Tive a oportunidade de jogar o MMORPG Rift, da Trion Worlds, durante seu período closed beta, e fiquei bastante impressionado pelo que vi. O MMORPG nos entrega gráficos muito bonitos e um mundo extremamente dinâmico, no qual determinadas áreas podem mudar drásticamente de uma hora para a outra devido aos Rifts (fendas) que são abertos, os quais abrem passagem para criaturas de outros planos elementais.

Quando se começa a observar Rift não só como um MMORPG, mas sim de outra maneira, comparando-o com o que o mercado de games nos oferece atualmente no nicho dos RPG’s online, percebemos que existe um grande abismo entre Rift e os demais “massively multiplayer online role-playing game”. Removendo-se aqui, é claro, pelo menos por enquanto e neste ponto, qualquer comparação com World of Warcraft.

Os desenvolvedores de Rift optaram por entrar no “perigoso” (e é claro que WoW aqui é o concorrente mais perigoso) mercado de MMORPG’s “pay to play”, ou seja, pague para jogar. Os jogadores devem comprar o cliente do game e pagar uma mensalidade para continuar jogando, a qual é de US$ 14,99. Existem outros planos, também. É possível pagar-se de forma trimestral ou semestral, com desconto. A estratégia da Trion Worlds a princípio me deixou intrigado, mas agora percebo claramente que eles querem, é claro, concorrer (agora sim falando em concorrência direta) com WoW, da Blizzard, mas “comendo pelas beiradas”. Pelo menos a princípio. O caminho será longo, é claro. Mas nada é impossível.

Talvez aquele jogador que esteja cansado de World of Warcraft seja “captado” por Rift. Ou, talvez, aquele jogador que esteja tendo seu primeiro contato com este tipo de game. O fato é que Rift já possui uma comunidade extremamente ativa, fruto do trabalho pré-lançamento da desenvolvedora, e até mesmo antes do “Head Start”, período que serviu como uma espécie de “introdução”, digamos, e que rolou de 24 de Fevereiro de 2011 até o lançamento do game, ontem, 01 de Março de 2011. Durante o “Head Start”, ouvi falar em uma base de jogadores de cerca de um milhão.

E o Twitter da Trion Worlds constantemente divulgava notícias a respeito da adição de mais e mais servidores à rede, devido à grande demanda, e tudo isto, veja bem, antes do lançamento oficial do game. O título é muito polido, e impressiona logo de cara, assim que se efetua login no cliente do mesmo. As possibilidades de customização dos personagens são enormes, e a questão das “Souls” torna tudo mais interessante e profundo ainda. A história é cativante, e nos apresenta o mundo de Telara e duas raças totalmente opostas, inclusive em relação às suas crenças: os “Guardians” e os “Defiants”.

É claro que não se pode dizer que o enredo do jogo é inovador, mas ele é interessantíssimo. Telara é um mundo que conta com uma profunda e interessante história como pano de fundo. Uma das coisas mais interessantes no título da Trion Worlds é o fato de que, em Telara, tudo acontece de maneiras diferentes para cada jogador, dependendo sempre de diversas variáveis. Um local cheio de paz pode de repente se transformar em um verdadeiro inferno, repleto de criaturas bestiais, enquanto em outro local tudo está em paz, e assim por diante. O oposto pode vir a ocorrer também, creio eu, mas ainda não tive o prazer de presenciar tal acontecimento. Mas cada aventura é unica, cada quest, dungeon, etc, representa uma experiência única e valiosa.

Se Rift se tornará no decorrer do tempo um dos maiores concorrentes de WoW, é algo que não tenho como prever. Ele tem tudo para isto, temos de convir. Entretanto, cada gamer possui necessidades e expectativas diferentes, e isto pode representar um empecilho ou uma vantagem à Trion Worlds. O fato é que o game é muito promissor. A Trion Worlds poderia muito bem ter lançado seu jogo como um free-to-play, mas preferiu, digamos, ir pelo caminho mais difícil e “espinhoso”.

Se ela acertou ou não, só o tempo nos dirá. Mas, até agora, parece que as coisas estão indo bem. Uma rápida olhada no fórum do game mostra isso, aliás. Uma coisa, porém, é certa: Rift já é um gigante na área dos MMORPG’s. Isto é bom, pois força as outras empresas a melhorarem seus produtos, enquanto força a própria Trion Worlds a trabalhar constantemente para melhorar o seu game. Afinal, ela tem no mínimo um gigante como concorrente.

Vou acompanhar Rift de perto. Para mim, ele é muito promissor. Tudo o que um MMORPG de sucesso precisa, e muito mais, está lá. E você, o que acha?

Poderá gostar também

Pin It on Pinterest