The Tiny Bang Story é um jogo criado pela desenvolvedora russa Colibri Games. Lançado em 22 de Abril de 2011, para PC, o game encontra-se disponível no Steam, no Direct2Drive e no GamersGate. Trata-se de um point-and-click encantador que, com certeza, agradará aos fãs do gênero devido à sua beleza, ao seu enredo intrigante que acaba se refletindo em um gameplay bem interessante, e também devido à presença de puzzles bem variados.

A história de The Tiny Bang Story acontece em um mundo fictício, chamado “Tiny Planet”. O tal planeta é atingido por um asteróide, e tal acidente deixa tudo muito bagunçado. A missão do jogador, portanto, é “arrumar a bagunça”, e para isto, diversos quebra-cabeças lhe serão apresentados, bem como muitos objetos escondidos no cenário deverão ser descobertos. Muitos destes objetos, aliás, servem para a resolução de alguns puzzles. Outros funcionam como “ferramentas”. E assim por diante.

A introdução do game, aliás, é muito bacana. Ela mostra o asteróide chegando, o belo e calmo planeta e, estranhamente, uma bola de futebol gigante que parece orbitar “Tiny Planet”. O asteróide, na verdade, atinge a bola/satélite, e esta explode. Esta explosão, portanto, é o que causa todos os problemas que servem de premissa para este ótimo título. Quando tudo é destruído, tudo toma um ar de “quebra-cabeças gigante”, o qual tem suas peças, então, bagunçadas, representando assim a bagunça que ocorreu no planeta após o acidente. Gravei um vídeo desta introdução, o qual está no final deste review. Assista, é muito bacana.

Os cenários desenhados à mão dão um charme todo especial a The Tiny Bang Story. Eles são muito bonitos, na verdade, e diversos elementos presentes em cada cenário reagem de maneiras diferentes conforme você clica nos mesmos, mesmo que eles para nada sirvam. Cortinas que se movem, cordas que balançam, etc. Tudo neste título da Colibri Games foi criado de maneira a meio que “ligar” o jogador aos cenários. Tudo é muito imersivo.

Você deve coletar diversas peças do quebra-cabeças que se encontram espalhadas e escondidas pelos cenários. Muitas delas, aliás, estão meio que camufladas em meio aos ambientes. Existem também alguns objetos que devem ser coletados para a resolução de algum puzzle em específico. Existem puzzles nos quais você terá de lidar com números, puzzles onde você deverá recuperar alguma máquina antiga, encontrando e posicionando suas peças nos lugares corretos, puzzles que são verdadeiros quebra-cabeças, e puzzles onde você tem de alinhar objetos de uma mesma cor, por exemplo.

Vale ressaltar que não existem diálogos em The Tiny Bang Story. Existem, por outro lado, personagens que expressam seus pensamentos através de balões, e estes balões sempre fornecem alguma dica a respeito do que deve ser feito. Muitas vezes, determinadas peças do cenário devem ser coletadas para que você as posicione em determinado local, e a partir daí elas passam a representar algo útil durante o gameplay.

A idéia sensacional de mesclar o conceito de um planeta bagunçado, que sofreu com a queda de um meteoro, com peças de quebra-cabeças espalhadas pelo cenário é genial, e creio que somente este fato já pode ajudar bastante na diversão. É o macro se unindo ao micro para proporcionar aos jogadores uma experiência muito empolgante. É um tanto quanto fácil, porém, encontrar tais peças, mesmo quando elas estão dispostas de forma tal a se camuflarem em meio ao cenário. Já outros elementos que devem ser encontrados não são tão fáceis assim de serem achados, e muitas vezes é preciso realizar uma grande busca, e passar um grande tempo clicando em tudo o que estiver pela frente. 🙂

Vale ressaltar que, quando o cursor se transforma em uma engrenagem, é porque naquele local existe algo a ser feito. À direita da tela existem alguns mostradores, os quais exibem constantemente os itens que você deve encontrar para resolver os puzzles. Muitas vezes, encontrar todos estes itens representa apenas a “abertura do puzzle”, momentos nos quais você é, então, “apresentado ao trabalho”.

É claro que percebe-se claramente que a busca por ítens é um dos elementos chaves em The Tiny Bang Story, e isto pode fazer com que alguns jogadores se cansem um pouco, após algum tempo de jogo. É algo que não se pode negar, infelizmente. Entretanto, as belezas do título superam suas falhas. Algo bem interessante é a presença de moscas azuis voando constantemente pelo cenário. A princípio, você pode pensar que elas estão ali somente para enfeite. Mas clique em todas as que puder, para que o medidor azul localizado no canto superior direito vá se enchendo. Assim que cheio, ele pode lhe fornecer dicas quando você nele clicar.

É preciso, em cada nível, “viajar” de um cenário a outro em busca de ítens, resolução de puzzles, etc. Este fato funciona bem como fator motivador, uma vez que temos não somente um cenário estático em um jogo estilo point-and-click. Assim que você consegue resolver um determinado nível, você “volta para o espaço” e tem a missão de “brincar um pouco” no grande quebra-cabeças exibido. São momentos um tanto quanto difíceis, aliás.

The Tiny Bang Story é um jogo que prima por uma jogabilidade simples, enquanto mantém uma certa dificuldade no tocante ao gameplay. Muitos puzzles são difíceis, outros nem tanto. Não existem diálogos, como eu já disse acima, e muitas informações e necessidades são fornecidas ao jogador de forma subjetiva. Não existem textos para serem lidos, e nem tampouco cenas de corte estão presentes no game. Isto, em minha opinião, ajuda a manter o jogador focado naquilo que realmente importa: resolver a bagunça em “Tiny Planet”.

Já fazia um certo tempo que eu não jogava um point-and-click, e este título da Colibri Games me proporcionou grande diversão. Realmente, bons momentos. Trata-se de um game bonito, diferente e, realmente, um sensacional representante do gênero “aponte-e-clique”. É muito bom perceber que o pessoal continua investindo neste gênero de jogo, e é digno de nota o fato de que a maior parte dos lançamentos pertencentes a este tipo de jogo são criados por desenvolvedores independentes.

Um dos problemas que encontrei no jogo, entretanto, é sua “resolução travada”. Espero que a Colibri Games resolva este fato. Não existe nenhum tipo de menu com configurações para ajustar a resolução de vídeo, e eu, que joguei em um monitor de 18,5 polegadas, widescreen, 1360 x 768, tive de conviver, enquanto jogando este ótimo point-and-click, com chatas áreas escuras nas laterais. De qualquer forma, é como sempre digo: dependendo do caso, pequenos detalhes não tiram o brilho de um game, quando este é bem feito.

OBS: editei as imagens que constam neste review, eliminando as áreas escuras. 🙂

Conclusão

The Tiny Bang Story é um jogo sensacional, o qual deve ser jogado por todos os amantes de um bom point-and-click. Seus belíssimos cenários desenhados à mão e seu gameplay variado e interessante fazem dele um jogo extremamente viciante e imersivo. Você poderá “gastar” algumas boas horas ajudando o povo de “Tiny Planet”, desde que possua paciência e aprecie o estilo.

Ficha técnica

Título: The Tiny Bang Story
Gênero: point-and-click / aventura
Desenvolvedora: Colibri Games
Distribuidora: Colibri Games
Data de lançamento: 22 de Abril de 2011
Plataformas: PC
Versão analisada: PC

Link para o vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=5VzCOkF8OWo&hd=1

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