Saiba mais sobre as escolhas dos jogadores em The Walking Dead

The Walking Dead Episode 5

Amigos, este texto, bem como o vídeo que segue abaixo, contem spoilers. Portanto, se você ainda não jogou The Walking Dead e/ou não terminou o capítulo 5, “No Time Left“, não continue lendo. A Telltale divulgou um vídeo a respeito das escolhas dos jogadores no jogo.

Focado no último episódio, o vídeo exibe algumas estatísticas e o percentual de jogadores que tomou esta ou aquela decisão. Confesso, aliás, que alguns dos resultados me impressionaram bastante. Como todos devem saber, The Walking Dead permite que realizemos escolhas. Muitas delas devem ser tomadas sob enorme pressão, o que pode acabar fazendo com que tomemos decisões equivocadas e/ou até mesmo erradas, sob vários pontos de vista.

A tensão a que somos expostos é enorme, e uma das grandes sacadas da Telltale foi criar e exibir, ao final de cada episódio, um relatório que compara as estatísticas de cada jogador com as de toda a comunidade. Podemos saber o percentual de pessoas que tomou decisões iguais às nossas, e também podemos saber se fizemos parte de alguma minoria, tomando decisões não lá muito bem vistas pela grande maioria.

A desenvolvedora criou um trailer (ressalto mais uma vez, pare de ler se spoilers são um problema para você, em relação a este jogo 🙂 ) focado no quinto episódio de seu espetacular point-and-click. Através dele ficamos sabendo de coisas dramáticas (que, no entanto, podem não ser novidade para alguns) e de escolhas e resultados muito perturbadores. Incluí algumas legendas no vídeo, para facilitar um pouco as coisas, traduzindo as perguntas que estão relacionadas com determinadas escolhas importantes.

Fiquei chocado ao perceber, por exemplo, que grande parte dos jogadores decidiu por deixar que cortassem o braço do Lee (eu optei pelo contrário, o que, é claro, não adiantou). Ainda quero jogar novamente e entrar na pele do personagem mutilado, é claro, mas confesso que será difícil.

Justamente aqui, aliás, está um dos motivos que me fazem gostar imensamente deste jogo: o nível de imersão que ele é capaz de nos proporcionar, e a maneira como ele nos faz viver a vida daqueles seres que só existem dentro de nossos PCs e consoles, é fantástico. Muitos de nós podem chegar a agir, no jogo, como se fôssemos realmente o ex-professor que logo no início do jogo se encontrava no banco traseiro de um carro da polícia, e assim nossas ações e decisões assumem uma dimensão muito maior.

Me chocou bastante, também, saber que a maior parte dos jogadores decidiu pedir para que a pobre Clementine atirasse no “mordido” Lee Everett (“63% = shoot you” contra “37% leave you to die“). Aqui, também, agi de forma oposta. Creio que nem em uma segunda vez conseguirei fazer com que a garotinha atire no protagonista.

Esta menina é um personagem extremamente carismático, e o jogo nos faz criar grande vínculo com ela, bem como com diversos outros. Algumas pessoas, até mesmo pensando em “próximos capítulos”, podem levantar a hipótese de que o tal possível tiro fatídico serviu como aprendizado para Clementine, que isto pode tê-la fortalecido, etc.

Mas depois de tudo o que ela viu, depois de tudo o que nós, jogadores, passamos juntamente com ela, vejo esta situação como algo extremamente delicado, e a simples hipótese de mandá-la atirar em alguém que ela ama demais, em alguém que ela sabe que a protegeu desde o início e que, de certa forma, enxerga como um pai, me soa como algo monstruoso. Deixá-la ir embora, “simplesmente”, é o melhor, em minha opinião.

Mesmo sabendo o que iria acontecer daí em diante, e principalmente porque Lee vai morrer de qualquer maneira, não é (lembre-se, esta é a minha opinião)? Ok, pode até não ter sido a primeira vez que Clementine matou alguém (como você poderá perceber através do vídeo abaixo e/ou se já jogou o game), mas existem “mortes” e “mortes”. Situações e situações.

The Walking Dead é realmente um jogo obrigatório. Veja o vídeo (ou não):

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2 Comments

  1. Eu decepei o braço do Lee mesmo imaginando que não fosse alterar o final. E não muda mesmo. Tirando a cena da “cirurgia” o resto do jogo corre idêntico a se permanecesse inteiro.
    A questão de fazer a Clem atirar em Lee pode ser encarada (inclusive é a intenção da opção no game) como um ato de compaixão, já que ele já estava fadado a se transformar e não havia nada que a Clem pudesse fazer para impedir. O legal é que os personagens são tão bem desenvolvidos e o roteiro tão bom que o Lee mesmo nessa situação em nenhum momento pede para a garotinha fazer isso. De qualquer maneira, como todas as decisões do jogo escolher entre uma opção ou outra e perturbardor e triste do mesmo jeito

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    • @JC,

      Eu ainda quero decepar…hehehe

      É, esse lance da Clem, sei lá. Mesmo assim, me soou como algo absurdo. Sabe, a hipótese de uma menininha daquelas com uma arma nas mãos atirar em alguém que ama, mesmo por compaixão, etc, não me cai bem. Até entendo que ela sabia disso, que não gostaria de ver um Lee zumbi, etc. Mas mesmo assim. E é como você disse. Tudo é tão bem feito, os personagens são tão bem desenvolvidos, que nós sentimos pena deles. Tanto do Lee quanto da Clementine, ali. Fico até imaginando como vai ficar a cabeça da menina depois disso…rs 🙂

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