(Review) The Ball: aventura e puzzles em primeira pessoa

O game The Ball será lançado em 26 de Outubro de 2010. Trata-se de um título, pelo menos por enquanto, exclusivo para PC. Desenvolvido pela Teotl Studios, da Suécia, e distribuído pela Tripwire Interactive (desenvolvedora de Killing Floor), The Ball foi desenvolvido com a UDK (Unreal Development Kit), a qual é a versão grátis da Unreal Engine. The Ball impressiona e é extremamente imersivo, apesar de curto. Mas quem foi que disse que um game, para ser bom, deve ser longo? :)

The Ball é um jogo que agradará bastante a quem aprecia games de aventura ambientados em ruínas ancestrais, digamos. Mistério, busca por ítens escondidos, resolução de muitos puzzles e mecânica de jogo simples: tudo isto está presente neste game da Teotl Studios, o qual custará US$ 19,99 após o lançamento mas já se encontra em pré-venda, com desconto, através do link que mencionei acima. Vale ressaltar que quem comprar The Ball durante a pré-venda receberá gratuitamente um personagem para Killing Floor. Vale ressaltar que The Ball é, acima de tudo, puzzle e aventura, apesar de conter boas doses de ação.

Trata-se de um game com grande dose de inovação, pois nele a arma que você utiliza é um tanto quanto inusitada. Além disso, por ser um game ambientado nos subterrâneos e nos apresentar, mesmo assim, ambientes imensos, muitas vezes, e muito bonitos, The Ball não provoca nenhum tipo de sentimento claustrofóbico, e/ou não causa nenhuma dor de cabeça a quem possui problemas neste sentido.

História

Em The Ball você é um arqueologista que começa a explorar uma mina abandonada no México, enquanto o restante do seu grupo sai em busca de suprimentos. Aos poucos, você descobre que o local não é apenas uma mina abandonada. Trata-se de algo muito mais significativo. Ou melhor, digamos que a mina fornece acesso, mediante exploração, a uma série de cavernas que, ligadas entre si, formam uma espécia de conjunto que abrigou outrora uma civilização que lembra bastante, pelo que se pode depreender das ruínas, monumentos e artefatos existentes, os Mais ou os Astecas, por exemplo.

Após o segundo nível, você começa a perceber que as ruínas, as cavernas, são “habitadas” por múmias violentas, que partem com tudo para cima de você. Elas são meio que horripilantes, e só existe um meio de destruí-las, o qual você vai descobrir mais abaixo. Existem similaridades entre a questão dos puzzles e exploração em The Ball com muito do que vimos em alguns títulos da série Tomb Raider. Até mesmo a ambientação, pelo menos a mim, lembra bastante algumas fases de alguns dos Tomb Raider’s.

O conjunto de cavernas interligadas, muitas delas gigantescas, abriga horrores e maravilhas que devem ser apreciados com muita atenção. Trata-se de um game que com certeza agradará a diversos tipos de público, e nem mesmo o fator “horror” presente em alguns momentos é suficiente para afastar amantes de um bom game de aventura e exploração recheado de puzzles.

Jogabilidade

No game, você conta única e exclusivamente com um artefato antigo como arma, o qual é encontrado rapidamente e lhe fornece, então, o controle de uma bola metálica e, também, antiga (a própria “The Ball”). Esta bola é encontrada também logo nos primeiros minutos de gameplay e, basicamente, tudo gira em torno dela, ou melhor, tudo deve ser feito mediante a utilização da bola.

O artefato antigo que você segura nas mãos fornece total controle sobre a antiquíssima bola metálica. O botão esquerdo permite que você dispare a bola (você deve estar com o artefato/arma próximo à bola), e se você mantê-lo pressionado, o impulso será mais forte quando você o soltar. O botão direito atrai a bola, e a utilização destes dois comandos/forças permite que você controle e leve a mesma com você durante o jogo inteiro. Isto é imprescindível, pois ela é sua única arma e apoio nos momentos de necessidade.

Vale ressaltar que quando a bola está próxima a você e você mantém pressionados qualquer um dos dois botões do mouse (o disparo, por exemplo, só acontece quando você solta o botão), a mesma se torna transparente, permitindo que você então visualize o que está adiante. Isto é muito útil quando você precisa mirar, lembrando sempre que a bola será lançada em direções diferentes dependendo do local onde ela recebeu o impacto. Você pode até mesmo mirar em objetos que se encontram em lugares altos, assim sendo.

