(Review) Tomb Raider: nasce uma sobrevivente

Tomb Raider

Esqueça tudo o que você sabia sobre Tomb Raider“. Penso nestas palavras de Darrell Gallagher, da Crystal Dynamics, já há bastante tempo. A princípio fiquei com medo. Medo de que a série fosse desvirtuada, principalmente depois que fiquei sabendo que o novo jogo contaria com suporte a partidas multiplayer. Fiquei com medo de que nos fosse entregue uma Lara Croft renovada e mais forte, mais ágil, mais experiente, invencível, quem sabe, cheia de truques escondidos nas mangas.

Uma super mulher, quem sabe. Algo fora do normal, talvez. Sabe aquele tipo de coisa que todo fã de uma série de jogos eletrônicos antiga, querida e renomada sente quando fica sabendo que um reboot está em desenvolvimento? Pois bem, foi o caso. Obviamente, o simples nome da Crystal Dynamics foi, e é, motivo para grande tranquilidade, e felizmente não me decepcionei com o Tomb Raider de 2013. Muito pelo contrário.

Tomb Raider

O jogo é seguramente fortíssimo candidato a Game do Ano, em minha opinião. Finalizei esta obra prima ontem à noite, após dias memoráveis em que joguei com gosto, sentindo cada tristeza, cada abalo, cada golpe, cada vitória de Lara Croft como minhas. Em determinados dias, cheguei a me emocionar, e lágrimas me vieram aos olhos.

A Crystal Dynamics foi capaz de desconstruir aquela eterna musa dos videogames tão conhecida e, porque não, tão “batida”, e rapidamente construir uma nova. Uma musa melhor. Um personagem mais forte, mais marcante, mais crível, imbuído de sentimentos e capaz de transmitir tais sentimentos através de um simples olhar.

Tomb Raider

Ou melhor, a Crystal Dynamics fez com que o personagem passasse por um processo de humanização. A arqueóloga aventureira é aqui exibida antes de sua glória. Antes de sua fama. Ela sangra. Ela perde. Ela apanha. Ela luta. Ela se desespera. Ela chora. Ela morre. Se games são arte, se games podem substituir filmes de diversas maneiras, para muitas pessoas, em muitas situações e com muito mais retorno, então temos aqui uma grande prova disto: games são realmente arte.

Olhe para os gráficos. Olhe para o rosto de Lara. Observe suas lágrimas. Seus gritos. Sua felicidade quando consegue atingir algum objetivo. Sinta como o personagem parece criar vida diante do monitor ou da televisão e nos carregar consigo em sua jornada cheia de aventuras. Delicie-se com a trilha sonora do jogo. Admire a direção de arte e a fantástica narrativa. Preste atenção nas referências históricas. Divirta-se.

Cientistas estiveram em Yamatai, a ilha está repleta de artefatos históricos e documentos da Segunda Guerra Mundial, bem como de artefatos japoneses antiquíssimos, todos devidamente explicados pela arqueóloga na pele da qual jogamos. Tomb Raider me emocionou bastante, em diversos momentos e por diversos motivos, de formas que os filmes já não conseguem, há tempos.

A Lara Croft do novo jogo, Tomb Raider (o chamarei simplesmente assim, de agora em diante), é humana, acima de tudo. As ligações, amarras e vantagens próprias de personagens deste gênero de jogo ou, pelo menos, do tipo de jogo em que a franquia podia ser encaixada em outros tempos, foram nela minimizadas, suavizadas, ocultadas e até, em determinadas situações, removidas completamente. Humanização e sobrevivência podem ser considerados os elementos principais do título.

Tomb Raider

A humanização e a consequente fragilização (intencional) do personagem enquanto mais um representante da raça humana, personagem este, como se sabe, outrora muito mais “poderoso”, torna a sobrevivência mais difícil. Mas, por outro lado, sobreviver, lutar minuto a minuto, tentando manter sua humanidade à salvo frente aos horrores que enfrenta, é o que acaba fornecendo o material necessário para que Lara se fortaleça.

