(Review) THIEF – o retorno do ladrão mestre

THIEF

Jogos de ação furtiva podem até não representar uma experiência agradável para muitos jogadores. Mas se você faz parte do grupo que gosta do gênero, tudo fica melhor, e é realmente difícil parar de jogar quando se depara com um bom título. Quando você sente prazer em encarar e resolver situações que são verdadeiros quebra-cabeças formados por diversos elementos (incluindo inimigos, claro), quando você consegue se divertir muito fazendo isto.

Quando você não reclama por ser obrigado a passar alguns segundos ou minutos aguardando pelo melhor momento. Pelas oportunidades surgirem. Pelas brechas que, fatalmente, uma hora ou outra, serão visualizadas. Andar nas sombras, eliminar inimigos em silêncio, com elegância, com precisão. Fazer da escuridão o seu playground, e a partir daí desencadear o caos, a morte e o medo.

Este THIEF lançado em 2014 é um reboot da franquia, franquia esta que começou em 1998, com Thief: The Dark Project, desenvolvido pela Looking Glass Studios. Após um hiato de cerca de 10 anos (Thief: Deadly Shadows foi lançado em 2004), eis que a Square Enix nos brinda com um reboot, apresentando Garret, o ladrão mestre, a uma nova geração.

Ficha técnica

Título: THIEF

Gênero: Ação / Ação furtiva / Aventura

Desenvolvedora: Eidos Montreal / Nixxes (versão PC)

Publisher: Square Enix

Data de lançamento: 25 de Fevereiro de 2014

Plataformas: PC, Xbox One, Xbox 360, Playstation 3, Playstation 4

Versão analisada: PC

THIEF

Ambientado em um mundo fictício no qual podemos perceber nitidamente elementos steampunk e góticos, THIEF é um jogo escuro, em diversos sentidos. A história acontece em uma cidade medieval chamada simplesmente de “The City”, na qual uma doença terrível mata impiedosamente. A doença, conhecida como “The Gloom”, certamente faz referência à Peste Negra que matou milhões na Europa, durante o século XIV.

Garret é o ladrão mestre, e a trama engrena mesmo quando você, em companhia de Erin, outra ladra e assassina, tentam realizar uma missão na mansão de um tal de Barão de Northcrest. Eu disse “tentam” porque tudo dá errado e Erin acaba sendo separada de Garret. Tal separação aos poucos assume ares cada vez mais misteriosos, e o jogador vai percebendo, aos poucos, que o ocultismo fornece um toque a mais de escuridão ao já escuro jogo.

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É importante ressaltar que aqui temos um jogo de ação Stealth que realmente pode assim ser chamado, com todas as letras. Garret deve se mover entre as sombras, e o jogador deve sempre permanecer bem atento ao mostrador que indica se ele está oculto ou não.

Tentar combater inimigos diretamente é quase sempre desastroso (o próprio sistema de combate não ajuda nem um pouco, e eu creio que isto seja proposital): o melhor, em caso de detecção, é tentar utilizar bombas de fumaça para escapar rapidamente e/ou então correr para algum ponto longínquo e, claro, escuro.

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Garret não é bom em combates corpo a corpo, por exemplo. Ele é ótimo com arco e flecha, e vale também lembrar que existem diversos tipos de flechas disponíveis, as quais devem ser utilizadas com parcimônia e sempre adquiridas em uma espécie de mercado negro, através de vendedores espalhados pela cidade.

Temos flechas incendiárias, flechas explosivas, flechas que liberam elementos químicos asfixiantes, flechas com cordas, e mais uma série de outras. Há um detalhe bem legal a respeito do manuseio do arco: mantenha a corda distendida por muito tempo, ao mirar, por exemplo, e seu braço meio que perde força. Você terá que repetir o processo.

Diversas habilidades do personagem principal também podem ser evoluídas, através da utilização de Focus Points (os quais você também pode adquirir diretamente da Rainha dos Mendigos), e assim ele pode se tornar mais resistente, mais silencioso, mais experiente no manuseio do arco, etc.

