nenhuma partida online disponível até esta data. Analisei sua versão para PC, não sei se o mesmo ocorre com as outras versões do jogo, entretanto.

Conclusão

Spec Ops: The Line é um grande game de tiro. Um título onde a narrativa faz com que o jogador mantenha o interesse no jogo apesar de quaisquer problemas. Com enorme competência somos conduzidos através de um turbilhão de emoções as mais diversas em direção a um final que nem de longe lembra um “final feliz”. Um final que, porém, está totalmente de acordo com a proposta do jogo como um todo. Enquanto sobem os créditos, podemos até ouvir uma pergunta feita por John Konrad ecoando em nossos ouvidos: “Do you feel like a hero, yet?

Spec Ops: The Line

Nota

9.0/10

Título: Spec Ops: The Line
Gênero: Ação / TPS
Desenvolvedora: Yager Development
Publisher: 2K Games
MSRP: US$ 59,99
Data de lançamento: 26 de Junho de 2012
Plataformas: PC / Xbox 360 / Playstation 3
Versão analisada: PC

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4 Comments

  1. Confesso que não dei bola para o Spec Ops: The Line até ouvir o podcast do Kotaku, no qual o jogo foi muito elogiado.
    E, a julgar pelo seu review e conclusão, trata-se mesmo de um grande jogo, um pouco diferente da mesmice a que estamos acostumados.
    Adicionei o jogo à minha lista de desejos e vou baixar a demo tão logo eu diminua um pouco “aquela” lista.

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    • @Hideki T,

      Olha, no começo, fiquei assim também. Mas quando comecei a ler alguns artigos sobre o jogo, fui me interessando aos poucos. No início, como eu disse na análise, ele até parece ser “mais do mesmo”. Mas você vai jogando e vai se encantando. É mesmo um grande jogo. Só é uma pena a demo não demonstrar o quão bacana é o jogo. Tipo, pela demo, você vê que é um bom TPS, gráficos bonitos, etc. Mas a parte forte, mesmo, o enredo sensacional, os momentos impactantes, etc, tudo isto não aparece, no trecho que vemos na demo.

      Acho que você vai gostar, quando comprar. :)

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  2. Ótimo review, Marcos! Tenho que confessar que ele ficou uns 3 dias aberto numa aba do meu navegador, até que hoje criei coragem para fazer a leitura dele! :-)

    Para começar, não sabia que o enredo do jogo havia sido inspirado em um livro. Muito menos que este mesmo livro também serviu de base para o filme Apocalypse Now! Agora fiquei com vontade de ler ele, vou deixar na minha wishlist de livros!

    Lendo seu review, me acrescentou muitas coisas. Pois muitos pontos passaram batido. Senti dificuldades para entender a história, não por falha do jogo, mas por barreira de idioma. Creio que você consiga jogar sem legendas e pegar tudo “de ouvido”, eu ainda estou longe disso, hehehe. Não sou fluente em inglês, na verdade até consegui uma tradução parcial. Porém, a minha dificuldade não é com o idioma escrito (pois joguei Mass Effect e consegui me virar e entender boa parte da história), mas sim com legendas em momentos de ação do jogo!

    Vejo que isso é uma característica que, cada vez mais, está sendo explorada nos jogos: diálogos durante o gameplay e acho isso ótimo, deixa a narrativa bem legal! Porém, uma coisa é ler legendas durante uma cutscene, outra é tentar ler legendas durante um momento de ação no gameplay! No Max Payne 3, tem muito disso e senti a mesma dificuldade.

    Por outro lado, isso dá um mérito a jogos dublados em português, algo que está crescendo cada vez mais. Muita gente fala que jogar jogos dublados em português ou assistir filmes dublados é coisa de quem tem preguiça de ler, isso não é bem verdade. Pois o hábito da leitura de um livro é algo bem diferente, na Europa, onde grande parte da população tem o hábito da leitura, exigem dublagens em sua língua natal, muito pela tradição e patriotismo. Mas também porque sem a necessidade de ler legendas, você consegue prestar mais atenção aos detalhes, seja do filme ou do jogo.

    Quanto a trilha sonora, também achei muito bem sacado o lance da rádio e do locutor! Muito legal a parte que toca Hush do Deep Purple! E ri demais quando tocou a “Bad Boys” com o locutor fazendo uma paródia da música no contexto da situação do jogo, hehehe.

    A parte de soterrar os inimigos com areia, achei muito criativa e quanto a crítica das explosões, concordo com você: também as achei fracas (no sentido de não serem bem feitas). Ainda que acrescentem o fator a mais da areia no ar.

    Também não joguei o multiplayer ou cooperativo do jogo! Se você quiser jogar, só falar que marcamos umas partidas! Um grande abraço!

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    • @FrankCastle,

      Obrigado Diego. :)

      Esse foi um jogo onde prestei muita, muita atenção na história. Esse realmente vale a pena.

      Esse lance de legendas é bacana, e também o fato das dublagens. Meu único problema com dublagens é que, por aqui, geralmente, tudo é mal feito. Infelizmente. Claro, a imersão é muito maior se você não tiver que ficar lendo. Eu também sou um pouco nostálgico em relação a isso. Jogos me ajudaram bastante no aprendizado de inglês. Me lembro que quando era pequeno jogava com um dicionário de inglês-português do lado. Eu queria entender tudo o que era dito/escrito. Não queria “jogar no escuro”. Com esse lance do áudio em pt-BR, isso acaba. Claro, sempre haverá a opção, né. Mas, sei lá…rs

      Mas o Spec Ops: The Line é fantástico. E, com certeza. Podemos marcar um co-op. O multiplayer do jogo está morto, porém. A própria Yager disse que só introduziu isso no jogo por pressão.

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