Ciclos de sofrimento, agonia, perdas, aprendizado a duras penas e vitórias, pouco a pouco, fazem com que a jovem arqueóloga perceba que lamentos, desespero e a hipótese do aparentemente simples ato de se entregar de nada adiantarão. Até mesmo porque existem outras pessoas envolvidas, e Lara sabe disso muito bem.

O jogo começa e logo nos deixa no comando de um personagem atemorizado, fragilizado e que acabou de passar por um grande trauma. E, a evolução deste personagem é algo belíssimo de se ver, principalmente porque somos inseridos em tal processo. Evoluímos junto, e tudo tem uma finalidade. Atualizar uma nova arma pode resultar em uma morte a menos. Aprender novas habilidades pode facilitar as coisas em algum momento lá na frente.

Passamos por tudo isto juntamente com a protagonista de uma maneira bastante intensa, e tudo é tão intenso justamente porque ela mesmo sente tudo intensamente. Não estamos no controle de um mero “boneco” que dispara tiros a esmo. Não controlamos uma máquina. Se tiros são disparados é porque Lara foi a isto forçada, seja por ver sua vida em risco, seja por ver a vida de outros por um fio.

Não estamos jogando um TPS ou um FPS qualquer onde matar o maior número de inimigos possível é “o que há”. Em diversos momentos em Tomb Raider, podemos ou devemos passar por inimigos sem chamar a atenção, ou dar cabo de alguns deles em silêncio. A intensidade do personagem é, também, fator motivador para o jogador, além de um espetáculo. Afinal, quem não se empolga ao ver a Senhorita Croft em apuros?

É, não podemos negar também que a modelo Megan Farquhar tem lá sua parcela de “culpa”. E, bem, temos elementos de RPG? Ok. Temos mais tiros e ação, além de uma Lara Croft mais violenta? Ok. Mas isto é perfeitamente plausível. Fosse de outra maneira e teríamos uma “arte mentirosa (?)” em mãos. Ou, algo enganoso. As ações da protagonista se justificam plenamente dentro do jogo.

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Lara tem de aprender a sobreviver! Ela é obrigada a se virar, sozinha, grande parte do tempo, em uma ilha infestada de loucos, maníacos, psicopatas, assassinos e bandidos, todos eles guiados por um cara conhecido como Padre Mathias. Mas a nova protagonista de Tomb Raider não perde tempo, e logo percebe que ou luta ou morre. Simples assim. Isto sem falar no grande problema representado pelo poder que cerca a ilha e que faz com que tempestades assustadoras impeçam qualquer um de sair dali.

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Os cultistas fanáticos liderados por Padre Mathias são um osso duro de roer, é verdade. A própria ilha e os mistérios que cercam Himiko, rainha japonesa também conhecida como Rainha do Sol, são capazes de fazer gelar o sangue nas veias de qualquer um que estivesse na posição da protagonista. Mas quando percebemos que Lara começa a desafiar os bandidos, a provocá-los e até mesmo a prometer que eles não escaparão de sua justiça, é impossível não nos encantarmos mais ainda com o personagem.

Não se trata simplesmente de vingança, de revidar. Trata-se também de alguém que perdeu entes queridos devido à ilha, aos fanáticos e ao Mathias. De alguém que também se culpa, que não deixa de se lembrar de escolhas feitas antes do acidente que resultou no naufrágio do navio Endurance (naufrágio este que lançou todos na ilha). Para sobreviver, Lara tem de matar. Matando, ela se vinga, é claro. Mas não é esta a mensagem que o jogo nos transmite.

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A mensagem, sempre, é sobrevivência. Corra, Lara. Mantenha-se viva. Ainda existem pessoas que contam com você, que dependem de você. Isso nos é transmitido o tempo todo. É essa a mensagem. E no meio disto tudo temos uma mulher. Uma belíssima mulher, diga-se de passagem. Uma mulher, no entanto, que não é poupada. Notamos claramente as cicatrizes que ela vai ganhando. Ela sangra como seus inimigos. Ela pode sofrer mortes cruéis e assustadoras, e aí a bola é jogada para o jogador: tente novamente.