Com perspectiva em primeira pessoa, THIEF lembra um pouco Dishonored (outro ótimo título de ação furtiva), sendo que podemos até mesmo citar algumas semelhanças entre ambos: o uso de tecnologias avançadas, que certamente não pertencem à época, uma certa mistura entre tecnologia e magia, uma perigosa doença assolando a população, disputas pelo poder, etc. Obviamente, Garret não conta com os poderes sobrenaturais de Corvo Attano, mas nem por isso ele é menos mortal ou, melhor dizendo, eficiente.

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Os gráficos do jogo são lindíssimos, e os contrastes entre a luz e as sombras geralmente nos proporcionam espetáculos belíssimos. No PC, consegui jogar com uma boa performance e obtendo sempre entre 45-60 FPS, mais ou menos. Temos ótimos efeitos de iluminação e partículas, também, vale lembrar.

Permanecer agachado próximo a uma fogueira é bem interessante, pois o fogo “dançando”, as fagulhas, a fuligem e a fumaça escapando conseguem formar um excelente espetáculo. A luz, bem como sua ausência, também contribui para que o protagonista possa se movimentar em segurança e realizar cada uma das missões (leia mais abaixo sobre o Moira Asylum, onde a luz é benéfica ao protagonista).

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Ao jogar THIEF, assim como diversos outros jogos de ação furtiva, claro, somos obrigados a encarar situações repletas de oportunidades e riscos. Situações onde temos de pensar muito bem no que fazer a seguir e nas consequências.

Situações nas quais guardas, tochas acesas nas paredes, móveis, paredes, NPCs diversos, portas e nosso próprio equipamento são peças fundamentais de um grande puzzle que deve ser resolvido. Disparar uma flecha com uma corda a ela presa e tentar subir pelos telhados? Tentar se esgueirar por entre os guardas, matando um ou outro (ou não)? Ou descobrir algum caminho secreto que nos levará mais rápido ao nosso objetivo?

Somos capazes de criar nossos próprios caminhos, também, apagando tochas nas paredes, velas sobre mesas e, assim, criando pontos de escuridão para onde então poderemos nos mover em segurança. Mas como apagar uma destas tochas, por exemplo? É simples. Utilizando as water arrows: flechas com um cilindro cheio d’água em sua extremidade, o qual explode após o impacto liberando o líquido.

Por falar em caminhos, é bastante interessante explorar a cidade. Disparar rope arrows nos locais certos, subir, e então, andando pelos telhados e varandas, entrar em casas, armazéns e outros edifícios, na surdina. Durante tais explorações podemos roubar, afinal, Garret é um ladrão.

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Canetas, objetos de ouro os mais diversos, quadros raros, pentes que alguma rica dama esqueceu em cômodas também repletas de objetos valiosos, etc. Só é triste perceber que, aqui, Garret rouba pouco, e grandes somas podem ser obtidas mais facilmente através das side-quests.

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Algumas vezes temos a impressão de estarmos no controle de um mero ladrão de galinhas. É como se o “lado ladrão mestre” do protagonista tivesse sido reduzido para que um maior foco na missão principal (e, veja, o roubo não é o principal, aqui), no enredo e em seus desdobramentos fosse obtido. Portanto, esqueça grandes roubos na main-quest. Você pode até mesmo deixar as side-quests (muito boas, por sinal), para o final, depois que finalizar a campanha.

Mas explorar a cidade e os diversos ambientes por onde caminhamos nunca é demais, principalmente quando topamos, estranhamente, dentro de um “covil cheio de inimigos”, com um vendedor de armamentos, upgrades e munição. Sim, escondido, lá nos subterrâneos. E, não se iluda: gastar flechas à toa nunca é uma boa opção.

