StarCraft II: Wings of Liberty continua me impressionando. Após o tutorial, é natural que partamos para o jogo em si e, para uma melhor experiência, recomendo iniciar pelo modo campanha, a fim de nos prepararmos para o multiplayer. Um RTS tem que obrigatoriamente oferecer visão aérea, e StarCraft II: Wings of Liberty o faz de maneira soberba. Detalhes em todos os elementos do cenário podem ser vistos mesmo à distância, e os loadings do game são extremamente educados. Repletos de informações interessantes, eles permitem que você as leia completamente, pois você só é redirecionado à parte seguinte do game após aceitar a “transição” manualmente, ou seja, após “dizer ao game que quer seguir adiante”.

Todos os objetivos são claramente visualizados em tela. Sempre. No canto superior esquerdo, o que ajuda bastante, principalmente em um game de tal complexidade. Aliás, um RTS sem toda esta complexidade é meio que insosso, e em StarCraft II: Wings of Liberty, se você ler o manual do game e completar o tutorial, não terá dificuldade alguma, daí em diante.

O mini mapa faz com que seja impossível se perder, mostrando muitas vezes elementos distantes de onde você se encontra agora, ou seja, de onde a ação ocorre no momento. Ele também permite que você desloque suas unidades de forma muito mais prática e rápida. Informações sobre as unidades, soldados, estruturas, e o “cartão de comando”, uma área localizada no canto inferior direito da tela que fornece acesso direto às ordens disponíveis que você pode dar, são, digamos, os elementos chave para diversão e jogabilidade perfeitas. Ou melhor, são um dos inúmeros elementos chave.

Dicas, fácil visualização dos recursos que você vai estocando, e uma interface muito bem organizada fazem deste ansiosamente aguardado lançamento da Blizzard um dos melhores RTS’s que já tive oportunidade de jogar. É claro que isto pode variar, conforme o gamer e suas preferências, mas eu estou gostando bastante.

Até mesmo a dublagem está ótima, em minha opinião. Vejo constantemente muita gente reclamando da mesma, e mesmo que possam ocorrer problemas, temos de elogiar, e muito, o trabalho da Blizzard. Freqüentemente ocorre de alguns gamers só se sentirem à vontade com games totalmente em inglês. Confesso que estranhei, a princípio, ver as dublagens em português, mas em minha opinião, o trabalho da Blizzard nesta parte foi melhor do que o realizado em Halo 3: ODST.

Poxa, não reclama-se tanto de que não se dá atenção aos gamers brasileiros? Olha a atenção aí (e que atenção), e ainda tem gente que reclama. Particularmente, meio que fechei os olhos para possíveis problemas no tocante à tradução e à dublagem, e estou curtindo o game. E, se em algum momento eu me deparar com alguns destes problemas, podem estar certos de que passarei sobre eles com a maior naturalidade. Um trabalho deste porte não deve ser desmerecido por tão pouco.

Recursos: uma das chaves para o sucesso

A coleta de recursos é essencial em StarCraft II. Minérios para a construção de exércitos, unidades, etc, e a possibilidade de construir depósitos para estocagem de suprimentos torna tudo mais realista ainda. Gerenciamento de recursos, muitas vezes, é a chave, pois se você for pego de surpresa e sem recursos e maneiras de manter seu exército operante, é derrota na certa.

O controle de câmera é fantástico, e o mini mapa permite que você se desloque rápida e eficientemente. StarCraft II, como deu para perceber, possui inúmeras e ricas facetas. Mais uma vez, gostaria de mencionar OutLive: é muito legal descobrir novas áreas em StarCraft II: Wings of Liberty, e este procedimento é muito semelhante ao game da Continuum.

Acompanhar a movimentação dos soldados pelas áreas escuras utilizando o mini mapa lhe dá a exata noção do que está ocorrendo. Selecionar uma, mais de uma ou todas as unidades é mais do que interessante: é primordial, muitas vezes, principalmente em batalhas. Aliás, mais uma vez vale ressaltar que estamos falando de um RTS, um game de estratégia em tempo real, onde toda a “resposta do game” ocorre imediatamente após suas ações.

Ordens

Diversas unidades/soldados podem realizar ações diferentes, e é também possível encadear ações, ou seja, dar diversas ordens diferentes que serão executadas na seqüência em que foram dadas. Isto permite um maior planejamento estratégico e, em minha opinião, é outro item essencial em um game de estratégia.