Para tornar a bola invisível sem utilizar a “arma”, basta pressionar o botão “Q”, e o restante da jogabilidade é o usual de qualquer FPS. Existem alguns problemas no tocante à proximidade da bola. Muitas vezes, mesmo com a transparência obtida, fica difícil enxergar o que está adiante, porque nem todos os pontos da bola se tornam transparentes. Além disso, é um pouco cansativo carregar a bola com você para todos os lugares. O personagem também não corre, possibilidade que, em minha opinião, deveria ter sido implementada pelos desenvolvedores, para melhorar a experiência do jogador.

Jogando The Ball

The Ball mistura ação, aventura, horror, puzzles e exploração. Existem “secrets” que você pode tentar encontrar, e cada um deles fornece informações extras sobre a civilização que vivia naquele mundo subterrâneo. Mesmo assim, o jogo é um tanto quanto linear, pois é como se o caminho já estivesse traçado, pré-determinado, e não sobra espaço para atalhos ou escolhas diferentes.

Não que isto tire a graça do game, mas em um título deste gênero, tenho comigo que a possibilidade de explorarmos mais o ambiente seja algo fantástico.  Mais locais, mais segredos, etc. De qualquer forma, o game é divertido, instigante, e não te deixa ficar em paz enquanto não descobrir todos os seus segredos. Enquanto não chegar até o final. The Ball possui alguns botões que devem ser ativados, aliás.

Tais botões podem ser vermelhos ou azuis. Os vermelhos devem ser ativados através da bola, e os azuis, por você. Muitas vezes, dois botões devem ser ativados ao mesmo tempo (um vermelho e um azul), e existem momentos em que você deve realizar um verdadeiro planejamento, visando posicionar a bola no melhor lugar disponível, se dirigir a outro, utilizar a força de atração para movimentar a bola em determinada direção, e o resultado poderá, então, ser o início do funcionamento de algum mecanismo que liberará o acesso a novas áreas, por exemplo.

Aliás, existem diversos tipos de mecanismos antigos em The Ball, os quais devem ser postos em ação para abrir portões e garantir o seu acesso a novas áreas. Em um game que também possui grandes doses de ação, não faltam inimigos, desde múmias apodrecidas até gorilas assustadores. Vale ressaltar que a única maneira de matar tais inimigos é através da bola, esmagando-os, seja utilizando a força de atração ou a de repulsão de sua “arma”.

Você pode visualizar constantemente, no canto inferior esquerdo, a distância entre você e a bola. Muitas vezes você é obrigado a dela se separar, e tal indicador, além de fornecer a distância, fornece também a posição da mesma em relação a você. Cada checkpoint restaura sua energia vital, e algo muito interessante e valioso, e que vale ser destacado, é o fato de que quando você morre, retorna ao último checkpoint com tudo o que já fez até então intacto, ou seja, você morre mas não perde seu progresso em relação aos puzzles. Todos os que já tenham sido resolvidos, total ou parcialmente, assim permanecem, permitindo então que você continue o trabalho.

The Ball é cheio de reviravoltas. Você deve abrir portas ou pressionar botões em lugares distantes enquanto, por exemplo, a bola permanece sobre determinado botão, para que você possa então voltar e ativar outro botão ou colocar algum mecanismo em funcionamento, o que liberará o acesso à área desejada. Este é somente um exemplo, pois o número e a variedade dos puzzles existentes no game é bem grande. Você poderá também, em alguns momentos, ter de mergulhar em lagos subterrâneos, ou então determinadas áreas podem de repente serem inundadas, de forma proposital ou não, para que você consiga nadar até objetivos que, de outra forma, seriam inacessíveis.

A bola, sua grande amiga, pode ser utilizada como arma, como aríete (quebrando paredes e liberando passagem), e também pode ser amarrada a blocos que porventura estejam impedindo sua passagem, para que você então a puxe juntamente com tais blocos. Trata-se de um game instigante ao extremo, que com certeza fornece muita diversão e momentos de grande dificuldade.

No jogo, digamos que você vai se aprofundando cada vez mais na terra. São 8 fases divididas em 5 localidades diferentes, e a profundidade vai aumentando em todas elas.

Gráficos e trilha sonora

Os gráficos do game são muito competentes. Não se trata de nada estupendo, é claro, mas eles são bonitos. Existem detalhes que fazem muita diferença, e representam “extras” muito interessantes. Insetos caminhando pelo chão ou pelas paredes, teias de aranha pelo caminho, a água que possui um aspecto muito interessante e bonito, e até mesmo todos os ambientes, repletos de elementos que passam uma enorme sensação de antiguidade.