Muitos podem criticar este Tomb Raider pela ausência de algo que sempre fez parte dos outros games da série: puzzles. Não que não os tenhamos, aqui. Sim, temos puzzles. Temos tumbas. Temos relíquias antigas. Temos tesouros. Temos tudo isto. Mas tudo isto foi aqui inserido de maneira tal a não quebrar a imersão. Os puzzles são simples. Simples demais. Este pode ser um defeito para muita gente, mas eu não vejo desta maneira.

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Entendo que eles estão ali para oferecer um desafio adicional e também para manter viva em nossas mentes a lembrança de que estamos jogando um Tomb Raider. Tais quebra-cabeças muitas vezes funcionam como meros e rápidos prelúdios para atingirmos algum objetivo. Esquemas para aumentar a sensação de recompensa quando chegamos lá, afinal. Os puzzles foram desenvolvidos de maneira tal que acabam se imiscuindo na narrativa de forma muito natural, não quebrando ou pouco atingindo a imersão. Fáceis, rápidos, divertidos, gostosos de se jogar, e rapidamente devolvendo o jogador ao horror da ilha.

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Ao longo do jogo podemos coletar fragmentos, itens diversos e também ganhamos pontos de experiência que, então, devem ser utilizados para fazer com que a protagonista se torne uma combatente melhor, uma sobrevivente melhor, uma caçadora melhor. Animais de vários tipos e portes também podem ser caçados, tudo visando a obtenção de XP.

O fato é que a Crystal Dynamics conseguiu entregar aos jogadores e/ou fãs um início para a arqueóloga que tanto adoramos. Um passado. Lara é totalmente inexperiente, no início do gameplay, e não podemos deixar de ressaltar a influência positiva de seu amigo Roth, aliás. Influência esta que também é uma espécie de ligação entre a moça e seu pai. E seu passado, é claro. O círculo de amizades da heroína (ops, ela não é uma heroína, ali, pelo menos não da maneira como geralmente entendemos este termo – é a força do hábito) na ilha, aliás, conta com personalidades que agem de maneiras bastante interessantes sobre ela.

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Enquanto Roth sempre a encoraja e a lembra do pai (além de fornecer uma dose de emoção em determinado momento – leia-se “lágrimas escorrendo”), a mecânica Reyes não esconde de ninguém sua desconfiança da capacidade de Lara, nem tampouco o fato de, em sua opinião, Lara ser a responsável pelo desastre, pela ida ao Mar do Diabo e por todos terem acabado na ilha. Sam e sua ligação com o culto promovido por Mathias também é parte importantíssima de tudo, e sua afeição por Lara é retribuída, claro.

Reyes, porém, não consegue demover Lara em momento algum, mesmo dela desconfiando, duvidando de sua capacidade e até mesmo ameaçando deixá-la para trás caso surja a oportunidade, em um daqueles típicos momentos “salve-se quem puder, como puder e doa a quem doer”. Entretanto, tudo isto reforça ainda mais o notável fortalecimento de Lara Croft e seu crescimento enquanto personagem.

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Ao final do jogo, e até mesmo antes disso, estamos no controle de uma combatente que sobreviveu a horrores que teriam deixado muitos marmanjos por aí de joelhos. Lara mergulhou em rios de sangue, se banhou no sangue dos inimigos, lutou contra mercenários armados até os dentes e não hesitou em tirar vidas quando sabia que isto seria necessário para que seus amigos ou ela própria vivessem. E, bem, já no início ela teve motivos de sobra para desistir. Afinal, acordar e perceber que está pendurada em um local horrível e cheio de cadáveres não é algo que seja facilmente digerido.

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Nem mesmo a assustadora Guarda do Trovão faz com que a mulher se desvie de seu caminho, até mesmo porque, qualquer desvio, ali, por mínimo que seja, representaria a morte. Sobreviver, mais uma vez, vale lembrar, é um dos elementos principais do jogo, e com isto em mente o jogador cresce juntamente com a personagem principal. Aprendemos a abordar situações de maneiras estratégicas, a utilizar o ambiente a nosso favor, a agir furtivamente sempre e quando necessário e, principalmente, a não ligar o “modo Rambo”.