Patrulha, deslocamento, guardar determinado objetivo, seguir adiante combatendo todos os inimigos encontrados pelo caminho, etc: tudo isto, e muito mais, pode ser realizado em StarCraft II. É engraçado, mas também ao construir centrais e outras estruturas, OutLive me veio à cabeça novamente. O mesmo se pode dizer da parte de coleta e produção. Os comandos, as estruturas, etc, são muito similares e sua utilização é também muito parecida com o game da Continuum. Isto é negativo? Muito pelo contrário: pena que a Continuum morreu. Até cheguei a ter algum contato com o pessoal da empresa, em meados de 2003, mas de lá para cá parei de jogar (acho que em 2004), e o website da empresa já não sofre atualizações há tempos.

Construir e treinar VCE’s é fenomenal, e as centrais de comando, refinarias, extração de Vespeno, etc, são todos procedimentos super simples de serem realizados e ao mesmo tempo extremamente necessários ao seu progresso no game. Os quartéis permitem que você treine soldados, demolidores, exterminadores, etc. Isto sem falar nos laboratórios, os quais são muito úteis e dependem, também, de gás Vespeno. Os laboratórios, aliás, permitem o treinamento de unidades mais avançadas.

É interessantíssimo acompanhar o progresso de todas as construções: basta posicionar o mouse sobre a mesma, enquanto o(s) VCE(s) a estão construindo.

Mar Sara – Mundos Independentes – Espaço da Supremacia – Primeira missão

Joguei a missão inicial. Nesta, é dito o quanto o “rebelde” Jim Raynor é “maléfico” à supremacia, enquanto o mesmo bebe sossegadamente em frente à TV. Se você não quer ler nenhum spoiler, tente parar por aqui. Claro, tento não mostrar muitos spoilers ou os esconder, mas, fica aqui a dica. Agora, se você não se importa com isso, siga adiante. Sua vontade de jogar o game poderá aumentar. 🙂

A primeira missão de StarCraft II: Wings of Liberty se chama “O dia da libertação”, e o objetivo, como não poderia deixar de ser, é destruir um quartel general da Supremacia. Achei incrível o modo como a tecnologia disponível é informada antes do início da missão, o que com certeza serve também para meio que demonstrar o grau de dificuldade da mesma.

Os níveis de dificuldade também podem ser ajustados entre uma missão e outra, portanto, não se assuste se escolheu o nível “Brutal” logo no início, erroneamente. O(a) adjuntor, a inteligência artificial ciborque, fornece ajuda e dicas extremamente úteis ao Raynor, bem como informações a respeito da situação que ele irá enfrentar.

Em Mar Sara, Jim Raynor chega com seus soldados em um planeta onde o povo tem muito medo da Supremacia, além de não possuir armas e não ser organizado. É claro que tudo isto deverá ser “revisto” pelos rebeldes que você controla no jogo. Sendo assim, mão à obra.

Confesso que nunca joguei um game onde uma inteligência artificial in-game fornecesse ajuda constante, e ainda avisasse ao comandante (eu, você) de que existem vídeo tutoriais disponíveis. Sim, é possível assistir a vídeo tutoriais no decorrer do gameplay. Quer mais comodidade do que isso?

Esta primeira campanha mostra o Raynor e o seu grupo libertando os cidadãos de Mar Sara. Em determinado momento, os cidadãos começam a ajudar o exército do Raynor, quando percebe que o mesmo está levando vantagem, e no decorrer da missão, você pode fazer com que seus soldados destruam espécies de “estátuas holográficas” doimperador traidor Arcturus Mengsk. Mais soldados chegam para ajudar você, e a coisa se torna relativamente simples, mas nem por isso deixa de ser empolgante.

A(o) Adjuntor está sempre ali, ao seu lado, te aconselhando, e os soldados que chegam para ajudar ao seu grupo chegam em cápsulas que provavelmente são lançadas a partir de naves sobrevoando o planeta. Estas cápsulas, aliás, me lembram muito daquelas cápsulas em Gears of War 2.

Esta primeira campanha serve também para que você coloque em prática tudo aquilo que aprendeu durante o tutorial, o qual em minha opinião deve ser jogado, principalmente se você nunca jogou nenhum StarCraft e/ou RTS. Digamos que seja uma missão introdutória. E os interlúdios entre uma missão e outra são muito interessantes, principalmente por fornecerem informações que podem ser utilizadas durante o gameplay.

É claro que StarCraft II: Wings of Liberty ainda renderá muito conteúdo aqui no XboxPlus. Muitos artigos. E espero que vocês gostem. Este é o segundo, digamos, de uma série de reviews e artigos sobre este game fantástico.

E isto porque ainda estou jogando o início do modo campanha. Que dizer então do multiplayer? Aliás, quem quiser me adicionar no game, meu personagem é o MarcosZy . 🙂

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