Há cerca de uma semana publicamos por aqui um artigo a respeito do controverso MMO The War Z, da Hammerpoint Interactive. O título, que foi lançado no Steam no dia 18 de Dezembro de uma maneira um tanto quanto estranha, foi removido da loja no dia seguinte.

A página do jogo no site de distribuição digital da Valve mencionava recursos e características que ainda não existem, e não informava aos potenciais compradores que eles estavam adquirindo um produto em fase beta. Além disso, acusações de plágio, “lavagem de roupa suja em público” e a presença de um produtor com um currículo nem um pouco animador fazem parte do vergonhoso caso “War Z da Hammerpoint Interactive”.

Como já sabemos, os zumbis não representam a única podridão existente no MMO. Além disso, a Hammerpoint Interactive não poderá mais utilizar o nome The War Z, tudo porque uma gigante também ligada à indústria do entretenimento “entrou na parada”. Ou melhor, ela já estava.

Paramount Pictures registrou a marca World War Z em Julho deste ano, e isto inclui a utilização do nome em jogos eletrônicos para download e “software de jogo eletrônico para dispositivos eletrônicos portáteis” e o fornecimento de jogos eletrônicos online relacionados ao filme World War Z, o qual será lançado em 2013.

The War Z

Ou seja, a casa caiu. Pelo menos em partes. Mas a coisa agora ficou muito mais feia para o lado da Hammerpoint Interactive, a qual havia submetido o pedido ao órgão responsável pelo registro de marcas e patentes nos Estados Unidos dez dia após a Paramount Pictures.

Além disso, um pedido de suspensão foi apresentado em 15 de Novembro, ou seja, antes mesmo do lançamento do jogo no Steam. A marca “The War Z” (85682663 – agora suspensa) da Hammerpoint possui muitas similaridades com os pedidos apresentados pela Paramount Pictures relacionados ao filme. Pronto. The War Z não será mais The War Z. Talvez, quem sabe, Sergey Titov e sua equipe escolham agora algum outro nome para o MMO, um nome que tenha mais a ver com a filosofia de trabalho da desenvolvedora.

“Sujo até a alma”, “(Des)Marcando território”, “Crise nas pútridas terras” (acho que “Big Dirt: Over the stolen idea ” não vale), etc. Quem sabe. Brincadeiras à parte, fico agora me perguntando se a Hammerpoint continuará trabalhando no MMO sem nome ou se aquele rumor a respeito do abandono do jogo caso ele não venda bem se transformará em um fato concreto. A respeito desta hipotética situação, me pergunto também qual será a “desculpa” da empresa.

De qualquer forma, o jogo parece ter vendido muito bem durante sua breve estadia no Steam, e creio que as vendas através do site oficial também não foram ruins. Devo confessar que a princípio me interessei bastante por The War Z. Contudo, após toda esta “bagunça”, não me sinto mais por ele atraído (muito pelo contrário). Enganar o consumidor e plágio são práticas terríveis, e pelo menos para mim, vai ser difícil Titov encontrar explicações para tanta coisa errada.

Achei interessante publicar este texto até mesmo como uma espécie de complemento ao artigo publicado na semana passada. Vamos ver qual será o próximo capítulo desta novela.

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