Para nos ajudar, os controles são ótimos e o sistema de combate é excelente. Lara pode escalar, pular, se movimentar de maneiras as mais diversas, e durante os combates pode se esquivar e finalizar os inimigos de maneiras verdadeiramente cinematográficas. Um sistema de cobertura “escondido” faz com que o personagem se mantenha protegido naturalmente atrás de obstáculos e caixas, por exemplo, enquanto troca tiros com os inimigos.

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O armamento pode sofrer atualizações e rifles e pistolas, por exemplo, podem contar com modos secundários de tiro. Munições especiais também podem ser usadas, falando nisso. O muito mais do que bem vindo arco é aquela arma que deve ser sempre utilizada, pois além de funcionar muito bem quando queremos agir furtivamente, ainda pode criar verdadeiras “pontes de corda” entre um ponto e outro, permitindo assim que alcancemos locais do cenário outrora inatingíveis.

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Nasce uma sobrevivente. Ela é magnífica. Qualquer novo Tomb Raider daqui em diante que não seguir o padrão de qualidade deste de 2013 e/ou não representar uma evolução muito provavelmente será visto com maus olhos pelos jogadores. Natural, não é? Ou, no mínimo, não será tão apreciado. Se BioShock Infinite, lançado ontem, vai ganhar o prêmio de Game do Ano, ao invés deste survival game espetacular, não sei. Só o que sei é que pretendo jogá-lo novamente, em breve.

Talvez eu tenha escrito uma análise muito “pessoal”, ou tratado tudo de maneira um tanto quanto diferente. Um texto apaixonado, quem sabe? Ocorre que este jogo representou, para mim, uma experiência tão instigante, motivadora, divertida e emocionante, que não poderia ser de outra maneira.

Posso ter tratado Lara, neste review, bem como situações e personagens do título, como pessoas e situações reais, talvez, ou, no mínimo, como elementos de um filme. Não pude evitar, me desculpem. Mais do que nunca, também, sei que esta análise não ficou imparcial. Por falar nisso, sempre acreditei que reviews não deveriam ser imparciais.

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Aliás, como o camarada Aquino, do Retina Desgastada, também deixei de dar notas aos jogos, em meus reviews. Aliás, comecei a dar notas há pouco tempo (antes não fazia isso), e sinceramente, creio que isto seja totalmente desnecessário. Desde meu review de DmC Devil May Cry deixei de dar notas a jogos. Um 10, aqui, no caso de Tomb Raider, seria pouco. E não significaria nada. Um jogo eletrônico é muito mais que estatísticas e números. A emoção e o apreço não podem ser quantificados.

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Outros modos de jogo

Há suporte a partidas multiplayer, em Tomb Raider. Estou com muita vontade de testar. Infelizmente, porém, tento encontrar uma partida já há 3 dias, e não consigo.

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Conclusão

Tomb Raider é o início da lenda. O jogo que mostra, passados tantos anos, quem era Lara Croft antes de se tornar uma heroína poderosa e segura de si. O jogo que retrata uma mulher, acima de tudo, que sofre, que perde, que se machuca, que aprende e que vence. Seus alicerces são a enorme carga de humanidade que foi introduzida na protagonista e o fato de que ela tem de sobreviver. Sobreviver é o jogo, em Tomb Raider. A Survivor is Born. Nenhuma frase seria mais apropriada ao final da jornada. Lara aprendeu. Nós aprendemos.

Ficha técnica

Título: Tomb Raider
Gênero: Ação / Aventura
Desenvolvedora: Crystal Dynamics
Publisher: Square Enix
Data de lançamento: 05 de Março de 2013
Plataformas: PC / Xbox 360 / Playstation 3
Versão analisada: PC