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O sobrenatural faz parte do enredo praticamente desde o início, e uma das missões, em especial, é de arrepiar. Que o digam aqueles que passaram pela fase dentro do horripilante Moira Asylum (confesso que levei alguns bons sustos aí).

Erin também acompanha Garret quase que o tempo todo, mesmo que de uma maneira bastante estranha, misteriosa mesmo. Tudo isto tem a ver com a tal missão que deu errado (veja logo no começo deste review), e com o que o Barão de Northcrest e seus companheiros faziam.

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Há uma grande disputa de poder, também. Um movimento que vai crescendo aos poucos e que chega até o povo, nas ruas, cansado da Peste e da opressão, e motivado por um personagem conhecido, a princípio, como Orion, o qual começa a arrebatar seguidores que chegam a encará-lo como uma espécie de profeta, ou algo assim (alguns até falam nas Bençãos de Orion).

Tudo isto começa a desestabilizar o governo do Barão, e você, no controle de Garret, observa, então, grandes manifestações, enforcamentos (empreendidos pelos dois lados), e muitas mortes. Vale ressaltar que o barão é o manda-chuva, e seus agentes, os membros da City Watch, são corruptos e extremamente violentos.

THIEF possui um conjunto de elementos chave. Erin, o Barão, uma pedra sobrenatural (a Primal Stone), e Garret. Este “quarteto” entra em choque, algumas vezes, e a tal pedra é algo não muito bem compreendido e totalmente incontrolável, até mesmo pelo próprio Barão.

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Um dos intuitos do Barão é levar sua cidade a uma nova era, vale ressaltar. Isto já ocorre em partes: The City conta com estranhas máquinas, grandes indústrias, enormes edifícios e iluminação além daquela fornecida pelo fogo, por exemplo. Mas ele quer mais, e é aí que o sobrenatural deve entrar em cena, para que seu propósito seja alcançado.

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THIEF tem seus problemas, os quais, porém, não acabam com a diversão, principalmente devido ao fato do jogador ser capaz de modificar diversos parâmetros, tornando o jogo mais desafiador. Bem, é preciso grande cuidado ao caminhar, correr e deslizar por entre as sombras. Caminhar sobre entulho ou vidro, ou até mesmo derrubar garrafas, chama a atenção dos inimigos. Fazer barulho, muitas vezes, pode ser fatal.

E temos NPCs com uma inteligência artificial bastante inconstante. Existem momentos em que estamos completamente escondidos, no escuro. Medidor apagado, e tudo o mais. Fica claro, porém, que um guarda quase em cima de você (sem exagero) te notaria, mas isto não acontece. Que dizer, então, de soldados inimigos que te vêem mesmo enquanto você está atrás de objetos?

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Além disso, conforme mencionei acima, grande parte dos roubos, e/ou os que rendem maiores recompensas, são acessíveis apenas através de missões secundárias, o que pode desmotivar alguns jogadores, principalmente se nos lembrarmos que estamos falando do famoso ladrão mestre.

Também temos um game bastante linear, apesar de parecer o contrário. Quer dizer, você está lá, naquela cidade enorme, aciona seu focus power e percebe diversos itens iluminados em azul, representando janelas, portas, pontos de engate, pontos para lançamento de cordas, etc. Ou seja, um “mundo” à sua disposição, mas que deve ser “utilizado” em pedaços.

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Aquele mapa enorme que visualizamos ao pressionar o botão “back” do controle (sim, tudo fica melhor neste jogo se você usar um controle), é dividido em distritos. A impressão inicial de podermos andar por bastante tempo sem interrupções é só isto: uma impressão.

A transição entre um e outro distrito ocorre apenas após telas de loading (a simples entrada em uma taverna ocorre após uma tela de loading), e isto passa a impressão de que tentaram criar uma espécie de “mundo aberto com limites”. Algo que acabou ficando meio emperrado, travado.