Monumentos, pirâmides, rochas, lagos e espécie de trens nos quais você pode embarcar e se aprofundar ainda mais na terra, em viagens que são muito bacanas e durante as quais você pode atropelar algumas múmias. Vale destacar aqui que é a bola quem ajuda a acionar o maquinário destes trens. Existem momentos também em que a bola é atraída e presa a ímãs gigantescos. Os efeitos sonoros e visuais nestes momentos são belíssimos, e você tem a exata noção de que ela está sofrendo um enorme efeito de atração por parte do ímã. É claro que você deve, então, descobrir como desligar o dispositivo, para liberar a bola.

A trilha sonora de The Ball, apesar de não muito variada, está muito de acordo com o gênero do game. Ela consegue passar uma aura de mistério e antiquidade enorme, e este fato, aliado aos efeitos sonoros extremamente competentes (você ouve o vento “sussurrando” pelas cavernas, o barulho de pedregulhos caindo, o estilhaçar de vasos antigos quando a bola passa por cima dos mesmos, o som estridente do trem deslizando pelos trilhos, etc), representa um elemento muito bem vindo.

Outros modos de jogo

Existe um modo de jogo muito interessante, chamado Survival, no qual você deve lutar contra sucessivas hordas de inimigos. Este modo de jogo, singleplayer, é bem desafiador. Difícil, na verdade, e você, como não poderia deixar de ser, está lá, sozinho com sua inseparável bola metálica.

Conclusão

The Ball representa um verdadeiro “must have” para quem aprecia ação, puzzles, mistério e exploração. Um game que foge do tradicional e nos apresenta uma única arma como opção de defesa, a qual é composta por dois elementos: um em suas mãos (o controle) e outro controlado “remotamente”. Trata-se de um game divertido e desafiador que, apesar de curto, proporciona uma experiência muito intensa.

Ficha Técnica

Título: The Ball
Gênero: Ação / Aventura
Desenvolvedora: Teotl Studios
Distribuidora: Tripwire Interactive
Data de lançamento: 26 de outubro de 2010 (já em pré-venda, no Steam)
Plataformas: PC
Versão analisada: PC

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10 Comments

  1. Eu querooooooooooooooo

    pena que o preço veio acima da minha espectativa… =/

    Reply
    • @Otavio Chiquito,

      Game sensacional, cara. :)

      Acho que o preço vale a pena. E durante a pré-venda, tem 10% de desconto. ;)

      Reply
  2. Ótimo review como sempre Marcos.

    Mas na verdade não consegui me empolgar ainda com esse game. Sei lá, esse lance de ficar conltrolando aquela bola esquisita e um lado para outro é meio estranho. Em se tratando de FPS/Puzzle ainda fico com Portal.

    Pra ter uma idéia, a única coisa que me interessou foi a skin do protagonista de The ball no Killing Floor.

    Reply
    • @JC,

      Valeu, JC. :)

      Olha, eu gostei. Confesso que em alguns momentos a questão de ter a bola sempre com você chega a irritar. Mas existem momentos em que você é obrigado a se afastar dela, também. De qualquer forma, não deixa de ser uma coisa diferente. Um game com uma proposta bem interessante.

      Essa questão da skin para o Killing Floor também é legal, mas não acho que compense comprar um game só pensando nisso. Aí, vai do quanto você gosta do outro game…rsrsrsrsrs

      Reply
  3. @marcos COMPENSA !!! ahhuahuahuahu

    Reply
    • @Otavio Chiquito,

      Com certeza, viu? Se você comprar, não vai se arrepender…rsrsrsrsrsrs :)

      Reply
  4. Até parece legal, mas meio esquisito msm essa bola aí.

    Reply
    • @Fefa,

      É estranho, principalmente no começo. Mas depois você se acostuma, Fefa. É bem divertido, principalmente pela questão dos puzzles. Adoro puzzles, então, já viu, né…rsrsrsrs

      Reply
  5. Aê, mais um review!!! \o/

    Acho que para quem gosta de Puzzles estilo Portal, vai gostar desse game aí!

    Reply
    • @FrankCastle,

      Realmente, Diego. E ele é cheio de puzzles. Muitos mesmo. Bem bacana, e a ambientação é muito interessante. Espero que liberem uma demo, quando ele for lançado, pra que todo mundo possa testá-lo.

      Reply

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