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13 Comments

  1. O jogo é lindo e sensacional. A jogabilidade é incrível, e o arco é fantástico! Mas claro que tem sempre aqueles chatos para reclamar de tudo:
    – “não tem puzzle”: mas não é o foco do jogo. É uma aventura para sobreviver, não para explorar;
    – “não tem as duas pistolas”: queriam que ela já começasse “modafoca” badass de sempre? Não seria um reboot, então. Calma que ela chega lá 😀
    – “os puzzles são simples demais”: mas são perfeitamente lógicos. Não são alavancas para acionar portas secretas, e sim subterfúgios para alcançar lugares simples que faltam um caminho direto. São meras “gambiarras” que a Lara usa para chegar num objetivo, e não construtos intrincados para evitar invasores indesejados nas tumbas dos jogos anteriores, onde você precisava girar uma chave na China para abrir uma porta no México (hipérbole implícita)

    Se eu fosse dar uma nota, a nota seria 9.8: perde dois décimos por conta da falta de incentivo para me importar com os personagens secundários. Mas até isso faz sentido, em partes, porque a história é centrada na sobrevivência da própria Lara, e ela passa a maior parte do jogo sozinha.

    Enfim, o jogo é ótimo, tentar fazer os 100% do single player é divertido, os gráficos são impressionantes (mesmo para um sistema “antigo” como o meu) e as dublagens são primorosas. COMPREM, JÁ, AGORA!!! De preferência no PC, se você tiver um sistema apropriado para isso. A Square Enix tem se esmerado em prover uma experiência SUBLIME no PC, com seus últimos lançamentos 🙂 (nada de nivelar por baixo, viu, dona EA?)

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    • @Marcio Neves Machado – RJ/RJ

      Nossa, é como eu falei, não tem nem do que reclamar…hehehe Os puzzles, até eles, daquela maneira, estão perfeitos no jogo. Jogo fantástico mesmo. Lindíssimo. Até em relação ao que você citou, sobre falta de importância de personagens secundários, eu perdoo a desenvolvedora. O foco é na Lara, mesmo, e se não fosse ela, ninguém teria saído dali. 🙂 Ah, falar nisso, conseguiu jogar alguma vez o multiplayer?

      Marcio, sobre os DLCs, está se referindo àqueles das armas do Agente 47? rsrs Estava demorando…rsrsrs 😀

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  2. PQP, viu lá no Steam que a Square soltou uma enxurrada de DLCs pro jogo? Alguns itens eu já tenho por conta da pré-venda, mas outros são atalhos para conseguir antes alguns upgrades de armas que a gente já conseguiria normalmente jogando (mas pelo visto disponíveis de automaticamente, assim que você consegue tal arma) 😛

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  3. Ótimo review, Marcos. Reviews imparciais qualquer jogo tem. E esses só passam um lado do jogo que é o ‘lado técnico’. Seus reviews pra mim nunca foram imparciais, e é assim que da pra medir o, vamos chamar de entretenimento, do jogo.

    Agora sobre o jogo. Eu tinha 2 pés atrás com esse jogo. Depois de ler seu review, agora eu tenho um só. Explico:

    O 1º pé, estava atrás por ser a Lara Croft. Ficou sem graça. A Lara virou (inclusive no filme) simplesmente uma mina peituda que sabe atirar e lutar. Inclusive, tem muito cara por aí que só gosta da Lara por causa disso. Bom, seu texto mostrou que não é o caso desse jogo.

    O 2º pé, eu ainda estou pensando no caso. é o fato de ser um Survival. A quantidade de survival que tem ultimamente, não é pouco. Ainda mais agora que o tema apocalipse zumbi está em alta. por isso esse tipo de jogo acabou perdendo o encanto. Nada mais é novidade.

    Mas apesar disso, e da quantidade de jogos que tenho na fila, tenho muito interesse em jogar.
    É esperar uma promoção agora. Quero comprar pro xbox, pq meu PC é até bom, mas não é ótimo.

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    • @Fefa,

      É, procuro sempre fazer dessa forma. 🙂

      Então, posso ser uma minoria, mas nunca joguei Tomb Raider pensando só na Lara, em sua beleza, etc…rs 🙂

      Claro, não nego que, vai, nesse novo, gostei muito dela. De sua beleza, etc. Tanto é que meu perfil no Steam está repleto de screenshots do jogo, muitas focadas na protagonista. Mas isso não é o mais importante no jogo. O jogo é bom muito além desse fato.