Mas temos muitos outros bons momentos, mecânicas e coisas boas para falarmos a respeito deste game. Temos bons puzzles espalhados por suas 8 missões, alguns opcionais, outros não. Há um grande cofre que, opcionalmente, pode ser roubado, podemos usar nossa gazua para abrir portas e fechaduras de armários, e podemos, claro, utilizar o ambiente a nosso favor.

Lançar garrafas para distrair guardas, lidar com cães e pássaros em gaiolas que fazem muito barulho e que, no entanto, podem ser postos para dormir com o “remédio” certo, e também podemos matar. Furtivamente, pegando um inimigo desprevenido, pelas costas, é o melhor e mais rápido método, além de seguro.

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Ao final de cada missão o jogo exibe um relatório sobre nosso progresso, e dentre os vários itens, podemos conferir um gráfico com os percentuais relativos ao nosso modo de agir: oportunista (se utilizamos mais elementos secundários e o ambiente), predador (se resolvemos partir com tudo para cima dos inimigos) ou fantasma (não é preciso dizer nada, não é?).

O enredo do game também é muito bom. Ao começar, você não vai desejar parar. O que houve, afinal, com Erin? O que houve com Garret? O que o Barão deseja, na verdade? O que são, afinal de contas, aqueles horrores que visualizamos pela primeira vez no hospício (os quais, aliás, devem ser combatidos com luz)? De onde vem a praga misteriosa? Tudo isto, aliado a excelentes gráficos e a uma trilha sonora fora de série, faz de THIEF uma ótima pedida para quem aprecia ação stealth.

Também é bem divertido topar com NPCs “espertos”, ao contrário dos “bobões” que mencionei acima. Vez ou outra, ao fazer algum barulho próximo a um soldado que caminha sozinho, você pode deixá-lo com medo e ele então chama reforços. Ou, então, ao caminhar, ouvir alguém dizendo “Uh, Oh, someone is sneaking around“. Exponha-se mais, nestes momentos, e você poderá se ver em maus lençóis.

Caminhando para o final do game, recebemos na cara uma revelação impactante, principalmente por envolver Erin e alguém que pensávamos estar do nosso lado. Os momentos finais, a própria missão final, são sensacionais. Temos inclusive um grande incêndio, o qual coloca Garret em algumas cenas um tanto quanto cinematográficas.

É muito bom perceber que os desenvolvedores mantiveram Garret “fraco” mesmo durante combates contra “chefes”: durante a luta contra o Thief-Taker General, por exemplo, deixe de se esgueirar entre as sombras e utilizar suas flechas, e encontrará a morte muito rápido.

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É triste, porém, que o final do jogo seja uma… bem, uma porcaria. Inclusive em relação aos “bosses”. Sinceramente. Muitas coisas não são devidamente explicadas, e a curta cutscene com Garret acaba causando mais raiva no jogador do que qualquer outra coisa. O jogo merecia mais. Nós merecíamos mais. Mas, enfim, que seja. E que mais títulos desta franquia sejam lançados, com finais melhores, com enredos melhores ainda e com um verdadeiro ladrão mestre.

Modificando parâmetros e deixando a experiência mais desafiadora

Como disse acima, o jogador pode modificar diversos parâmetros no game, parâmetros que têm a ver com o nível de dificuldade, com maiores desafios. Veja abaixo o que é possível modificar, ligar, desligar, etc, dentro do menu “Game & HUD”

  • Ligar ou desligar o focus mode;
  • Exibir ou não os indicadores de movimento;
  • Exibir ou não indicadores de objetos com os quais podemos interagir;
  • Exibir ou não marcadores de waypoints;
  • Mostrar ou não o nível de alerta de ameaças próximas;
  • Exibir ou não o nível de saúde de inimigos nas proximidades;
  • Exibir ou esconder o mini-mapa;
  • Ligar ou desligar a rotação do mini-mapa;

Conclusão

THIEF é um ótimo jogo de ação furtiva. Tem lá seus problemas, claro, mas estes não conseguem ofuscar seu brilho. O jogador pode realizar as missões e encarar as mais diversas situações de diversas maneiras, e isto acaba também aumentando bastante o fator replay do jogo (leia também a seção “Modificando parâmetros e deixando a experiência mais desafiadora”, acima).