      Quanto ao seu segundo medo, digamos que aqui temos um survival diferente. Não é um jogo pós-apocalíptico. Não é um survival horror. A sobrevivência é abordada de maneira diferente. É a sobrevivência de uma pessoa, guardadas as devidas ressalvas, normal. E que vai aprendendo com o sofrimento. É um jogo bem diferente, nesse sentido.

      Bem, quanto a PC versus Xbox, o jogo conta com várias opções de configuração, no PC (até uma ferramenta pra benchmark foi inclusa), e a própria Crystal Dynamics disse que ele rodaria em uma variedade enorme de PCs. Acho que vale a pena pesquisar, até mesmo pelo preço. Tem muita coisa na sua fila ainda? rs

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  4. Olha, pelos specs, eu devo conseguir jogar na qualidade media… Mas tenho tempo de pensar até alguma promoçao pra qualquer uma das plataformas… agora não vai rolar mesmo…

    E minha fila é bem grande…
    Tenho Arkham City e Skyrim pra terminar. Mas Skyrim eu nao quero terminar, quero ficar fazendo side quest. então só jogo de vez em quando.
    Tenho Dishonored que eu só coloquei no xbox e joguei uns 5 minutos pra ver como era… Tenho o Most Wanted.
    Darksiders 1 e 2… E agora Far Cry 3.

    é muita coisa pra pouco tempo hehehe

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    • @Fefa,

      Creio que o jogo ficaria lindo até na média. Mas no seu caso, faz bem em esperar. E que fila, hein? Você também é como eu, então? Quando pego determinados RPGs geralmente passo muito tempo em side quests…rsrs

      Poxa, Dishonored é um negócio de louco. Ô jogo fora de série. Estou que não me aguento pelo DLC que vai sair e que vai expandir a história. Far Cry 3 também é pra deixar qualquer um louco, com a quantidade de coisas que tem pra fazer. Haja tempo, viu…rs

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  5. @Marcos,
    eu fico muito tempo nas side quests, 1º pq é bem legal. é como viver em skyrim mesmo… vc não segue só aquela linha principal pq calhou de ser o Dragonborn… no caminho, vc vai vivendo sua vida.
    E 2º pq eu sei que se eu terminar a main quest, eu não vou mais animar tanto de continuar jogando.

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    • @Fefa,

      Penso assim também. Aliás, estava aqui pensando no Witcher 3, e no que falaram a respeito de ser algo mais grandioso ainda que o Skyrim. Nossa, e sendo da CD Projekt, não duvido nada.

      Você chegou a pegar algum DLC pro Skyrim, falando nisso?

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  6. Eu já tinha o Heartfire e o Dragonborn. Essa semana aproveitei que estava pela metade do preço na live e peguei o Dawnguard, mas esse eu ainda nem baixei.
    Mas to upando de level um pouco antes de ir fazer as quests do Dragonborn, levei o maior espanco quando fui tentar (na época ainda level 15 com stats baixos)

    Reply
    • @Fefa,

      Nossa, por enquanto só tenho o Dawnguard. Falar nisso, faz um tempinho que não pego no Skyrim. E esse Hearthfire, é legal? Fiquei bem receoso em relação a ele, desde o lançamento…rs

      Bem, preciso voltar logo ao jogo. Encarar uns dragões, etc e tal. 😀

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  7. Oi Marcos.
    entao, o Hearthfire não é nada muito extraordinario. Ele só libera pra vc a opçao de adotar criança e construir sua casa do zero.
    Tem algumas cidades que vc pode comprar terreno e ir construindo sua casa.
    Deve ser legal. por isso que eu peguei. Mas ainda tenho que juntar dinheiro no jogo pra poder fazer isso.

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    • @Fefa

      É, eu vi algo a respeito, mesmo. Deve ser, vai, interessante…rsrsrsrs 🙂

      Só deve ser difícil se focar nesse tipo de atividade quando tem tantas outra coisas pra fazer no jogo. E eu ainda aqui tentando imergir no The Witcher 2 (modo insanidade on). hehehe 😀

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