Se você gosta de ação stealth, encare sem medo. Contando também com elementos de ação e diversos puzzles, o jogo consegue divertir bastante. Seu enredo é interessantíssimo e capaz de prender o jogador durante horas e horas.

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10 Comments

  1. Marcio já estava na vontade e agora ficou mais. Contudo, vou esperar outra promoção na Live pq a grana ta curta pra tanto lançamento.

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    • É, Marcio. Se gosta do gênero, não esquece de deixar ele na sua wishlist, pelo menos. 😀

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  2. Parabéns pelo review, Marcos!
    Achei bem interessante a variedade de flechas e muito bem observado de sua parte a questão da configuração do HUD! Lembro quando joguei Dishonored, fiz exatamente isso: desativei quase tudo, sem todas aquelas informações na tela, o jogo ficava ainda mais lindo, parecendo um quadro.

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    • Valeu Diego! Então, é bem legal, e, dependendo de sua escolha, você pode se lascar. Escolhi uma flecha explosiva, quando era pra escolher uma normal, em uma missão. Resultado, queria matar o cara na surdina, só. Mas, acabei matando e alertando um monte de outros…hehehe Essa de configurar o HUD é bacana. Fiz isso no Dishonored também, uma vez. Fica sensacional.

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  3. Ótimo review, Marcos!
    Estou jogando esse também. Tudo que aparecia sobre o jogo eu gostava. E como adoro stealth (apesar de que um dia ainda quebro meu controle por causa de jogos assim), peguei (PC) e não me arrependi.

    É uma pena saber que o final é uma droga. Mas sinceramente!? Eu já estava esperando.
    Eu estou no final do capitulo do Asylum (alias, tenso esse lugar o.O) e já acho que a história tá meio devagar. Meio jogada, sabe.
    Mas o jogo é divertido, então, vamos lá.

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    • Obrigado, Fefa! 🙂

      Também adoro ação stealth. Mas, porque você diz que um dia ainda quebra o controle? rsrsrsrs Pegou pra PC, também? Bacana! Teve algum problema com performance, algo do tipo? E aquele problema dos saves do dia 1º de Abril, chegou a “experimentar”, ou teve sorte?

      Sobre o final, olha, é uma droga. Eu achei, né. Mas, independentemente disso, não ofusca o brilho do jogo, de forma alguma. É um ótimo título, de qualquer forma.

      Poxa, aquele Moira Asylum é de arrepiar mesmo. Eu não esperava por algo assim nesse jogo. Até me pegou de surpresa. 😀

      Agora que finalizei, vou ver aqueles DLCs com missões, além de fazer as side-quests. Vai fazer isso também?

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      • Ah eu ainda quebro o controle de raiva. Vc passa a missão inteira nas sombras, e no final, da um passinho pro lado e te descobrem.

        Nem fiquei sabendo de nada dos saves. Eu praticamente jogo só no fds, então nesse dia eu provavelmente nem abri o steam.

        Mas é uma pena a história ser assim. O começo parece bem interessante, depois vc só continua jogando pela diversão mesmo.

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        • Hahahahahaha… Entendi…rsrs E quando você erra na escolha das flechas? rsrs E a “IA Ninja” que te vê quando não deveria, então? rsrsrsrs

          É, dia 31 de Março teve isso. Até falaram que foi brincadeira de 1º de Abril. No dia primeiro, aconteceu uma porrada de coisa ruim pra quem tinha saves do dia 31. Não progredia, voltava pra Clock Tower, etc. Muita gente avançou a data do PC pro dia 08 de Abril, e aí piorou as coisas. Até que lançaram um patch. Dose, viu.

          É, uma pena mesmo. Mas, eu gostei do jogo. Queria mais títulos assim no mercado, viu.

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